Livros de Consciência

Em 1968, um antropólogo inglês John Smith, convive no meio dos povos indígenas, estudando os seus hábitos, rituais e cerimônias. Dois anos depois, casa-se com Jurema, a filha do pajé.
Em 1973, nasce o primeiro filho deles, um menino. Dizem que no seu nascimento os animais da floresta se reuniram para vê-lo nascer. Então o seu avô deu o nome da criança de “Aquele que sabe interpretar”.
Desde pequeno já mostrava ser diferente dos outros curumins, não brincava, tinha fisionomia calma e não falava. Com três anos de idade, escreveu na terra e os indígenas ficaram espantados, o seu pai, o antropólogo, foi ver o que era e leu: “Nós estamos ameaçados de extinção”, foi a primeira profecia realizada por aquela criança.
O pajé que era o seu avô começou a ensinar o segredo da floresta e explicava para o neto que se ele desenvolvesse a concentração poderia controlar a natureza conforme a sua vontade.
Não só a natureza, como o próprio homem, animais, vegetais e principalmente a si mesmo, que tudo era regido por uma consciência, que o homem deveria procurar e consquistá-la.
Todos os dias à noite a tribo se reunia para contar história, era a tradição oral, a mais rica que qualquer tradição, onde o pequeno curumim participava.
O cacique começa a contar a história:
- Quando os europeus vieram para nossas terras, falavam que o índio não tinha alma, um ignorante e selvagem, por isso deveria ser escravizados. Fizeram o mesmo com os negros, e por onde passaram destruíram vários povos. O Papa Urbano III que fez a lei Breve ou Bula Papal, dizendo que o índio tinha alma, e por isso não podiam serem escravizados.
Pajé:
- O homem branco só trouxe doença e desgraça para nós, principalmente a sua religião que foi uma grande colaboradora nos extermínios dos índios. Roubaram as nossas terras e vários de nós morreram, e o pior de tudo, eles se julgam civilizados.
Smith:
- O homem branco, os espanhóis quando estiveram no Peru, a igreja fez barbaridades com os índios de lá. Teve um indígena peruano que fez a primeira obra cinematográfica, não sei quantas mil páginas e fotografias, mostrando como sofreram mal trados. Tem uma imagem que chocam os nossos olhos um desenho de um padre castrando um índio e assim por diante. Pois eles tinham os dez mandamentos e os índios não tem nenhum e não fazem tantas coisas erradas como o homem branco faz.
Assim que eram todas as noites, através da tradição oral é contada a história de geração a geração e os indígenas se revoltam pois não pode fazer nada. Disputar arco e flechas contra armas de fogo é muita covardia.
O curumim sentia as vibrações de tristeza da floresta devido ao desmatamento, a extinção dos animais e as poluições. Já com cinco anos de idade, fez uma pergunta ao seu avô “Se a água e o ar nos dão vida, porque o homem branco polui e transforma a terra que nos fornece alimento em pedra?” e o pajé responde:
- Eles dizem que é o “progresso” que a indústria desenvolve o país e estamos saindo da era industrial para tecnológica. A natureza morreu para os homens ditos civilizados, para eles o que importa é a máquina.
- O que acontecerá com o nosso povo?
- É como você escreveu uma vez , há dois anos atrás , a frase “Nós estamos ameaçados de extinção”, assim como a nossa terra. O homem dito civilizado vive com normas, regras e sistemas que deve obedecer e para eles todos devem ser iguais. Aqueles que são diferentes sofrem, porque o homem da sociedade moderna tem a pior doença do mundo: O preconceito.
- O que é preconceito?
- São coisas que criaram nas mentalidades deles. Por exemplo, eles pensam que somos animais e irracionais porque vivemos na floresta. Outros porque pertencem a raças diferentes, uns porque são pobres, etc. Com isto sofremos opressões, perseguições e rejeição.
- Mas isso é tão ruim assim?
- Você não disse que esta sentindo a vibração de tristeza da mãe natureza? Isso é a conseqüência dos seus pensamentos de preconceito. E pior de tudo, eles deixam estrangeiros explorar as nossas terras. Muitos falam que são cientistas, mas na realidade são traficantes de drogas ou de animais
- Os estrangeiros desmataram as suas terras e agora estão de olho na nossa. Deixe-nos em paz, Amazônia é nossa, nos pertence, que é o nosso direito. E pior de tudo, nós não podemos fazer “nada”, só temos arcos e flechas para disputar contra armas de fogo, pois é muita covardia para nós.
Passou um ano e a polêmica dos índios continuou a crescer. À noite, o pajé reuniu todos os indígenas da aldeia para dizer “Hoje estou muito triste, com a morte de um de nós. Hoje à tarde, Tapoaçu foi para a cidade ver como era a vida do homem branco. Quatro elementos da cidade mataram-no por prazer. Jogaram gasolina no corpo dele e atearam fogo, causando várias queimadura. Depois uma pessoa viu e levou-o para o hospital, mas acabou morrendo”. Pela manhã, a tribo recebe a visita do outro antropólogo, o senhor Massena, amigo do Smith. Ele era professor de uma universidade, que recentemente tinha perdido o braço direito num acidente de carro.
Smith apresenta o seu amigo para o cacique, pajé, Jurema e para o seu filho. Ele fala para o seu filho - Leve-o para conhecer a nossa tribo- e a criança foi levá-lo. Os indígenas começaram a rir do senhor Massena. Porque vocês estão rindo dele? Pergunta o curumim. Ele é um deficiente, não tem um braço, não serve para nada, responde um índio. E o curumim questiona.
- Estão rindo dele porque não tem um braço. Se uma onça aparecesse e comesse um braço de uma pessoa daqui na tribo, o que vocês fariam?
- Nós iríamos sacrificá-lo, porque não serviria para nada!
- Então vocês dão valor às coisas úteis e os “inúteis” devem ser sacrificados. Pensei que só o homem branco tivesse essa doença.
Ele ficou sem respostas. Depois a criança continuou a mostrar a tribo para o antropólogo. Ele agradece a criança e diz que perdeu o braço direito num acidente, que aprendeu a superar o seu trauma, com força de vontade, com ajuda da paciência.
O senhor Massena pergunta:
- Quantos anos você tem ?
- Tenho seis anos!
- Apesar de ser uma criança, fala como um sábio! Vou te ensinar um truque, pensa num animal?
Ele pensa e o senhor Massena responde “macaco”.
- Como o senhor acertou?
- Telepatia! A mente humana emana vibrações e o outro capta, tem o emissor e o receptor.
- Como isso funciona?
- Através da sensibilidade, se a sua mente for puro como o seu sentimento conseguirá ler pensamentos das pessoas.
- Puxa! Deve ser muito interessante ler pensamento dos outros!
- Você se engana, meu amiguinho! Você penetrará nas mentes das pessoas e verás como são hipócritas, que tentam tirar aproveito de ti. Sofrerá muitas decepções, mas isso será apenas o começo, com o tempo você se acostuma e não se iludirá com as pessoas, mesmo sendo parentes, amigos ou a mulher amada.
- Então sabia que iria perder o braço e não pôde fazer nada?
- Certíssimo! Sabia que iria acontecer isso comigo e agradeço a Deus por esse acidente, que serviu para fazer evoluir o meu espírito, porque precisava ter mais humildade.
O pequeno curumim começou a ter instruções da telepatia ensinado pelo senhor Massena, que alguns meses desenvolve essa técnica.
Existem vários tipos de telepatia, mas ele ensinou apenas quatro, que são: A conversão ou falsa telepatia; por contado físico ou por presença; A telepatia menor e maior.
Telepatia por conversão é chamada de falsa telepatia, porque na verdade não se está lendo nem sentindo o pensamento da pessoa. Mas se sabe o que a pessoa esta pensando através das expressões faciais e do comportamento do corpo físico.
Contado físico é quando precisa “tocar” na outra pessoa para saber o que está pensando. Por presença, como o próprio nome diz, basta a presença da pessoa.
A telepatia menor é quando há comunicação mental entre dois indivíduos à distância, fazendo a vontade de um atuar no outro, entrando em harmonia de sentimentos, por simpatia e afinidades, sentem atraídos mutuamente ligando-se pela mente e pela emoção.
A telepatia maior é quando abrange todas as outras telepatias ao mesmo tempo. Saberá de tudo, desenvolvendo assim uma inteligência sobrenatural.
O curumim pede instruções sobre o fenômeno da mediundade e diz:
- É apenas telepatia maior, não é espírito que a pessoa capta, são apenas pensamentos daqueles que existiram.
- Como assim? Não entendi?
- A mente humana emana vibrações eletromagnéticas para os cosmos, onde funciona uma espécie de “gravador” que demora certo tempo para se desfazer.
- Então não existe tempo e espaço?
- Corretíssimo! O tempo foi inventado pelo homem, para ter certa noção histórica. A velocidade do pensamento pode romper até a barreira do tempo. Por exemplo, estou aqui e a minha mente está emanando vibrações e uma pessoa daqui mil anos futuros ou passadas pode captar o meu pensamento. Assim que funciona a mediundade.
- Certa vez a minha mãe perdeu uma tartaruga aqui na tribo e não conseguiu localizá-la, e o espírito falou onde se encontrava. Se é apenas uma gravação do cosmos, então como o senhor pode explicar isso?
- O fato é simples. A sua mãe entrou em harmonia com a energia da tartaruga e a sua mente deu a resposta. A voz que ela ouviu foi da sua mente e não do espírito.
- Uma vez vi o espírito do Tapoaçu, o que foi assassinato. Não sei se o senhor conhece a história dele, mas isso não importa se não era espirito o que era?
- Você sem querer captou o pensamento de alguém, onde foi decodificado para o seu cérebro.
- O que acontece com uma pessoa que morre em tragédia?
- Renasce na mesma hora em outro local!
- Mas dizem que demora certo tempo para renascer até completar a idade que deveria ter morrido?
- É como disse antes, o tempo não existe, então como pode esperar renascer de novo?!
- Então o que nós vemos?
- Vou te explicar! Estou aqui com você e o meu corpo está expandindo energia, que fica fixo nos objetos. Se eu morrer com a dor da saudade, irá ativar uma parte da mente e começará captar a minha energia que está nos objetos ou nas imaginações das pessoa.
Pode até conversar comigo e terá até respostas, mas é a mente da pessoa que está fazendo isso.
- Como o senhor pode provar isso?
- Aconteceu isso comigo e pesquisei durante anos e cheguei a esta conclusão. Todos os fenômenos são naturais. Estou aqui presente, mas na outra vida morri, mas as pessoas do passado estão vendo o meu espírito mesmo estando aqui recarnado.
- Então fantasma não existe?
- De uma maneira indireta não! São apenas registros da nossa mente e energia nos objetos e nas pessoas. Quando uma pessoa morre, na verdade não se está vendo o espírito daquela pessoa e sim a sua energia. O espírito está em outra dimensão, talvez desconhecida, o que a pessoa vê é apenas uma cópia.
Então o pequeno curumim teve instruções com o senhor Massena durante dois anos, mas antes disso...
Chegou à tribo um grupo de estudante de antropologia, para suas pesquisas cientificas, para a universidade. Levaram câmeras, gravadores, cadernos para anotações e máquinas fotográficas.
Um dos alunos foi conversar com o Pajé. O estudante fazia perguntas secas e o índio respondia, antes mesmo de ele completar a pergunta.
Os estudantes sentiram-se ofendidos pelo o comportamento do índio, deram as costas e foram embora. O curumim foi perguntar ao seu avô porque estava dando resposta com má vontade, e diz:
- A maioria dos antropólogos faz sempre a mesma pergunta, para confirmar aquilo que aprenderam na universidade. São apenas bonequinhos de chumbo. Faltam neles vivência no meio de nós, porque eles são bem acadêmicos.
Cacique:
- Os índios para os antropólogos, só serve para objetos de estudo, são poucos que lutam pelos direitos indígenas. Eles vêem a nossa cultura na visão deles e não da nossa, e por isso causa muito preconceitos sobre nós. Quando se formam eles escolham uma tribo para estudar, para vender o seu peixe, para sustentar a sua arrogância intelectual.
Jurema, a mãe do pequeno índio, falou para o seu marido John para registrar o seu filho. - Qual será o nome dele – pergunta o pajé. – Caio - responde a mãe. . -Não pode registrá-lo com o nome de Aquele que sabe interpretar?- pergunta o pajé.
Jurema diz que ele não podia ter esse nome, porque o homem branco não iria aceitar, - mas na aldeia ficaria conhecido com esse nome- responde o John.
Ela junto com o seu marido e filho foi à cidade, onde se hospedaram num hotel, e ficaram alguns dias.
Os três quando chegaram ao cartório, a criança estava com fome e seu pai sai para comprar alguma coisa para comer. Mas enquanto isso, Jurema coloca um dos seios para fora e dá de mamar para o curumim.
Uma senhora ao lado da Jurema pergunta:
- Com licença?
- Pois não!
- Quantos anos têm o seu filho?
- Tem seis anos!
- Seis anos e ainda toma peito?
- Para nós isso é normal, nós damos leite até secar o peito, tem criança de 10 anos que ainda mamam nas suas mães!
- Pô! Vocês são mesmo atrasados. Engraçado tem olhos azuis?
- Porque o pai dele é inglês!
- E deu para procriar, nunca pensei que fosse possível a cria de um civilizado com primata. Pensava que morria, porque são espécies diferentes.
A velha se levanta e vai embora. Jurema fica muita chateada. O seu marido chega com um pacote de biscoito e pergunta - o que houve- ela fala o que aconteceu.
Chegara à vez deles, o juiz era um homem bom e não teve problemas de registrá-lo e o seu nome ficou sendo “Caio Smith Japoaçu”.
Depois que os três saíram do fórum, a Jurema fala-Vamos aproveitar que estamos aqui mesmo, iremos visitar um amigo-. E o seu marido pergunta - onde-, e responde que é um sítio bem perto dali. E o Caio pergunta para a sua mãe qual era o nome do homem que iria visitar e responde “Tercio”.
Após duas horas de viagem, chegaram à casa do ex-oficial da marinha, que era cego. Jurema apresentou-o para o marido e o filho.
Jurema fala:
- Esse homem é muito especial para nós, ele dedica a sua vida para nos proteger. Apesar dessa humildade toda, ele é rico.
John:
- Então esse é o famoso “protetor de índios” que comprou uma fazenda com próprio dinheiro e deu para os índios?
Tércio :
- Sou eu mesmo, aquelas terras são minhas, as dei para os índios, mas mesmo assim querem tirar deles.
Caio pergunta - Desculpa-me perguntar, se és tão rico porque vive na pobreza-. Sua mãe dá uma bronca - Isso é pergunta que se faça-. Tércio dá um sorriso e responde:
- Estava num navio, pilotando e vendo a beleza do mar e de repende, vi tudo branco, tudo escureceu, fui ficando cego, e estou assim há 35 anos. O que adianta colocar objetos de luxo aqui, se eu não posso vê-los. A cegueira me mostrou que a nossa ambição vem através dos olhos e roubamos por causa deles. Se você não vê não rouba, por isso mesmo cego, enxergo muito melhor do que tem olhos, pois são cegos pela sua ambição que são sua autodestruição. A sua pergunta foi muito boa! Qual o seu nome?
- Caio Smith Japuaçu!
- Gostei bonito nome! Jurema não sabia que você se casou, meus parabéns (aperta a mão do John). Como estão os problemas das terras dos índios?
Quem responde é o John:
- Nada bom tem um fazendeiro que quer tomar as nossas terras.
- Qual o nome dele?
- Xavier Matoso da Silveira!
- O quê? O Xavier?
- Você conhece?
- Conheço aquele crápula, há anos que ele faz isso, tem vários terras dos índios que ele matou. Uma vez eu troquei tiros com a tropa dele. Jurema nem tinha nascido ainda e matei mais que a metade da tropa dele sozinho, isso foi pouco antes de ficar cego.
- Porque o senhor protege os índios?
- A família da minha mãe eram todos indígenas, por isso dedico a minha vida para protegê-los, porque as autoridades não fazem nada. Aqui é a lei do cão!
O Xavier compra juizes, promotores, ajuda os políticos a serem eleitos e dizem que freqüenta até o palácio do presidente!
- Então ele é poderoso?
- Só se eu achar que é! Toma cuidado com ele é bem fluente, é o poder do dinheiro.
- E os órgãos que serve para proteger os índios?
- Ah! Ah! Ah! Ë uma piada! Não fazem nada pelos índios é apenas uma camuflagem, se é o governo que os destroem, um órgão do governo vai ajudá-los?
Tércio continua a contar a história do Xavier, um homem frio que usa qualquer método para conseguir o que quer, e o perigo que eles estão correndo. Ele convidou a Jurema, o marido e filho passar alguns dias na sua casa. Jurema rejeita porque os indígenas iriam ficar preocupados, mas mesmo assim agradeceu pelo convite.
- Então deixa o Caio ficar uns dias comigo e depois vem aqui pegá-lo - pergunta o Tercio para a Jurema e ela responde -Pergunta para ele se quer ficar-. Ele pergunta para o garoto e ele aceita. Jurema e o marido vão embora deixando a sós o Caio e o Tércio .
A noite, Tercio chama o Caio para a cozinha para fazer um lanche e começou a falar a vida dele - Quando fiquei cego, no começo vivia apavorado, depois me acostumei. A cegueira abriu a minha visão e pude ver tantas burradas que fiz na vida, que usava drogas, bissexualismo, larguei mulher com filhos, etc...Tudo isso atormenta a minha mente-.
Caio começa contar uma história, que se chamava “O acorrentado”.
- Uma cidade foi invadida por bárbaros e destruída por eles. Mas restou um único sobrevivente que foi levado para ser escravo numa caverna subterrânea e lá ficou quebrando pedras.
A caverna era tão escura que quase se via a luz do sol. Seus pés e mãos eram acorrentados, o homem sofria por falta de luz. Um dia ele consegue quebrar as algemas dos seus pés consegue fugir.
Mas nunca conseguiu se livrar das correntes, à medida que andava a corrente batia nas suas pernas e às vezes caía, e as suas mãos permaneciam acorrentadas. Casou-se, teve filhos e morreu com as suas algemas até o final da sua vida.
E assim que é a consciência do homem, pelas suas lamentações e a sua prisão ao passado.
Terminada a história o Tércio pergunta - onde ouviu está história- o menino diz que saiu da sua cabeça. -Não foi à toa que o seu avô te colocou o nome de “Aquele que sabe interpretar”- responde o homem . Aconselhou o menino-Vamos dormir que amanhã iremos à igreja-, e os dois foram se deitar.
No dia seguinte pela manhã, os dois acordaram escovam os dentes, se arrumam, tomam café e vão para igreja.
Caio nunca colocou os pés numa igreja e quando os dois os dois chegaram, o Tércio avisa que vai rezar e ele fica a sozinho.
Ele vê um homem na cruz todo machucado, logo aparece o padre perguntando se ele estava perdido, e o menino disse que não. -Está com que meu filho?- pergunta o padre e a criança responde:
- Estou com o Tércio!
- Então está bem acompanhado, ele é muito querido e nos ajuda muito, reformou toda a igreja.
- Quem é esse homem que está na cruz?
- Não conhece? Esse é Jesus Cristo, o filho de Deus!
- Porque está assim?
- Os homens o mataram porque era muito bom e quis igualdade entre os seres humanos.
- Se era bom, porque o mataram. Só os maus deveriam morrer!
Olhando para o menino o padre conta a história do Cristo e os crimes que cometeram contra o salvador. Caio ficou muito impressionado e o padre continuou a falar “Sou cristão e sei que não poderia falar isso, porque na bíblia está escrito “Não julgarás”, apesar de esta palavra tem um duplo sentido. Para mim, de todos os personagem bíblicos, o único que prestou foi o Cristo, por isso que o mataram. Jesus nunca pregou a violência e não arrastava multidões, aqueles que arrastam multidões é quando prega a violência, como o caso do Moisés e seus seguidores.
Terminada a história, o cego aparece e chama o garoto para ir embora e cumprimenta o padre. Já era noite, os dois conversaram o dia todo e o menino foi dormir. O cego ficou na sala escutando rádio, coisa que ele fazia todas as noites.
Caio quando dormia, sonhou que estava no Oriente e sentiu-se materizado naquele lugar. Viu a Arca de Noé e sentiu aos seus pés a lama causada pelo dilúvio. Desceu uma espécie de rampa da arca e quem desceu nela foi Jesus Cristo.
Desceu e colocou a mão no ombro direito do curumim e disse “Isto aqui não é um sonho, é uma realidade, você está realmente aqui! Você está na linha de Krisna dotado de grande sabedoria e amor ao próximo. Seguirás os meus passos e irás conduzir os homens a Deus”.
Então Jesus saiu andando pela lama. De repente mudou-se de cenário e apareceu o deserto e lá estava caminhando, deixando as suas pegadas . O garoto saiu andando atrás do Jesus Cristo, pisando nas suas pegadas.
E quando acordou desse sonho maravilhoso, ele chorou de emoção, porque sonhar com o “Nosso Senhor”, que está seguindo as suas pegadas é sinal que ele é um ser “divino”. Ele conta para o Tércio, que adorou a história.
Já passaram dois dias e o Caio estava adorando. À noite ele pediu para o Caio pegar umas ervas na porta da sua casa, já que a mulher que acostumava fazer isto não foi.
O menino grita -Tio Tércio, foge! Tem homens maus aqui, que vão te machucar-. Aquelas palavras tocaram o coração do Tércio. Como uma criança de seis anos se preocupou com o próximo, e não consigo num momento de perigo.
Então Tércio resolveu encará-los- larga o garoto- segurando uma espécie de bambu nas mãos. Os homens “O que vai fazer conosco, ceguinho, com essa espadinha de bambu?- disseram rindo
Eles largaram o Caio, que se escondeu atrás de uma árvore. Os seis homens cercaram-no, e ele ficou no meio deles em posição de combate com aquele bambu nas mãos.
Foi primeiro homem em cima dele, o primeiro golpe que ele deu foi na cabeça. Tércio executou o movimento tão rápido que em poucos minutos derrubou os seis homens com o bambu.
Eles se levantaram e saíram correndo, por incrível que pareça, mesmo cego correu atrás de um, e deu uma surra nele, amarrou-o e chamou a polícia que acabou levando preso.O curumim ficou totalmente impressionado com habilidades do cego.
Pela manhã, pergunta para o menino:
- Porque na hora do perigo você se preocupou comigo e não consigo?
- Pense que o senhor era indefeso, mas estou vendo que estou errado!
- As maiorias das pessoas vêem os deficientes físicos como incapazes, principalmente os cegos.
- O que é isso que o senhor fez?
- Kendo! “O caminho da espada”. Deste de pequeno eu pratico, quando viajei para o Japão através da marinha, treinei no meio dos mestres japoneses.
- Se o senhor não enxerga, como acertou o golpe?
- Desenvolvi outros sentidos físicos, audição, percepção, olfato, paladar e intuição. Meu corpo funciona como espécie de radar.
- O senhor poderia me ensinar a desenvolver os cinco sentidos físicos?
- Claro! Porque não!
Então o Caio começou a receber instruções de Tércio, sobre como desenvolver os cincos sentidos físicos, o que mais tarde complementa com o ensinamento do senhor Massena.
Caio fez uma pergunta para o seu mestre, -Matar é errado?-. – Vou contar uma historia que se chama “A busca da paz” que ouviu quanto estive no Japão.
- Um espadachim foi treinado pelo seu mestre e aprendeu a arte da guerra, para defender a sua pátria.
Perguntou ao seu mestre se matar era errado e ele disse que não, que se tem que aprender estar acima do bem e do mal.
Está lutando por uma causa nobre, pela liberdade de sua pátria, um filósofo busca a verdade de várias maneiras, seja no poema, na música ou na arte da guerra. Você vai à guerra para manter a paz. Não esquece que o mal tem poder e nós devemos destruí-lo.
Como quer a liberdade de um povo, se não fizer sacrifícios, arriscando a sua própria vida?
Mesmo assim o espadachim não aceitou essas palavras e foi à guerra. Guerreou no campo de batalha e voltou vitorioso. Chegou perto do mestre e disse “Mestre o senhor estava certo! Não matei por ódio e nem raiva, o povo está liberto, fiz uma coisa que aparentemente era mal e na verdade fiz o bem”.
O menino gostou da história, e pensou como um homem de 75 anos tinha uma mente tão esclarecida, o rapazinho acabou se espalhando nele e no senhor Massena.
Depois que Caio passou uns dias fora da tribo, ele volta para sua aldeia e encontra com o senhor Massena. Conta-lhe a história que aprendeu sobre o Cristo e o que ocorreu com ele e com Tércio.
Caio diz para o senhor Massena:
- Jesus é um nome bonito, é diferente!
- Você se engana, meu amiguinho, Jesus era nome comum na época, não era diferente é como fosse hoje em dia João, Márcio, Carlos, etc...
- Mas andava diferente?
- Ele não andava diferente, era a roupa da época, era vestimenta normal de todo mundo. Assim como seus cabelos e barbas era “moda” da época. Se um dia tiver a oportunidade de ver um filme bíblico, verás muito judeus com barbas e cabelos compridos.
- Conta-me a história do menino que foi colocado numa cesta e jogado no Rio Nilo. Aquele que virou Faraó?
- Naquela época era normal as mães, quando não queriam os seus filhos, colocarem-nos num cesto e joga-los no Rio Nilo. Por ano, eram achadas dezenas de crianças, e umas dessas foi esse menino que virou Faraó.
A conversa estava bastante interessante, nesse momento chegou John e entrou na conversa. Caio pergunta sobre o Cristianismo e dessa vez quem fala é seu pai:
- O Cristianismo puro não existe por causa de um fenômeno chamado sincrestimo!
- O que é sincretismo?
- Sincretismo é a união de uma ou mais religiões formando uma só!
- Então no Cristianismo tem outras religiões?
- Sim! Religião quer dizer cultura e não reliogidade!
- Como assim? Não entendi?
Mas dessa vez quem responde é o senhor Massena:
- Porque as religiões em vez de unir povos, os separam cada vez mais. Quando um país era invadido por estrangeiros, a primeira coisa que fazia era acabar com a cultura daquele país e implantar a religião convertendo as pessoas. Por isso as religiões não são amigas.
- Então a religião, não quer dizer religar os homens a Deus mais de interesse político?
- Sim! Por isso sempre existiam guerras religiosas, porque era assim que dominavam as pessoas através do mito do diabo.
- Como entra o Cristianismo?
John:
- Os romanos invadiram e dominaram os gregos e queriam acabar com a sua cultura, mas viram como eram parecidas e resolveram unificá-las chamando cultura greco-romana.
- Então no Cristianismo tem influência do greco-romano?
- Sim! Judaica, grega e romana. Muitas escritas que aparecem sobre o Cristo quando pregava, eram na verdade, os pensamentos dos filósofos gregos, quando houve a unificação. Mas a igreja alterou as palavras dizendo que a filosofia era do Cristo. Isto servia, para controlar as pessoas.
Massena acrescenta:
- Tanto no velho quanto novo testamento, tem influência de outros povos, isso é que é sincretismo.
- Fala-me sobre ídolos de barro?
- Essa era preocupação típica dos judeus. Entravam em guerra contra os romanos, que eram politeístas, e os judeus queriam acabar com os idólatras, eram tão rígidos a isso que chegavam a matar aqueles que adoravam imagens, para impor a sua religião e não pagavam impostos por motivos religiosos, por isso os romanos os perseguiram.
John:
- O Moisés foi criado pelos egípcios onde estudou na “Escola da Vida”, era como fosse um tipo de universidade da época, onde formava os seus filósofo e cientistas, por isso falava “Não questionar um fenômeno de Deus”, pois ele sabia que tudo era cientifico. Os egípcios eram muito bom na astronomia, melhores até hoje em dia, que faziam coisas que nem os astrônomos atuais não sabem o que o Moises fazia era apenas previsões astronômicas, tais como eclipse, cheias, etc, e dizia que era aviso divino. As religiões cegam as pessoas de tal ponto que não enxergam essas realidades.
E a conversa durou horas, levando esclarecimento sobre a fé cega das pessoas, que são vítimas do seu próprio credo.
O Pajé apareceu e entrou na conversa e o menino pergunta - que oca gigante que havia no meio da floresta- e o seu avô responde era uma empresa de madeira dos ingleses, e exploram a madeira do Brasil. - A madeira é mandado para a Inglaterra, com autorização do governo brasileiro. Eles desmataram as suas florestas e agora estão de olho na nossa, aqui tem muitos estrangeiros, e o governo é capaz de vender as nossas terras por causa de dinheiro. Ninguém irá fazer nada porque o povo brasileiro tem muito medo - disse o índio.
Massena - Em 1953 aconteceu o pior enchente que Manaus teve notícia. O rio Amazonas subiu 26 metros e a cidade ficou debaixo da água, na época um jornalista francês, fez uma crônica que se chamava “A água”.
Havia uma cidade onde as pessoas só viviam na água até o pescoço, viviam normalmente assim.
Tinha um rio que era separado por muros para que não misturar com outras águas, a metade do rio subia e outra descia. Via-se pessoas hora subindo e hora descendo, totalmente perdidos.
A cidade como era coberta pela água, toda hora batia correntes que levavam as pessoas. Os mais fortes conseguiram se segurar e os mais fracos eram carregados.
As pessoas tentavam segurar os bebês, para a correnteza não levá-los, mas na hora os largavam e deixam à correnteza levá-los matando-os.
Nas praias, formavam maremotos, ondas com mais de 100 metros de altura e todo mundo alegre, e observando a sua destruição. E assim viverá a Amazônia se for vendida- disse.
Terminada a história, todos ficaram em silêncio, para um momento de reflexão.
Chegou à noite, Caio foi visitar o seu avô em sua oca. Chegando lá o Pajé, estava sentado perto de uma fogueira e disse para o seu neto.
- Os deuses estão falando comigo, eles dizem que você é. filho deles. Passarás por muitas provas, conhecerás o mundo profano e mundano. Conhecerás os vícios, o crime e as paixões, mas como você sabe interpretar superará todas as dificuldades.
- O que eu vou fazer?
- Irás conduzir os homens a Deus!
- Eu vou levar os homens a Deus? Conseguirei isso?
- Sim e não!
- Como assim?
- O futuro irá te mostrar!
O garoto sem entender nada, foi para a sua oca dormir com a sua mãe.
De manhã ele ouviu um barulho na tribo, maior confusão, então foi ver o que era. Os indígenas estavam gritando que iriam matar o Pajé, pois ele não conseguira salvar a vida de um jovem índio, o filho do cacique. Caio foi correndo para salvar o seu avô, mas era tarde, encontrou-o morto com uma flecha na barriga.
E sofre pela morte do seu avô e diz para aqueles que o mataram: “Eu pensei que somente o homem branco fosse estúpido, mas vejo que nós também somos, matamos entre nós enquanto o homem branco nos mata”.
A tardinha, o corpo do pajé foi cremado, porque existem casos, em certos tribos indígenas, que quando o pajé não cura o doente, a família mata. Isso é aceito entre eles.
Caio ficou triste e com depressão. Chorava com a dor da saudade do seu avô .Um dia ele estava sentado perto de um rio muito triste, foi quando chegou o seu pai e disse-lhe:
- Porque está triste meu filho?
- Tenho saudades do meu avô!
- Você tem que aprender a superar isso!
- Como?
- Através do riso! O riso tem o poder sobrenatural de afastar o sofrimento e tudo que é de ruim. Sorria sempre meu filho.
E foi quando o Caio deu o seu primeiro sorriso, que afastou a depressão e o sofrimento.
O pai pergunta:
- Por que você grita a noite toda dormindo
- Tive pesadelos!
- Todas as noites você está tendo?
- Sim! Não sei como te explicar, mas aparecem pessoas ensinando-me algo.
- O que você vê?
- Muitas guerras, doenças, cemitérios, tragédias, maremotos, etc...Que entro em desespero, um dia sonhei que levei um soco no olho e acordei com olho roxo.
Na mesma hora aparece o cacique nervoso, avisando que recebeu um recado do Xavier que iria invadir a tribo. Dizendo para que todos fossem embora até o dia seguinte, ou todos iriam morrer. Mas os indígenas resolveram ficar e encarar a situação.
No dia seguinte pela manhã, todos os indígenas estavam com o corpo pintado para a guerra, estavam tensos, por causa do recado de invasão do Xavier.
De tarde por vota de 16h00min horas, aparece o Xavier, montado num cavalo marrom, com mais de 15 homens armados, que cercaram os indígenas.
O invasor diz ao cacique:
- Selvagem! Não mandei vocês irem embora, pois a terra é minha!
- Ah! Ah! Ah! Vocês aparecem aqui armados, nos cercam querem roubar a nossas terras, nos matar e ainda têm coragem de nos chamar de selvagens. Tercio comprou essas terras para nós.
- Aquele cego desgraçado, ontem me vinguei dele. Nós invadimos a sua casa e ele trocou tiro conosco, matando quatro de nós. Mas acabou sendo morto por mim. Como um cego podia ter toda essa habilidade, trocar tiro com algo que não pode ver. Mesmo assim eu tinha uma grande admiração por ele.
- O que? Você matou o Tércio?
Na mesma hora, o cacique e mais alguns indígenas começaram a fechar Xavier e seus capangas. Caio se esconde atrás de uma arvore. O Xavier pega pistola e dá um tiro na testa do cacique matando-o.
Massena ao lado do John trocam tiros com os invasores e ambos foram mortos. Jurema tentou fugir mas acabou levando tiros nas costas ficando apenas ferida. Xavier dá o tiro de misericórdia e Caio vê a morte de sua mãe. Morreram três da capanga do Xavier, porém morreram centenas de indígenas, sobrando somente garoto, como sobrevivente e foi seqüestrado.
Quando o jovem índio chegou à fazenda, reparou que tinha menores trabalhando no corte de cana, outros no carvão, algodão, alguns levando pesos, etc. Via-se nos rostos daquelas crianças puro sofrimento, onde as autoridades não fazem nada.
Xavier mandou reunir todos os bóia-frias na frente da sua casa e lhes disse: “Vocês só me dão prejuízo, são uns inúteis, são burros e analfabetos, como esse selvagem aqui (mostrando o Caio para eles)”.
Na mesma hora chegou um caminhão, cheio de cestas básicas que foram pegas pelas famílias. O Xavier perguntou “Vocês sabem quanto custa o quilo do arroz, feijão, açúcar, etc...” E eles dizem que não, e o fazendeiro volta a falar: “O quilo do arroz custa U$$80,00, feijão U$$100,00, açúcar U$$90,00, a cesta custou U$$2000,oo. Como o salário do governo é apenas U$$20,00, mas pago mais porque sou generoso, pago U$$ 30,00. E vocês vão pagar com os seus trabalhos”.
Assim que é a exploração no Norte e Nordeste, imposta pelos fazendeiros, os bóias-frias sempre ficam individados, que nunca consegue pagar. O Xavier pega o Caio e manda os bóia-frias tomarem conta dele porque ele era um animal.
Caio trabalhava na lavoura, era um enorme sofrimento para ele, pois ainda era chamado por outros bóia-frias de vagabundo e preguiçoso. Para eles todos os indígenas eram assim.
O Xavier estava andando alegre e convocou todos os bóias-frias de novo e disse-lhe: “Que Alá abençoa vocês! Estou muito feliz, porque o meu filho Rodolfo de 10 anos virá daqui a dois dias. Vocês não precisam trabalhar. Estão de folga, mas não abusem”.
O Caio vira e pergunta para o Raimundo, outro bóia-fria, o que era “Alá”. Este lhe responde:
- Quer dizer Deus, na religião dele.
- Ele acredita em Deus, matando, roubando, escravizando, etc.
- Sim! Porque ele foi escolhido por Deus, que a vitória é dado por direito divino. Se ele faz tudo isso e nada acontece, porque Deus deu autorização para ele.
O coronel chama o garoto e fala:
- Que Alá te abençoe, filho! Diga-me quantos anos você tem?
- Estou com oito anos!
- O meu filho gosta muito de animais, ele gostará de você.
- Porque o senhor matou todos da minha tribo, o Tércio e a minha mãe?
- Porque vocês são uns animais irracionais, não pensam, os seres que não pensam não possuem alma, por isso posso matá-los.
- Como podes ser um religioso, fazendo tanta coisa errada?
- Porque fui escolhido por Deus, a vitória é dado por direito divino, combati de igual para igual, por isso saímos vitoriosos, porque foi a vontade de Alá.
- Vocês ganharam porque usaram armas automáticas, contra arco e flecha e dizem que a vitória é dado por direito divino. Não foi apenas uma covardia e egoísmo da sua parte?
- Tá lembrado a igreja que o Tércio ajudava?
- Sim! Por quê?
- Quem me deu a informação necessária para pegar o Tércio, foi o padre da igreja.
- Por que ele faria isso?
- Porque o Tércio estava curando as pessoas com ervas, rezas e alguns trabalhos de feitiçaria e o padre acreditava que ele estava fazendo coisa do diabo.
Foi o padre me deu as informações necessárias para pega-lo.Dei um dinheiro para ele, pelo favor que me fez.
- Xavier quero dizer uma coisa para você.
- O que é?
- O seu fim será triste!
Chegou o dia tão esperado. Ele nunca ficou tão feliz, recebeu uma benção de Alá. Resolveu comemorar a chegada do seu filho, dando uma festa de comemoração, onde foram convidados políticos, deputados, juizes, empresário, presidente da república, etc. Pessoas de grande “importância” da sociedade.
Durante a festa, à noite, o Xavier fez um discurso: - Este é o meu filho Rodolfo, tem 10 anos. Voltou da Europa e veio morar comigo. O motivo dessa comemoração é celebrar a única coisa que tenho na minha vida, meu filho. A mãe dele morreu quando nasceu com problemas de parto. Eu a amava muito e por isso estou feliz, o Alá me abençoou - disse cheio de entusiasmo e todos batem palmas.
No dia seguinte pela manhã, o filho do coronel vai brincar na frente de sua casa vê o índio, e acaba se apaixonando por ele.
Rodolfo fala bem alto:
- Hei garoto, vem aqui!
- O que você quer ?
- Vamos jogar bola!
- Não posso, estou trabalhando.
- Sou filho do chefe, vamos jogar bola.
E os dois começaram a jogar bola, um se divertindo com o outro. Os dois tornaram-se grandes amigos. - Não te falei Caio, que você ia dar bem com o meu filho, ele adora animais – disse o fazendeiro.
Rodolfo que responde:
- Ele não é um animal, possui sentimento. É meu amigo e não fale dele assim.
- Você não sabe o que diz:! Ele é canibal.
- O que é isso?
- Come gente.
- Eu não acredito se for mesmo canibal ele não vai me comer, por que somos amigos agora.
- Tá bom vou embora e brinca aí. Ah! Já ia me esquecendo, ele pode ser o seu animal de estimação e estará livre do trabalho.
E o pai vai embora. Rodolfo fala para o Caio “Não fique assim, sei que o meu pai faz crueldades. Quando crescer, vou libertar todos vocês, sou contra o que o meu pai faz, por isso estava no exterior”. Caio fala “Não faz mal, pelo menos saí do trabalho forçado”.
O rapazinho começou a desfrutar o mesmo prazer do Rodolfo e os bóias-frias começaram a sentir a inveja dele. Começando a chamá-lo de vagabundo e inúlti., que não queria trabalhar.
Já haviam se passado três meses e todos os dias os dois brincavam. Eram como fossem irmãos. Uma vez o Rodolfo chamou Caio para um churrasco e ele se recusou, dizendo que não comia carne por respeito aos animais. Por que no dia do seu nascimento os animais se reuniram para vê-lo nascer, por isso o Pajé, colocou o seu nome de - Aquele que sabe interpretar - , devido à manifestação da natureza que ele iria interpretá-la.
Os dois estavam brincando no jardim e apareceram três homens que tentaram pegar o Rodolfo e o Caio tenta ajudá-lo, mas não consegue. Então um dos homens dá uma facada na perna do jovem índio, onde ele cai de dor.
Tentou ajudar novamente o Rodolfo, pegou um espeto de churrasco e enfiou nas costas de um dos homens , mas levou um tapa na cara e desmaiou-o. A criança foi seqüestrado.
O Xavier entra em desespero, vai aos jornais, televisão e rádio fazendo um pelo aos seqüestradores e diz - Pelo amor de Deus, sou um homem religioso, nunca fiz mal a ninguém, não faça mal ao meu filho, peçam o que quiseram, que lhes darei – falando todo nervoso.
Passaram três dias e o Xavier recebe um telefonema dos seqüestradores e dizendo “O seu filho está bem, se quiser vivo nós forneça U$$20,000.000”. Xavier respondeu que não tenha esse dinheiro e os seqüestradores falaram de novo “Pára com esse show! Sabemos que você é um homem rico, bem fluente, um rico fazendeiro que mata os indígenas para roubar as suas terras”. Ele pediu para falar com o seu filho. Os seqüestradores deixaram e o garotinho diz - Socorro papai! Socorro papai!”- e eles desligam o telefone dando um prazo de dois dias para arrumar o dinheiro.
O Xavier conseguiu o valor pedido dentro do prazo, deixa o dinheiro no local combinado e vai embora. Passaram uma semana, e nada de noticia do seu filho e dos seqüestradores e ele entra em desespero.
Preocupado porque tinha pagado o valor pedido e nada de telefonema, Xavier pede socorro para Caio e diz - Por favor, ajuda-me, soube que os índios têm poder você pode localizar o meu filho -. Caio então lembrou da telepatia ensinada pelo senhor Massena. Pede um mapa o garoto fecha os olhos concentra-se e diz - Ele está aqui -. O Xavier fala - Ai é o Rio Amazonas - e ele responde de novo - Sim! Ele está num casebre! -.
Xavier vai até lá com a sua capanga. Chegando ao Rio Amazonas viu o casebre conforme o Caio tinha falado, mas quando Xavier entrou, encontrou realmente o seu filho, mas estava morto, já em decomposição.
O corpo já estava fedendo, o pai pega seu filho nos braços leva-o para fora e entra em desespero. Questionou porque mataram o seu filho se tinha pagado o valor pedido? Ele olha para o céu e começa a xingar Deus, e pergunta o porque do assassinato. Por que permitiu essa tragédia e na mesma hora a sua consciência falou: “Tu fizeste muito mal as pessoas, matou, assassinou, fez corrupção, explora os trabalhadores”.
Na mesma hora parou de questionar e faz o enterro do seu filho já conformado.
Um mês após o enterro do Rodolfo, o fazendeiro continua bem triste. A noite convoca todos os seus capangas e diz: “Amanhã de manhã nós iremos atacar os garimpeiros e eles pensarão que foram os indígenas e entrarão em guerra. Quando entraram em guerra ai nós atacaremos matando todos e ficando com as suas terras”.
Caio ouve a conversa e fica escondido, mas foi pego pelo uns dos homens do coronel. Francisco fala para o seu chefe – ele estava escondido, escutando o nosso plano-.
O curumim fala:
- O senhor não pode fazer isso, é minha gente! O senhor não tem o direito de destruir uma aldeia e matar uma cultura por causa da sua ambição. Eles nunca tiveram contado com o homem não-índio. Deixam viverem as suas vidas em paz e que não saibam a triste realidade desse mundo, para não sofrerem o que eu sofri. Esqueçam a existência deles.
- Já falei antes a minha opinião sobre vocês: são inferiores e não possuem almas, assim como os negros. Quero te fazer uma pergunta como os índios vêem os negros?
- Antigamente todos eram inimigos, tribos eram inimigos, nós também considerávamos o negro como inimigo, uma raça fraca que deixou ser dominado. Nós vamos exterminados e os negros dominados por falta de união.
- Os índios criticam tanto o homem branco, mas também possuem o mesmo preconceito. Isso é inerente no ser humano, uma cultura quer sempre ser superior a outra. Por que perdi o meu filho?
- Nós vivemos num mundo que os culpados e inocentes, são apenas sinônimos. O justo paga pelo injusto; e o injusto vive para sofrer. Por isso, o senhor perdeu o seu filho, foi assassinato pela a sua ambição.
- Então Deus é um demônio?
- Não que ele seja um demônio, aposto que a sua consciência deu a resposta e não quer admitir, é apenas a sua sensibilidade.
- Como assim?
- A pessoa perde aquilo que mais gosta, casa, emprego, ente querido, a pessoa amada, etc. Assim que agi a lei do retorno.
Xavier fica furioso e começa a espancá-lo, em seguida coloca-o dentro de um quartinho escuro. À noite, o curumim estava preocupado com o que aconteceria com os indígenas da outra tribo, será que iria ter o mesmo destino do que a sua?
Por volta das 05h00min da manhã, Xavier e seus capangas saem para provocar guerras entre os garimpeiros e indígenas. O barco anda sobre a água do rio sem esperar o ataque do inimigo, de repente caíram numa emboscada, os garimpeiros e os capangas do coronel começaram a trocar tiros, um garimpeiro morre e três da capanga do Xavier. O líder dos garimpeiros pega e joga uma granada no barco, explode e começa a pegar fogo. Eles entram em desespero.
O que fazer? Morrer queimado ou ser comido vivo pelas piranhas do rio? No desespero, todos, menos Xavier, pularam no rio com esperança de salvar as suas vidas. Azar deles, as piranhas os devoraram.
O fazendeiro resolve ficar para morrer queimado. Seu corpo começa a pegar fogo e mesmo assim cai no rio, que por sua vez é devorado vivo.
Depois da morte do Xavier os bóias-frias comemoraram sua liberdade. Nunca ficaram tão felizes, apesar de que terem um grande problema: Eles ficaram sem-terras.
O caso foi discutido no Congresso de Brasília, não sabe o que houve, deve ter sido uma crise de consciência dos políticos, que acabaram cedendo as terras do Xavier aos sem-terras, onde cada um viveu em paz.
Caio fica sozinho no mundo, sem parentes, sem nada. Uma vez o seu pai falou para ele que tinha parentes no Rio de Janeiro, então vai à procura da sua outra família em direção do Rio e passa por vários estados e vê o absurdo do mundo.
Ele se guiava através das estrelas, quando ficava em dúvida, conversava com elas, das qual sempre tinha respostas. Tinha um grande amor pelas estrelas, de que qualquer astrônomo sentiria inveja dele.
O jovem passa por diversas cidades e vê uma coisa que nunca viu na vida, mendigos, pessoas passando fome, pessoas que trabalham que não tem casas. Então questionou a vida na sociedade era pior do que um canibalismo, pois o índio não mata o outro por causa de tênis da moda ou deixa uma pessoa morrer, porque o seu plano de saúde ultrapassou da data de validade.
Quando ele passou numa praça na região Centro-Oeste, viu uma criança que tinha pelo menos dez anos, brincando sozinho num canto, mas brincava só de falar. Quis brincar com garoto,mas quando chegou perto dele, pôde reparar que ele não tinha os dois braços e nem as pernas. E fica espantado. O menino tinha uma aparência de infelicidade, olha para o curumim e começa a chorar.
Caio fala para a mãe do deficiente:
- Quero pedir desculpa!
- Isso não foi nada!
- Por que ele não tem braços e pernas?
- Porque foi à vontade de Deus?
- Então a senhora sabia que ele iria nascer assim?
- Sim! Por quê?
- Porque a senhora não fez aborto? Veja como ele sofre!
- Aborto é uma coisa de primata como você, a minha religião não permite essa coisa que é do demônio, ele nasceu assim por causa de Karma de outra reencarnação. Na outra vida aconteceu uma tragédia, em que perdeu os dois braços e pernas. Por isso nasceu assim, já que tudo é vontade de Deus.
E a mãe pega a criança e a leva para casa, transportando-o num caixote de rodas puxado por uma corda.
Depois que a mulher levou o seu filho embora, Caio sentou num banco da praça e foi quando chegou uma mulher da Cruz Vermelha e disse:
- Com licença.
- Pois não!
- Sou da Cruz Vermelha, gostaria de saber se poderia doar os seus olhos?
- O quê? Se der os meus olhos vou ficar cego.
- Não é isso! Você faria um documento doando a sua córnea, quando morresse.
- Não posso! Sou menor de idade, não pode pedir para outras pessoas? Afinal quando morrer não vai precisar dele mesmo.
- Isso é na teoria, as pessoas têm medo de doar os seus órgãos, porque na outra reencarnação nasceram sem eles.
- Muitas coisas foram inventadas por causa da religião, se tiverem consciência que estão salvando vidas, nasceram com saúde e felicidade na próxima vida.
- É difícil arrumar doadores de sangue, uns não dão por causa de religião.
- O que pode fazer, se as pessoas são fanáticas.
Depois da conversa Caio vai a igreja rezar para Deus e no final da missa aparece um mendigo xingando todo mundo da igreja dizendo: “A bíblia é a maior atraso da humanidade. No dia em que acabarem com ela o mundo melhorará, pois as pessoas julgam que ela contém toda a verdade do mundo”. E os religiosos olham para ele com a face de pena, porque ele vai arder no fogo do inferno.
Andando pelo mundo, conhece novos estados, cidades, conhecendo a ignorância do mundo. Ele chegou a uma cidade, no interior de Minas Gerais, e viu um monte de homens batendo numa mulher, meio estranho, que tinha uma face de homem, barba cerrada e já estava bastante machucado. Caio chegou perto um dos homens e perguntou: “Porque estão batendo naquela moça?” e o homem responde:
- Por que estão batendo nessa moça?
- Este filho da puta não é mulher, é uma bicha!
- Batem nele só porque está vestido de mulher?
- Sim! É para ver se toma vergonha na cara! Ele é diferente dos outros...
E foi quando lembrou as palavras do seu avô: “O homem dito civilizado vive com normas, regras e sistemas que devem obedecer e para eles todos devem ser iguais e aqueles que são “diferentes” sofrem porque o homem branco tem a pior doença do mundo: O preconceito”.
E todos estava se divertindo com o espancamento daquela pessoa. Um dos homens pergunta para o Caio:
- Diga garoto, está se divertindo?
- Não!
- O homossexualismo é uma doença, por isso os tratamos assim, não estou certo!
- Não! O homossexualismo não é uma doença, mas o preconceito é.
- Você é um selvagem, não sabe o que diz.
- Vocês espancam o indivíduo quase à morte e tem coragem de me chamar de selvagem.
Sem respostas, eles param de bater na bicha e Caio vai ajudá-lo a levantar. Depois que prestou ajuda para o rapaz, ele agradeceu e disse – Você tem uma alma iluminada, nunca vou esquecer de ti – disse o travesti.
Caio parou num bar e pediu para um velho pagar um guaraná para ele. O coroa fez a sua vontade. Nesse momento ele vê uma mulher com filhos nos braços e as pessoas na rua xingando-a chamando-a de vagabunda, dizendo-lhe que era mãe solteira. O português do bar fala: “Aqui somos conservadores e não aceitamos essa coisa aqui”. Quieto ele observa e vai embora.
Ele passou por vários estados, já estava com doze anos de idade e finalmente chegou ao seu destino, Rio de Janeiro, a primeira coisa que reparou foi a beleza da cidade e ele pensou - Deve ser a cidade mais bonita do mundo “- disse ele todo entusiasmado.
Estava no centro da cidade e viu uma estatua de um velhinho com um cajado na mão e achou interessante. Uma mulher chegou perto dele e perguntou: “Você está perdido?”. E ele conta à história que veio da floresta Amazônica, procurando os seus parentes e ela resolve ajudar. Mas antes disso, ele fez uma pergunta:
- Quem é esse homem?
- É o Mahatma Ghandi! O grande líder espiritual que pregou não-violência fez a independência da Índia contra os ingleses que eram cristãos.
- Então ele foi um grande homem?
- Não! Ele foi contra a violência e quis evitar o derramamento de sangue, coisa que não conseguiu. Porque pouparam os ingleses e não os indianos. Ele fez um trato com os invasores, submetendo os indianos ao domínio britânico.
- É mesmo! Continua por favor!
- Os indianos foram massacrados, então ele usou a religião para o povo não reagir os ataque dos britânicos. A Índia não conseguiu a independência como falam, até hoje os ingleses mandam nesse país, graças a Ghandi. O mundo pertence aos homens, somente depois da morte pertence a Deus.
- A conversa esta boa, mas como faço para encontrar a minha família ?
- Eu sou jornalista, posso levar você para um estúdio de televisão para localizar a sua família.
Dois dias depois, Caio aparece na televisão procurando a sua família. Fala o nome do seu pai e da tribo que era. Ligou uma mulher se identificando como irmã do seu pai. Houve muita emoção no ar. No dia seguinte, a sua tia vai pegá-lo e agradeceu a todos por ter ajudado e leva-o para sua casa.
Ele ficou espantado com o tamanho da casa, três quartos, duas salas, um banheiro e cozinha enorme, apesar de que a casa era humilde, a mais pobre da vila. Conheceu os seus primos Marcelo, Barbosa, Camila e Paula.
Barbosa era irmão de Camila; Marcelo era irmão mais velho de Paula, filhos da tia Catharine, porém todos são primos. Ele foi bem aceito pela família nos primeiros meses, apesar o seu primo Marcelo, que era muito ruim para ele.
Falava para a sua tia os maus tratos do Marcelo, e ela dizia que não tivesse satisfeito era para ir embora. Trabalhava duro e não tinha reconhecimento, e ainda era chamado de vagabundo e maconheiro, porque as pessoas diziam que o índio, fumava o “cachimbo da paz”.
Todos os dias os vizinhos ouviam os gritos do Caio, que apanhava dos seus primos, menos a sua prima Camila que era boa para ele.
Um dia a noite todos estavam dormindo, de repente ouve um barulho de alguém arroubando a porta. Todo mundo entra em desespero, era o ex-marido da tia, o Jorjão um bicheiro, e quando invadiu a casa, começou a dar tiro para alto e todos fogem, menos o Caio.
Ele vê a sua tia ser espancada, na hora que o Jorjão ia violentá-la, o menino fala - Solta a minha tia - , pega uma faca e vai a cima dele. O Jorjão dá uma tapa na cara dele, fazendo desmaiar. Ainda meio desacordado ele vê a sua tia ser violentada.
Depois que ele foi embora, Caio abraça a sua tia e ela agradece. Ele pode ver porque todo mundo era violento naquela casa. Ele fala para a sua tia: “Quando crescer eu o pego tia!”.
A tia Catharina não podia denunciar para à polícia, pois ele comprava todo mundo, na vila eram discriminados, xingados, eram chamados de favelados e tentaram fazer abaixo assinado querendo expulsá-los. A casa era invadida sempre pela polícia, procurando o Jorjão.
As vezes ele escondia drogas na casa, e uma vez, a tia foi levada presa. Certa vez Jorjão chegou com um monte de moveis velhos, que trocaram os novos da tia para falar que eram porcos.
A família do Caio passava muita fome, pois o Jorjão arrancava todo o dinheiro dela, e eles tinham que se virar. Barbosa trabalhava em tirar entulho por um prato de comida. Camila era chamada de vagabunda porque andava com muito homem. Marcelo trabalhava numa pensão, trabalhava por prato de comida. Caio vendia balas na rua e catava resto de feira. Paula era manicure.
E a sua tia era funcionaria pública, ganhava bem, mas tinha que dar todo o seu dinheiro para o seu ex-marido, pois ele fazia chantagem de vender a casa, caso se não desse dinheiro. Ele fazia isso, porque a casa estava no nome da mãe dele.
A sua tia contou uma história da Santa Catarina, que sua avó tinha um altar do diabo e matou seus seis irmões em rituais, para prolongar a vida. A tia Catharine contava história absurdas que passou lá na sua terra, que parecia fictícia.
Caio estava com treze anos, os seus familiares estavam preocupados com ele, porque nunca tinha pisado numa escola e resolveram colocá-lo numa.
Passaram duas semanas, a sua tia chegou com uma boa noticia, conseguiu matriculá-lo numa escola, para estudar perto da sua casa. No dia seguinte de manhã, Caio se arruma todo, e vai pela primeira vez à escola, e quem leva é a sua tia, que estava feliz, de ter conseguido uma bolsa de estudo para ele.
Quando a sua tia deixou na porta, ela foi embora na mesma hora. A diretora da escola manda os alunos fazer uma fila, um atrás do outro, e hasteou a bandeira nacional e todos cantaram o hino nacional e da bandeira. O menino se comoveu com a bela canção.
Toca o sinal e todos vão para sala de aula. Na classe a professora pergunta “Quem é aluno novo aqui?”. Caio levanta a mão, junto com mais dois.
A professora pergunta ao Caio:
- De onde você veio?
- Amazonas!
- Você nunca estudou? É a primeira vez que coloca os pés numa escola?
- Sim!
- Você é descendente de índio? Engraçado tem olhos azuis!
- Sim! A minha mãe é índia e o meu pai inglês!
Todas as crianças começam a rir dele e a professora fala “Você pode estranhar um pouco aqui, porque somos civilizados e o índio não!”.
As crianças começaram a fazer perguntas, “É verdade que índio come gente”, “É verdade que a minha avó falou que índio é macumbeiro?”, “Como vocês fazem para ir ao banheiro, se não tem vaso sanitário”, “É verdade que índio come cobras e macacos?”.
A professora diz: “Chega de fazer tantas perguntas para ele, senão ficará traumatizado, aprenderá ser civilizado como nós e iremos ensiná-lo”. E Caio responde: “Vocês pensam que nós somos ignorantes porque vivemos na floresta! Se julgam civilizados e não se preocupam em construir um mundo melhor, um quer matar o outro por causa da sua ganância, e pior de tudo seus pais ensinam ser exatamente igual a eles, com uma mentalidade cheio de preconceitos que quando crescerem destruirão outros povos. Falem isso para os seus pais”.
Todo mundo se calaram.
A professora começou a dar aula de ciência e disse “A injeção da vacina serve para nos proteger da doença, sabia disso Caio!”. Ele responde:
- A senhora está errada!
- Errado eu? Como você pode explicar o que é vacina, nem sabe o que é!
- Não é a injeção da vacina que nos protege. A vacina serve para que o nosso corpo cria anticorpos para nos proteger das doenças. É um absurdo um índio ensinar isso para senhora.
Ela se cala e depois de dois minutos fala: “Bem! Veio aqui um padre e ensinará a palavra de Deus para vocês!”.
O padre entra e estava pregando para as crianças, ensinando a palavra de Deus e repara o Caio e pergunta “Você é índio?” e responde “Sim!”.
O padre fala:
- Os índios gostam de igreja?
- Para dizer a verdade não! Os indígenas tem certo ódio da igreja católica, porque vocês colaboraram nas matanças dos índios.
- Você tem que perdoar meu amiguinho!
- Já conheço essa história! O meu avó dizia que quando os europeus chegaram aqui no Brasil, os padres jesuítas, ameaçaram os índios com o fogo do inferno e o diabo. Falando que nossa alma iria para escuridão, mas nós ignorava, porque não sabia o que era isso, o que vem provar que a concepção de “diabo e inferno” é uma coisa cultural.
- Tá certo, nos E.U. A, os índios foram exterminados, e quem fez isso foram os protestantes!
- Na América do Norte quem exterminou foram os protestantes e na América do Sul, foi a igreja católica. Hoje em dia isso se repete atualmente no Brasil os evangélicos, vão evangelizar os indígenas.
- Se vocês sabem disso, porque permitem?
- Existe tribos guerreiras e as mais espiritualizadas. Os evangélicos conseguem entrar nas tribos mais “espiritualizadas” no sentido de não gostar de guerras. Mas se forem entrar na tribo guerreira, certamente seriam mortos.
O padre espantado pela resposta do garoto, agradeceu a todos e foi embora. Depois que o sacerdote foi embora, bate o recreio e todas as crianças vão brincar. Quando ele chegou ao pátio, não quis brincar com ninguém. Vieram quatro crianças chamando para brincar, mas ele se recusa. As crianças ficaram revoltadas e começa maltratá-lo, ele se levanta entrando na sala de aula, onde fica sentado num canto.
Lili a professora dele, chegou perto do Caio e pergunta:
- Por que você não brinca com outras crianças?
- Tenho medo das pessoas!
- Só porque é índio?
- Não! É por causa da doença da sociedade moderna tem!
- Que doença é essa?
- O preconceito! Sei que é uma coisa que existe em todos nós e devemos trabalhar nisso, que quisermos evoluir.
- Então você compreende as pessoas?
- Sim! Tenho auto capacidade de compreender as pessoas. Mas a compreensão não é o suficiente, porque o que adianta você compreender, mas não é compreendido e ainda as pessoas fazem mal a ti.
- Escutei a sua conversa com o padre e fiquei muito impressionada pelas suas respostas, quanto anos você tem?
- Tenho treze anos!
- Fala-me sobre os índios são a mesma coisa! É verdade na época da colonização havia cinco milhões de indígenas?
- Respondendo a sua primeira pergunta não! Cada tribo corresponde a uma cultura e tradição diferente. São 220 tribos indígenas e mais de 180 línguas diferentes enquanto a sua segunda pergunta, os antropólogos atuais falam que existiu mais de 10 milhões de indivíduos.
- Como vocês foram assim exterminados?
- Os portugueses quando chegou aqui no Brasil, houve uma epidemia, eles eram sujos e porcos, por isso eles transmitiram várias doenças para nós. Sem querer os europeus fizeram uma guerra bacteriológica, onde muitos de nós morreram e também a matança dos índios por causa da terra, e atualmente estamos reduzidos a 300 mil indivíduos.
E a professora se emociona com essa história.
Terminada a aula, Caio vai embora para casa no meio do caminho um grupo de três garotos cercaram-no, e um deles fala:
- Primata! Você pensa que é o dono da verdade? Quem pensa quem é para questionar o padre e a professora?
- Eu apenas expus a minha opinião!
- Cala a boca! Soube que todos vocês são feiticeiros e nós não aturamos essa coisa aqui.
Os garotos começam a batê-lo, e Caio volta para casa todo machucado.
No dia seguinte a sua tia Catharine, foi na escola onde arrumou uma maior confusão e pede para punir os garotos e a diretora falou que iria puni-los. Mas era tudo mentira! Ficou por isso mesmo, ele apanhava todos os dias na escola. Ele sempre falava para a diretora, mas não adiantava nada.
Era o primeiro da turma sempre tirava boas notas, seus trabalhos eram os melhores, parecia saber mais do que a professor. Por isso, ele pulou o C. A para 3o série, onde várias mães não gostaram disso.
Certa vez, um garoto bateu nele, Caio foi contar para a diretora, e ela não fez nada. Na hora da saída, o garoto quis bater nele de novo, mas o índio reagiu e no dia seguinte estava lá a mãe do responsável e fala para diretora “Aquele animal bateu no meu filho!”. Ela diz: “Nós vamos dar um jeito nele!”.
A diretora mandou chamá-lo -A senhora quer falar comigo- pergunta Caio.
- Você bateu no Cristóvão?
- Eu falei para senhora que ele me bate sempre, um dia juntou ele e mais dois me espancaram chamando-me de feiticeiro e dono da verdade, falei para senhora que por sua fez não fez nada.
- Cala a boca não te perguntei nada!
Na mesma hora a mãe do Cristóvão sacode Caio e a diretora vê e não faz nada. Chegando em casa, não tinha ninguém, só a sua prima Paula, e ele dá notícia que aconteceu na escola. Paula diz para ele - Claro você é um incivilizado, tem dificuldades com civilizado! - e ela dá uma surra nele, aperta o seu pescoço, joga a cabeça dele na parede, quebra uma concha cabeça dele, na mesma hora chega a sua prima Camila e pede para não fazer isso, mas como tinha medo dela não fez nada só olhando, com olhar de lagrimas nos olhos e foi quando chegou a sua tia que viu e ficou quieta. Paula diz “Ele foi expulso da colégio” e sua tia responde: “Ele foi injustiçado, soube da história”.
Caio estava com quinze anos e já foi expulso de outra escola, tinha certa dificuldade, pois ele era visto como primitivo. Uma vez ele estava conversando com o seu primo Marcelo na porta da sua casa e quando aparece o malandro da vila seu Mané, chegou perto deles e disse:
- Pô! Meu camarada ontem estava numa festa e estava doidão com a rapaziada. Tinha duas galeras: A galera dos doidões e dos caretas.
Marcelo:
- Quem estava mandando na festa?
- Tinha mais galera dos caretas do que dos doidões. Nós doidões resolvemos sair na porrada com os caretas, para decidir quem mandaria na festa.
Caio:
- E ai! Quem mandou na festa?
- Quem ganhou foram os caretas porque eram a maioria. Ao caretas não tinha “Cao, Cao”, eles eram também doidões.
Caio:
- Então a briga foi de doidão para doidão?
- Os caretas eram doidões e nós doidões de outro sentido, levamos prejuízos, mas vamos pega-los desprevenidos, porque sou sujeito homem.
E o seu Mané foi embora e ambos começaram a rir.
Marcelo entra e o Caio fica no lado de fora, aparece seu Osvaldo, seu vizinho da casa do lado, um senhor de idade, chegou perto dele e disse “Você tem um lenço, para me prestar?” e responde “Claro! Toma aqui!”.
O seu Osvaldo transforma o lenço em um pombo, e menino pergunta:
- Isso é mágica?
- Sim! É ilusionismo!
- Como faz isso ?
- Ilusionismo é truque, através dos gestos rápidos das mãos que enganam a retina dos olhos.
- Como nasceu o ilusionismo?
- Foi através da religião, aquele que fazia a melhor ilusão atraia adeptos para a sua seita. Todos os personagens bíblicos eram ilusionistas, principalmente o Móises.
- Então esta querendo dizer as pessoas querem ver sempre o sobrenatural?
- Um verdadeiro mágico é alguém que usa um meio natural para criar um efeito sobrenatural. Nada é sobrenatural, existe apenas ilusão. Bem já esta tarde, devo ir embora. À noite todo mundo estava dormindo, menos Caio que pega um livro e começa a ler. Depois que leu o livro foi dormir, no meio da madrugada acorda e vai ao banheiro e viu no canto da sala dois olhos olhando para ele. Os olhos começaram correr a sala toda, para cima para baixo, direita e esquerda, se separaram e cada um por um canto, correndo mais rápido ainda, no final parou ficando um ao lado do outro.
Foi andando, na cozinha começou a ver tudo cintilante, parecia caco de vidros prateados, voando pelo ar. Quando chegou ao banheiro, olhou no espelho, não apareceu o seu reflexo, quando andou apareceu uma sombra enorme atrás dele, pois ele dá um grito e sai correndo e a sombra joga uma lata nas costas dele apenas assustando-o. Quando deitou na cama, sentiu duas mãos puxando os seus pés e ele grita “Para!”.
O ataque do Jorjão não parava, ele parecia cinco, seis vezes por mês causando desespero no pessoal de casa. Caio soube que ele tinha vários crimes de morte nas costas e por isso todos tinham medo dele.
Certo dia todos estavam em casa vendo televisão, menos a sua tia Catharine e foi quando ouviu (como era sempre) o barulho de alguém arrombando a porta.
Era de novo o Jorjão, colocando terror com revolver calibre 38, e coloca todo mundo na parede e começa a espancar todo mundo. Barbosa ficou enfurecido e começa xingá-lo, Jorjão ficou com raiva e pega um pedaço de pau e enfia no cu do garoto. E começa a sair sangue.
Jorjão tenta agarrar Camila e o Caio não deixa, briga com ele, mas como era um adolescente não tinha força física e leva a pior. Ele saca o revolver e disse que iria matá-lo, Paula e Marcelo gritam “Não faça isso pai!”. Paula joga um vaso nas costas dele e ele foi em cima dela, Marcelo foi defender a sua irmã e ambos apanharam.
Caio levanta e pega um pedaço de pau e começa a bater nele, Jorjão pega a arma e ele sai correndo. Jorjão começa à disparar, Caio tenta fugir e foi pego por um carro em alta velocidade, sendo atropelado e arrastado por mais 100 metros de distância.
Jorjão foge enquanto Caio estava morto no chão. Todos tinham pensado que ele estava morto, mas seu Osvaldo pôde observar que estava vivo e chamou uma ambulância e conseguiu salvá-lo.
Ficou certo tempo no hospital, começou a ter problemas de coordenação motora, da fala e ficou com trauma. Começou a falar tudo errado, as pessoas mão entendiam o que ele queria dizer. Os vizinhos, em casa, na escola, Caio era chamado de retardado mental, pessoas batiam na cara dele por diversão e não fazia nada, pois ficou idiota por alguns anos.
Caio já estava com 16 anos de idade foi quando conheceu o seu Pedro, um senhor de 70 anos, que era veterano da Segunda Guerra Mundial, um espiritualista que o ajudou muito.
Ele dava conselho e orientação espiritual, aos poucos estava se recuperando. Umas das recuperações rápidas do Caio que ele nunca colocou na cabeça que era retardado, que ele ficou nessa situação devido às maldades das pessoas.
Caio conversava com a sua prima Camila, porque ela saia com monte de rapaz e responde:
- Saio porque quero ficar com alguém!
- Sainto com monte do homem isso só vai queimar o seu filme e quando um rapa chegar peto de você só vai querer sexu.
- Eu sou muito carente, não sei que é carinho, minha mãe morreu e meu pai não quis saber de mim, estou preocupado porque acho que estou com A.I.D.S.
- Não diga! Aquela doeça!
- Sim! Já fiz o teste e hoje à tarde vou pegar o resultado. Estou com muito medo.
Camila pega o resultado e volta para casa triste, primeiro, a saber, foi Caio, ela chegou e disse: “Primo estou com A.I.D.S.!” E ele abraça a sua prima e ambos começa chorar.
O pessoal em casa ficaram espantados, tia Catharine não sabia o que dizer, mas a Paula era dona da verdade, jogava toda hora na cara da Camila, que era vagabunda e aidética que iria morrer nas fezes.
Na casa tudo era separado, copos, talheres e pratos. Camila perdeu as amizades por causa da discriminação, ninguém queria tomar conta dela somente o Caio.
Ele que fazia comida, dava banho, limpava as suas fezes e principalmente amor e carinho que todos os aidéticos precisam ter. Camila ficou com três meses com a doença onde morreu. Essa doença em si não mata ninguém, o que causou mais a sua morte foi a depressão e angustia por causa da discriminação, se a sociedade e a família tomarem essa consciência, os aidéticos iriam ter mais tempo de vida, pois a mente humana tem capacidade de reter a doença se ela não tiver perturbada.
Barbosa triste pela morte da sua irmã volta para sua terra em Santa Catarina ficando apenas, Caio Marcelo, Paula e a tia Catharine.
Caio foi estudar numa escola no centro da cidade, estava cursando a 5o série, onde tinha problemas com colegas de classe, que era chamado de retardado, maluco e gago.
Tinha tal de Alan, que era terrível com a sua galera que faziam terror na escola. Como Caio tinha certa dificuldade de andar por causa da coordenação motora, estava descendo a escada devagar, foi quando chegou Alan, que deu um empurrão nele, fazendo-o cair, onde se machucou todo. Quando chegou em casa todo mundo perguntou o que tinha acontecido e ele conta a história.
Marcelo foi à escola no dia seguinte, onde pegou na porrada o Alan e a sua galera, mas dessa vez eles que se dão mal. Inconformados resolvem persegui-lo de novo, Caio estava no recreio brincando sozinho num canto e aparece de novo Alan e dizendo:
- O seu primo me machucou, sabia?
- Você me machucou primeiro!
- Não quero saber! Não vou ficar no prejuízo!
Alan dá uma banda no Caio e começa bater nele caído. Sem como se defender aparece outro garoto, que aparta a briga batendo no Alan. Caio agradece e pergunta o nome do rapaz, e responde:
- Christian! E o seu?
- Caio!
- Por que ele estava te batendo?
- Eles acham eu maluco!
- De hoje em diante ninguém vai te bater mais, qualquer coisa fale comigo!
Caio ficou feliz por ter encontrado um amigo, Christian era o seu guarda-costas e sempre defendia, ninguém encostasse a mão nele.
A escola era muito violenta, certa vez Caio entrou no banheiro que só tinha ele e outro garoto que devia ter pelo menos 13 anos. Entraram quatros garotos na faixa de 16 e 17 anos no banheiro e disseram para os dois “Arriam as calças!” e Caio ficou duro sem saber o que fazer.
Quando ele viu que arriaram a calça do garoto e fizeram fila para ficar atrás dele e dizeram o próximo seria ele, Caio entrou em desespero. Vieram três em cima dele, enquanto o último estava terminando o seu serviço, quando falaram para o Caio arriar as calças, ele entrou em desespero tão grande, que saiu batendo em todo mundo feito louco, enfiou a cabeça de um dentro do vaso sanitário, bateu nos quatro caras para não ser violentado e sai correndo esquecendo até o problema da sua coordenação motora.
No dia seguinte, na entrada da escola, vê o garoto de cabeça baixa chorando toda hora e ele quando viu Caio chegou perto dele e disse com uma voz chorando “Você não me ajudou!”. O índio ficou com peso na consciência.
Passando dois dias, pela manhã, Caio acorda com um barulho de alguém batendo na porta e foi ver quem era. Tinha chegado o Christian com seu primo.
Caio que pergunta ao Christian:
- E ai como fai ?
- Eu vou bem! Quero apresentar o meu primo Eduardo!
- Pra prazer conhece-lo! Você mora qui perto ?
Eduardo:
- Moro numa rua ao lado da sua! Você é índio? Tem olhos bonitos são azuis!
- Brigado pelo elogio! Sou índio de uma tripo de lá da Amazona.
- Adoro floresta Amazônica, um dia irei lá e visitarei a sua tribo.
- A mi minha tribo não e-existe mais, todos morreram.
- Por quê?
- Esqueça não quero tocar nesse asunto.
Depois da apresentação Christian chama Caio para ir à sua casa para conhecer o seu irmão Alexandre. Caio apresentou os seus novos amigos para o pessoal da sua casa e todos ficaram felizes por ele ter conseguido uma amizade.
A tia Catharine falou: “Até que fim, não sei como ele agüentava ficar sozinho, mandava fazer amizades e não queria, ficava sempre só, agora só falta arrumar uma namorada!”. Marcelo responde:
- Quem vai namorá-lo é muito feio, retardado e primitivo.
Paula:
- Não fale assim dele! Não teve culpa de ter ficado assim!
Christian:
- Cuidado dele, ele é assim mesmo e não pode fazer nada, nem arrumar emprego mesmo se tivesse uma boa saúde, pois os indígenas são preguiçosos e por isso nunca vai arrumar uma mulher.
Marcelo:
- Você não pensa em se casar, ter filhos, carro, computador, bom emprego, etc...
Caio:
- Não! Como posso pensar ter essas coisas se não tenho saúde! Quando a minha saúde melhorar vou pensar em ter essas coisas.
Eduardo:
- Tem que pensar no futuro!
- Errado! Pensu no pesente e nunca no futuro ou no passado.
Christian:
- Aprenda a falar direito seu retardado. Então não pensa em ter bens materiais?
- Como po-poso pensar em ter bens materiais, se a minha saudi não pe - pemita. Se eu ficar pesando nisso a a minha menti ficara mais mais petubada.
Alexandre:
- O que você acha das pessoas materialistas?
- Todo ma-materialita são ivejosos, egoítas, posessivos e in-insatisfeitos e não são amigos de ninguém, nem dos seus parentes ou aqueles que os ce-cercam. São desonetos e pode ter tudo na vida, fama, sucesso, dinheiro, etc... , mas setem incomodados de ver alguém ter um pequeno beneficio, e são infelizes na vida.
É sábado dia que Caio vai à casa do seu Pedro, para o seu tratamento, onde aprendia superar os seus traumas e complexos.
Ele fez uma pergunta ao seu Pedro, porque ajudava as pessoas e disse que não tinha uma coisa mais traumatizante do que a guerra e quando entrou na vida espiritual aprendeu superar os pesadelos da guerra e começou dedicar a sua vida para caridade, onde ensinava as pessoas a superar os seus traumas.
Seu Pedro falava coisas terríveis da guerra, uma vez o seu batalhão pegou um negro e colocaram-no nu, com corpo cheio de óleo armado somente com uma faca. Ele entrou no acampamento inimigo e matou um por um a facadas, contava ele. Caio “perguntou o que era aquilo que fazia com as mãos e disse “Energização” através das mãos”. Pergunta para ele que qualquer um podia fazer isso e responde:
- Não! Tem que ter uma vida emocional equilibrada, saúde perfeita, não ter problemas que perturba a sua mente, não ter nenhuma espécie de vícios, senão passará energia negativa para outro que esta recebendo.
- Mas uma vez convesei com um ra-rapaz e dise que isso não tem nada ver, que estava usandu seu corpo como “canau dos comos”, mas não tinha nada aver com a e-e-energia do seu coorpo.
- Isso é o que eles dizem para ganhar dinheiro, com a prática do Reike, porque quando faço isso estou dando energia do meu corpo e não dos cosmos, depois faço um “descarrego” e renovo a minha energia. Esta terminada a sessão, pode ir embora.
Caio pega as suas coisas e vai embora. No ponto de ônibus, ele vê um filhotinho de cachorro, todo machucado e muito doente, cheio de sarna e o corpo coberto de carrapato que andava e caia toda hora ao rigor do sol forte, onde as pessoas estavam enxotando.
Quando ele viu se se comoveu e esperou certo tempo esperando alguém aparecesse para levá-lo. O cachorrinho chegou perto dele e ficou olhando para ele como quisesse dizer “Vai ficar ai parado, não vai leva-me para sua casa?”. Então pega nas mãos puras e entrou no ônibus com o cachorro fedendo muito. No ônibus os passageiros sentiram aquele fedor e começaram a reclamar e mesmo assim ele não ligou.
Quando chegou à casa a sua tia pergunta que cachorro era aquele e responde que achou na rua quase morrendo no ponto de ônibus. A sua tia pergunta: “É macho ou fêmea?” ele foi olhar e responde:
- É fêmea!
- Qual nome dará para ela?
- Ciça!
- Não tem um nome melhor?
- Gostei muito desse nome.
Chegou Paula quando olhou para Ciça, ela se apaixonou onde ajudou a tomar conta dela, ao contrário do Marcelo que odiava os animais.
Na mesma hora aparece Alexandre que chega cumprimentando todo mundo e o Marcelo diz para ele:
- Você está mais calma, magnético, fisionomia tranqüila, etc... O que você está fazendo?
- Estou fazendo yoga e meditação!
- Onde?
- Com um japonês!
A tia Catharine fala:
- Você não pode levar o Caio para ver se ele fica normal?
Paula:
- Ele não tem mais jeito, é retardado e deficiente físico.
Alexandre:
- Não se preocupe! O japonês já curou pessoas bem piores que Caio, se ele for ficará curado. Aceita Caio?
Caio:
- Que dia nós iremo?
Alexandre:
- Sábado a tarde!
- Não sei sese eu vou ou não!
E todos fizeram pressão para ele ir, que acaba aceitando.
Chegou sábado e o Alexandre foi buscá-lo e diz para ele para ficar calmo que iria gostar, mas mesmo assim fica desconfiado. Quando chegaram lá, os dois tiraram os sapatos e começaram a fazer meditação e foi quando o mestre chegou. O mestre fala com os seus discípulos coma toda educação: “Meus discípulos, perdoa-me o meu atraso!”.
Todos cumprimentam, o mestre começou a fazer meditação junto com eles. No meio da meditação o mestre dá um grito dizendo - Você ai para de mexer o corpo! - . No final da meditação o mestre levanta chega perto do rapaz e dá um tapa na cabeça dele e diz -Na próxima vez te expulso da sala!- com uma voz irritada.
Caio ficou assustado como uma pessoa que fazia yoga e meditação poderia ser tão desequilibrado.
Alexandre apresentou o Caio para o japonês e disse - Esse aqui é o meu amigo, ele é descendente de índio! -. O mestre responde apertando a sua mão - Prazer em te conhecer, quer fazer parte do nosso grupo?-, - Não sei?- responde Caio. Pergunta de novo - Não se preocupe comigo, sei que sou um pouco rígido, mas é assim que é ensinado no oriente, porque eu me preocupo com vocês. Vai aceitar?-.
Caio então aceita entrar no grupo do japonês com esperança de ficar bom de saúde e ficou certo período com ele e pode ver o absurdo do mestre, distratando e humilhando todo mundo e os seus alunos bajulando-o. Caio era único que não o bajulava e por isso entravam em atrito com o pessoal de lá.
Certa vez o mestre fez uma pergunta para Alexandre e ele não soube responder e o mestre humilhou na frente de todo mundo quase uma hora, chamando-o de cachorro, imprestável e mais variados palavrões e no final dá um tapa na cara dele, pois já estava acostumado a fazer isso com todo mundo.
Caio achou aquilo um absurdo e perguntou para Alexandre porque aceitava os maus trados e disse que o mestre fazia aquilo para mexer com o orgulho das pessoas que fazia isso para bem do individuo.
Mas Caio disse que isso não era orgulho e sim sentimento como permitir que uma pessoa humilhe o outro na frente de todo mundo e aceitar dizendo “Ele faz isso porque quer o nosso bem, como fosse o nosso pai!”.
Alexandre disse para Caio:
- Você não aceita o nosso mestre?
- Não é que aceido, mas vejo a relidade!
- Mas que realidade? Com o tempo ele mudara porque somos novatos.
- Ele nos quer para sasatifazer o seu ego! Viu no no outro dia como ele tratou Onofre?
- Mas ele fez por merecer.
- Tomar uma paulada nas co-costas poorque não soube fazer o exercício direito. Ele está com mestre quase 15 anos!
- Fez isso porque ele é o mais antigo.
- É o mais atigo ou sera que foi commpletamente dominado. Não reparou como ele trata os aluno mais antigos, com mais se cinco anos de treino e acha que vai ser diferente conosco?
- Por que não vai embora?
- Por que gosteii de todo mundo aqui, me- menos do mestre.
Os dois ficaram discutindo por alguns minutos. Na semana seguinte Caio apareceu de novo lá. Antes de o mestre chegar, os alunos, foram todos em cima dele dizendo: “Você não aceita a nossa filosofia! Vamos diga a verdade!”.
Ele foi sincero e indagou: - Não aceito o regulamento daqui, mas obedeço -. Os alunos falaram que obedecer não era suficiente, pois teria que mudar o seu pensamento e se entregar todo, perdendo mesmo a sua indentidade.
Caio reparou ali todos perderam as suas identidades, por que eles pensavam com a rigidez e a humilhação do mestre, estaria aprendendo e evoluindo. Porque o mestre conseguia ler pensamentos, estourar copos com a mente, levitar, etc... E os seus discípulos pensavam que isso era evolução espiritual.
Poderes paranormais não têm nada haver com evolução espiritual, um até pode gerar outro, mas são independentes e não tem nada haver. Se o individuo for caçador de fenômenos será facilmente dominado e acabarão com vários problemas psicológicos, muitos desses mestres são ilusionistas. Existem poderes mentais, mas muitos poucos que conseguem dominar essa técnica, sem ficar perturbado mental.
O japonês queria formar lideres, mas ele não estava formando lideres, mas sim um bando de mandões. Um verdadeiro líder nunca impõe a sua vontade nos outros, mas sim faz apresentações de idéias onde as pessoas aceitam naturalmente e se aceitasse não ficaria triste e nem magoados como ficam a maioria dos “mestres”.
Um dia o japonês fez uma pergunta para o Caio:
- Diga meu filho! O que é necessário para mudar num homem?
- O tempo!
- Como assim? Não entendi?
- O tempo. Às vezes nem o tempo mumuda as pessoa, que morre com seus deefeitos.
O japonês sentiu-se humilhado pela resposta dele e começou a humilhá-lo chamando-o de retardado, canibal, selvagem, que não sabia falar. Disse mais variados palavrões, levantou-se e dá um soco na cara do garoto, onde fez sair sangue do nariz.
Ninguém se meteu, enquanto estava saindo sangue dele, Caio ficou com raiva e não pode fazer nada porque ficou com receio de alguém ir contra ele.
O japonês avançou em cima dele de novo pela segunda vez e desta vez resolveu encará-lo e o mestre ficou com medo e disse com uma voz mais calma: - Eu me preocupo com você, quero ser o seu amigo, olhe ao redor todos são felizes -.
Caio não fala nada ficando apenas quieto e pega as suas coisas e vá embora, mas antes de ir falou na cara do mestre na frente de todo mundo, insultou-o e humilhou na frente de todos, o mesmo que ele estava acostumado a fazer com outros.
Ele falou para o mestre - Cachorro é a cadela da sua mãe que te colocaste no mundo -. Todos ficaram calados inclusive o mestre, pois ele estava acostumado a chamar as pessoas dessa maneira. Fala novamente - Seria até humilhação para o cachorro comparar com você, porque os cachorros não humilham e nem insultam ninguém!- E foi embora para nunca mais voltar.
Caio volta para casa e conta o que aconteceu. Todo mundo na sua casa falaram que ele gostava arrumar confusão, briguento que era assim em todos os lugares. Dois dias depois aparece na sua casa o Christian com seu irmão Alexandre que estava com olho roxo.
Caio pergunta para o Alexandre:
- O o que houve com vovocê?
Mas é o Christian que responde:
- Foi o japonês que deixou olho dele assim, por que ele levou Caio, que desrespeitou-o.
Marcelo:
- Caio só faz besteira!
Tia Catharine:
- Mas esse homem é um mostro!
Christian:
- Eu sabia disso, há muito tempo fui aluno do japonês e uma vez ele quase quebrou o meu braço.
Paula:
- Então você sabia como ele era? Por que não falaste nada?
Christian:
- Ah! Ah! Ah! Queria que eles se dessem mal, mas vejo que Caio não foi bobo, gostei de ver.
Depois da declaração do Christian todos ficaram calados e mudam de conversa e a tia Catharine fala:
- Hoje tive um sonho, sonhei que o Caio arrumou uma namorada, mas sei que isso é impossível!
Christian:
- Ele é todo deformado, nem sabe falar direito que mulher vai ficar com ele ainda mais é vagabundo.
Caio com lagrimas nos olhos diz:
- Equecem que estou doenti, que fiquei asim por causa do atopelameto e quase mori e agora zombam de mim.
Paula:
- Pare com esse sentimentalismo isso é coisa do passado e não importa você tem dificuldades de se envolver com outros.
Tia Catharine:
- Ele só gosta de animais, e tem um certo desprezo pelos seres humanos e ele dedica a sua vida tomando conta dos animais que acha nas ruas, pombo, gato, rolinhas, ratos de esgotos.
Paula:
- Ele achou uma cadelinha na rua que estava morrendo e veja como tratou bem. Se vocês não sabem, que ele sabe fazer curativos melhor que muitos enfermeiros e onde costuma sair para fazer curativos naqueles mais necessitados.
Tia Catharine:
- Também é ótimo cozinheiro, ele junta todo o trocado que ganha ao ano e faz compras onde ele mesmo cozinha e prepara as quentinhas e dá para os mendigos de presente de natal. Ele é considerado o pai dos mendigos, que tem maior respeito por ele.
Paula:
- Ele ajudou reformar toda a igreja, ele sempre dedicou sua vida em ajudar as pessoas. Pior de tudo ele ajuda e não fala nada, Caio não faz isso para aparecer.
Alexandre:
- Por que faz isso Caio?
Caio:
- A minha maor felicitade é fazer outros felises, ver um so-sorriso nos lábios de uma pessoa a minha alma pula de felicitate, pricipalmente aqueles que é mais ifelizes, discrimiminados e reprimidos.
Christian:
- Caridade é uma coisa bonita, mas não dá dinheiro e onde as pessoas são ingratas e não se reconhece o que se faz, por isso não ajudo ninguém a não ser que me paga. Ainda mais essas mulheres tem filhos para deixar jogados nas ruas para esmolar tem que deixar com fome mesmo.
Surge uma nova igreja, chamada Igreja dos Cosmos, dizem que tem poder de curar enfermidades, que cresce rapidamente. Nessa igreja constitui de fieis marginalizados pela sociedade, pessoas pobres sem nenhuma perspectiva de vida.
Uma vez Caio estava andando com a sua cadelinha na rua e viu uma dessas fieis jogando pedras numa casa de candomblé e dizendo que Jesus estava com ela.
Depois da confusão essa fiel chegou perto do Caio e disse:
- Isso é coisa do demônio!
Ele fica impressionado e responde:
- É mesmo!
- Você é gago e deformado por quê?
Ele conta a história que houve e a mulher responde que foi o demônio que fez tudo isso e disse se fosse na sua igreja que Jesus iria cura-lo. Então começou a freqüentar a Igreja dos Cosmos, com a promessa. Nos primeiros meses se sentia bem e depois começou a ter mais depressão e angustia, até que...
Um dia à noite ele estava vendo televisão e de repente apareceu uma bola de fogo bem minúscula onde ficou hipnotizado, a bola começou a crescer, a crescer até aparecer um rosto de um homem, com uma face vermelho e barbas pretas e com chifres sorrindo para ele depois aquela imagem sumiu e a bola de fogo foi diminuindo até desaparecer.
A partir daquele momento, todos os dias à noite sonhava com o diabo, tento instruções com ele. Caio sonhava todas as noites que estava fugindo do diabo. Um dia resolveu encará-lo e pergunta - Você é realmente o diaabo - e o demônio ficou espantado por que ninguém fez essa pergunta para ele.
O diabo diz para ele:
- Após milhões de anos que alguém faz essa pergunta para mim, eu não existo tenho essa forma por que fui criado pelas mentes humanas.
- Então você é o iterior do homem?
- Sim! A religião sempre dominou o povo através do medo, sempre sustentando a concepção do bem e do mal para sempre ficar no poder. Pôde reparar que os sábios antigos iam além da imaginação chegavam até superar a barreira de Deus, quebrando todas as teorias.
- Então se uma peessoa que está veneranto Deus mas na vê-verdade está adorado o diabo e virce-versa .
- Correto! Cada Deus invocado vem acompanhado de um demônio e cada demônio invocado vem acompanhado por um Deus, o que vai prevalecer é a sua intenção.
- O que você diz dos doete mentais?
- Doenças mentais não existem, são seres humanos sensíveis que a sociedade não compreende, os psicólogos e psicanalistas tem que sustentar a teoria das doenças mentais para não morrer de fome, onde os doentes só servem de cobaias.
- Como se reecupera uma pesoa que é perturbato mental?
- Quando o indivíduo começasse atuar na sua inconsciência através da auto-analise, observação de si mesmo e plena atenção ( meditação) sem ajudas dos psicanalistas mas isso iria acontecer se o paciente começassem a reparar o funcionamento das suas mentes.
A era da espiritualidade chegou, Caio foi numa feira esotérica onde as pessoas compravam gnomos, fadas, amuletos da sorte, etc..., onde os feirantes se enriqueciam com isso.
Chegou um homem perto do Caio e disse para ele:
- Os povos antigos tinham a 3a visão desenvolvida e viam deuses, anjos , arcanjos, fadas duendes, etc... Desenvolvi o terceiro olho e você já desenvolveu o seu?
- Não! O meu terceiro olho é cego e não quero desenvolvê-lo.
O homem ficou um pouco enjuriado e saiu perto dele e foi quando chegou uma mulher falando sobre cobras e disse - Amanhã irei fazer várias apresentações com cobras diferentes! - e ele pergunta:
- Você etende de cobas?
- Sim! Bastante!
- Que tipo?
- Só cobras gigantes!
- Só cobas gigante e pequena não?
- Por que você está rindo?
- Esquesa você é iinocente!
Caio sai da feira esotérica e volta para casa, almoça e vai para o médico dando a continuação ao seu tratamento.
Quando chegou a clinica médica, não pôde ser atendido, porque o seu plano de saúde já tinha passado da data de validade, e tinha que ser renovado, pois era dependente da sua tia.
Ele volta e diz para tia Catharine:
- Dia! O meu prano de saúde acabou a senhora tem que re-renovar.
- Eu não vou renovar nada! Você que se vire!
- Poorque?
- Hoje estive na cigana e pude ver através das cartas que você é assim porque quer. Disse que era deixar você de lado porque é um vagabundo briguento que vai virar mendigo, senão vai dividir o seu Karma comigo.
- Popor favor! Não faça isso comigo etou doete e preciso da sua ajuda.
- Que você se vire! A partir de hoje não vou te dar mais nada, roupas, sapatos, comida, remédios, etc... Porque no futuro serás um mendigo.
Sua tia fez o que disse, o rapaz que estava doente passou por vários problemas de saúde e não foi ajudado porque as cartas não mentem. Certa a sua vizinha chamada Dayse estava espancando a sua filha Carla de 9 anos e o Caio foi lá socorre-la e pergunta:
- Poporque você tá espancado a sua filha?
- Hoje estive na astróloga e disse que ele quando crescer iria me dar problema então já estou educando-a deste cedo.
- Mas você está se pricipitado!
- Não! Os astros não mentem, a sua tia falou-me que esteva na cigana e falou do seu destino e acho que está certo porque os índios são preguiçosos. Ainda mais você nem sabe falar direito, fala tudo errado. Fala direito porra!
Passando algumas semanas, Caio volta ao culto da Igreja dos Cosmos no caminha pára no ponto de ônibus, onde escuta a conversa de um rapaz respondendo para a moça - O Fernando é muito inteligente e fala coisas fora do sério, mais o que adianta isso se na pratica nada faz é só na teoria e quer dar lição de moral nos outros-.
A noite teve outro sonho, sonhou que estava no cemitério lindo os túmulos eram de cristais com escritas de ouro, tinha um gramado bem verde, com céu limpo.
Ele começa a chamar o diabo e onde aparece e pergunta -O que você quer?- e o rapaz responde:
- Poporque os homem jogam a culpas em você?
- A concepção de Deus e diabo vem de acordo com as tradições culturais e psicológicas. Quem falava que havia um Deus bom e justo eram os hebreus ao contrario das outras culturas.
O diabo mostra um vídeo mostrando a história do mundo e fala:
- Olha só para eles! Crêem em um deus misericordioso e sempre sofrem esperando no dia do amanhã. O mal sempre “dominou” o mundo, porque na religião do diabo fala que ambos são iguais à mesma coisa.
- Que hitória é esa que você tentou o Cristu por 40 dias e noite no desertos?
- Não fui eu! Foi apenas a sua mente tentando corrompê-lo. Como Cristo sofreu muito maus trados uma hora ele questionou “Eu me preocupo com os homens e ainda me fazem mal, se usar o meu “poder” para manipular as pessoas, ficaria rico” e foi exatamente o que ele pensou. Eu não existo tenho essa forma porque fui criado pela mente do homem, na verdade sou seu interior.
- As veze com probremas do dia a dia, com a família, empregos, a luta pela sobrevivincia, leva o idividuo a ter um determinado pensamendo para agir de uma deteminada maneira que foi condicionado para isso. Por isso, uma pesoa boa de corasão sai mamatando todo mundo e os religiosos falam que foi culpa do demônio. Na realidade isso estava incubato nele, porque sofreu muitos mal tratos e estravasa a sua irá devito as forças das circunstâncias. A sociedade foma o seu próprio matador.
- Corretíssimo! As tradições culturais podem atuar na genética, através da memória do bebê, passando de geração a geração tomando aquilo como verdade. Por isso, todos defendem as suas teses mesmo estando errados. Isso nunca acabará se o homem tomar consciência disso e começar um novo pensamento.
- Poporque o seu numero é 666?
- O sete é o numero de deus e seis é do homem, quer dizer “O homem bancando Deus” ou seja a ciência, tecnologia, etc... Tem outros que falam que é nove invertido que quer dizer pai, filho, espirito santo, invertido. O 666 não quer dizer o numero da besta, isso foi distorcido.
O diabo manda-o abrir os túmulos e ele abre e via os corpos em decomposição e junto com eles haviam livros.
O diabo disse:
- De agora em diante irá sonhar com cemitérios e abrirá os túmulos e começará ler os livros contidos neles e saberá os segredos da morte.
- O que que tem no outro lado?
- Se você não sabe, tu tens poder de ir para outras dimensões, você pode até ir ao outro lado e voltar descobrindo o que tem depois da morte, concentra-se e saberá.
E ele acorda tento mais esclarecimento de vida.
Caio estava com problemas na escola, não se dava bem com os colegas de classe e a diretora da escola resolveu muda-lo de sala de aula e foi acabando na mesma sala do Christian. Ele gostou muito que o Caio parou na sua classe e foi quando chegou o professor Moura de história e diz - Não sei como uma pessoa gosta de fumar! Não entra na minha cabeça alguém engoli fumaça- fala com raiva. Cláudio outro aluno responde - Também não sei como um homem pode gostar de dar a bunda para outro homem, não entra na minha cabeça-.
Bateu o sinal, Caio foi e ficou quieto num canto e foi quando conheceu Aurélio que vivia sempre sorrindo e de bem com a vida.
Caio perguntou:
- Jajá reparei que você vive sempe sorindo e leva tudo na brincateira. Como você consegue?
- Sabe porque sou feliz?
- Não! Poporque?
- Porque rio e debocho da morte!
- O quê?
- Vou te explicar! Estudava num colégio que ficava perto de um necrotério onde eu passava todos os dias na porta sentia o cheiro dos cadáveres Minha mãe era enfermeira, depois da aula ela ia me buscar e levava-me para o seu trabalho para fazer hora até ir embora.
- O que que acontecia?
- Lá no hospital pude ver os doentes, pessoas chegando sem braços e pernas, sem olhos e cansei de ver os outros morrerem na minha frente. Uma vez vi um garoto de 10 anos morrer na minha frente. Foi engraçado ele estava deitado e os médicos tentando salva-lo mas não conseguiram. Seus pés começaram a deitar para frente e o seu corpo a relaxar, vi aquele menino morrer lentamente na minha frente.
- Poor isso que você é assim?
- Isso mesmo! Passava na porta do cemitério e sentia as vibrações, como os mortos quisessem falar comigo. Não tenho medo da morte e nem da doença porque amo a vida. Eu gosto da morte, tenho uma grande admiração por ela, porque não escolhe as suas vítimas, ela não é preconceituosa e nem discrimina ninguém, quando chega leva qualquer um. Reflita o que falei para você.
Aurélio se despediu e Caio ficou impressionado com as sua palavras. Christian chega na hora e fala:
- Olha só a Rafaela com short de educação física, não é gostosa.
- É é mesmo!
- Que cara é essa? Nem fica olhando por quê?
- O que adianda ficar só olhando se não fou fazer nada. Senão vovou ficar como você só se retorcendo todo e nem vai tocar nela.
- Então você não tem desejos sexuais? Você é contra sexo?
- Não deve colocar sexu como pricipal coisa da vida, essa coisa de idolatra o sexu é questão de cultura. Nos E.U.A faz o culto do sexu, para contolar o povo e o Brazil está indo no mesmo caminho.
- Então você não sente desejos sexuais?
- Na ve-verdade não!
- Para mim você é bicha! É primeira vez que vejo um homem falar que não sente desejos sexuais.
Chegou o Alex e entra na conversa:
- O que é isso? Não fale dele assim, cada um tem um pensamento diferente.
Christian:
- Eu sou sincero e digo na cara e não por trás.
Na mesma hora passou Rafaela com o seu shortzinho e o Christian resolve mexê-la pegando nos seus seios e ela xinga-o de tudo. Rafaela então resolveu chamar um rapaz bem forte para pegá-lo, mas quando chegou na hora confundiu com o Caio, pois ele não sabia quem era.
-Foi você que pegou no peito da garota?- pergunta o rapaz cheio de raiva para o Caio e ele ficou quieto porque não quis entregar o “amigo” que estava assistindo tudo.
O rapaz então dá um tapa bem forte na cara dele. Caio reage e deu dois tapas na cara dele, deixando as marcas das suas mãos nos dois lados da face do outro e um soco na testa que ficou a marca dos punhos.
Mas como Caio estava passando mal de fome porque estava horas sem comer nada, levou a pior, o rapaz fez dele um saco de batatas e o Christian só ficou olhando e não fez nada para ajudá-lo. No final Caio estava estendido no chão e o seu “amigo” debochando dele e falando para todo mundo a surra que ele levou.
Por causa do pensamento do Caio sobre o sexo, a partir daquele dia, Christian resolve difamá-lo falando para todo mundo que ele era um enrustido, que não gostava de mulheres onde todos perderam o respeito por ele. Falava que ele tinha um pensamento inocente e morreria como um João ninguém porque não tinha ambição.
Christian gostava de ver filme pornô mas tinha vergonha de pegar na locadora, então pedia para o Caio ir lá pegar. Ele buscava e nem via o filme, mas o Christian começou a falar para os outros que ele era enrustido, que tinha medo de mulher, que deixava ver filme pornô na sua casa de pena dele.
E pior de tudo o Christian fez de tal maneira que todos acreditaram nele e o Caio ficou com fama de homossexual sem ser. Quando soube acabou amizade com ele. Mas Christian sempre procurava e insistia para retornar amizade com Caio, entrando assim num ciclo vicioso.
Caio ficou impressionado com as palavras do Aurélio e no dia seguinte matou aula para ir ao cemitério para confirmar aquilo que tinha ouvido.
Quando chegou ao cemitério, logo na porta já se via brigas por causa de heranças e nem tendo consideração com o morto.
Caio vai conversar com o diretor:
- Com licensa!
- Pois não! O que posso ajudá-lo?
- Estoou aqui em buscar para um sentido para vida!
- Então veio em num lugar certo, pois a morte é o primeiro sentido da vida. Aqui é enterrado pessoas todos os dias de tipos diferentes.
- O se- senhor não fica impresionado trabalha com a morte?
- Não! Com o convivo com a morte, aprendi evoluir o meu espírito e como os seres humanos são seres repugnantes..
- Estou enxergado aqui que eziste oito velório e todos está cheios e já chegaram mais dois corpus. Quando pessoas são enterrados por dia?
- Tem dia que aparece tanto mortos, que tem até dificuldade de enterrar. Aparece as vezes 10 a 15 mortos por dia, mas as vezes pode chegar mais de 100 mortos. Vou fazer uma média que são enterrados em media 60 mortos por dia.
- Pô! Eentão são interrados mais de 1800 mortos por mês?
- Certo! Isso num cemitério só. Se juntar o numero de mortos enterrado por mês em todos os cemitérios, você veria um numero impressionante e nem reparia tanta mediocridades das pessoas.
- Fiquei sabento que qui tem 300 mil tumulos e todos estão cheio, cova rasa, gaveta, jazigo, etc... a morte trabalha 24 horas por dia de domingu a domigo sem descasar.
- É meu amigo! E os homens continuam com a sua ambição e não vê a dona morte. Aqui aparece pessoas que morreram todos os tipos, afogados, assassinatos, velhice, suicídios, acidental, etc... e as vezes até engraçado como aquele que morreu de tanto ri, dizem que ele era tão engraçado e faziam os outros riem, que um dia fez uma piada que todo mundo riu e principalmente ele.
- E ai o que que aconteceu?
- Mas ele riu tanto, mas tanto, que morreu. Dizem que quando morreu todo mundo ficou apavorado e foram socorrê-lo e quando foram ver estava morto. O pessoal começaram chorar, quando viram o espírito dele no lado do seu corpo, tanto mais gargalhada ainda e disse: “A morte pode ser engraçada se souber interpretá-la.” E o seu espírito foi embora rindo e por isso todos no velório estão alegres.
- Eentão quer diser que a felicidate do homem e ter consciência da morte e aceitar ela e com isso mudar o seu modo de pensar.
- Corretíssimo! Dizem que os espíritos que vagam não sabem que estão mortos e anda por ai. Eles não sabem que estão mortos, porque eles querem ouvir e enxergar aquilo que querem e não possuem consciência. Pode dizer a mesma coisa a vida da sociedade. Vá passear pelo cemitério e aprenda alguma coisa.
Então ele foi passear pelo cemitério e pode observar que todos são iguais, que tinha pessoas “importantes” que estava esquecidos com o tempo, enterrado ao lado de um pobre.
Chegou perto de um coveiro, perguntando o que tinha prendido naquele lugar que só tinha morte então respondeu: - Aqui aprende muitas coisas que não dá para dizer com palavras e sim com sentimento, se todos visitassem os cemitérios, mudariam o seu modo de pensar. Existem sete céus e o cemitério é o primeiro onde não existe dor e nem sofrimento.
Está vendo aquilo já estão brigando por causa de herança, não existe mais o sentimento humano e ninguém vê o que espera, por isso existe o sofrimento. Um dia apareceu um general querendo humilhar-me porque era coveiro, mas acabou sendo humilhado por mim, dizendo para ele que não era nada, abri um caixão e disse “Olha o que te espera!” ele não falou nada e foi embora.
Você é digno de respeito porque busca a verdade. A verdade é única que é a morte, se ouvir as verdades humanas verás mil e uma verdades diferentes. Se existe uma única verdade, então vamos procurá-la pois a morte é a primeira delas. Vá embora, que vou enterrar mais gente e tendo mais consciência de vida e reflita o que eu disse colocando em prática – o coveiro sai andando com a enxada nas costas.
Depois que ele saiu do cemitério, foi visitar o seu Pedro o seu guia espiritual. Quando chegou lá contou o que aprendeu no cemitério e disse:
- Apredi muito no cemiterio hoje coisa que iimaginei que não existisse. Ja-já escutei muitos chefe religiosos falar, mas não chega ao pés do que aprendi hoje no cemitério.
- Não pode ir muito nas cabeças dos lideres religiosos, porque cada um tem uma maneira diferente para ensinar. Cada um passou por experiência diferentes e outros nem isso. Por que alguns aprenderam nos livros, outros se isolaram. Para uma pessoa ter certo pensamento tem que ver se o dia a dia está realmente te mostrando isso, sem desculpas e conformismo. As pessoas tem que usar os ensinamentos como referência, o restante é sozinho.
- E mermo!
- Existe um erro gravíssimo, que é ensinado de uma maneira errada dizendo que com práticas espirituais que vão conseguir beneficios materiais e vão ser adorados e respeitados por todos fazendo muito vezes a pessoa cair no ridículo. A religião é importante para o homem deste que não coloca como fosse solução para todos os seus problemas.
- Eestava vendo a hitória do Cristu e do Budha, que ele não foram ser perfeitos, que as pessoas pensa onde desevolveram neles varios mitos em torno deles.
- Você sabe que é perfeição?
- São pessoa que não fumam, não bebe, vivi rezando, as pessoa os adoram, são respeitatos, etc...
- Nada disso! A pessoa que chegou à perfeição é quando vê a realidade das coisas como são, e sabe o que acontecerá contigo pelo determinado ação sua, os intelectuais não sabem disso porque eles são todos materialistas. O homem sagrado é ensinado errado, são homens que conseguiram jogar toda a sua atenção sobre si mesmo e não precisa de segundos ou terceiros para viver. A imortalidade é quando uma pessoa completa um ciclo de vida sem entrar no vicio e não terminar a sua vida na doença como acaba a maioria das pessoas.
A conversa estava interessante e o seu Pedro se despede do Caio dizendo que vai embora para a sua terra, por causa do plano do presidente que perdeu todo o seu dinheiro. Os dois se abraçam e o garoto se despede dele com um beijo no rosto e agradece por ter ajudado, que nunca iria esquecê-lo - Muito obrigado- disse o Caio. Mas antes disso seu Pedro diz de novo:
- Eu te ensinei rezas, mantras, trabalhos espirituais, etc... Mas nunca se apega nisso senão vira rotina. Isso tem que ser praticado por certo período na sua vida e não é para sempre.
- Quer dizer que alguns anos tenho que parar com tudo isso, para quer possa ver a realidade terrestre.
Os dois se despedem e o menino vai embora.
Depois da despedida do seu Pedro que agradeceu muito após de ter ajudado durante anos foi para sua casa e quando chegou lá viu a sua cadelinha Ciça capengando de uma patinha.
Ele foi ver o que era, não sabia o que tinha acontecido, foi quando chegou Marcelo que, quando chegou perto da cadela, ela recuou e rugindo para ele. Com medo, Caio perguntou:
- Você bateu na cachora?
- Bati e daí?
- Poorque bateu nela?
- Não gosto de bichos e nem de você!
- O que que eu fiz pra você não gosta de mim ? Deste de pequeno que você me odeia. Ele ficou calado e o Caio sai com sua cadelinha. Passeando pela rua viu uma gatinha grávida andando pela calçada, com uma barrigão enorme abandonada e virando a lata de lixo para comer alguma coisa. Andando pela rua com a Ciça, ele vê um chinês correndo atrás de um jovem que roubou o seu dinheiro.
Ele prende a sua cadela num poste, onde consegue segurar o rapaz. O velho chinês ficou todo apavorado com a perda do dinheiro, mas conseguiu recuperar de volta. Caio ficou com pena do garoto, resolve deixa-lo ir embora e o chinês fala para ele.
- Muito obrigado! Consegui recuperar o meu dinheiro de volta, era o meu dinheiro do aluguel. Qual o seu nome?
- Caio! E do do senhor?
- Chan Wai! Moro no Brasil deste a Revolução Cultural da China. Eu já te conheço de vista, você é considerado o pai dos necessitados, que ajuda os mais humilde, a sua fama é grande. Você é um garoto bom de coração.
- Que que nada! A pesoa é consiterada é aquela que tem di-dinheiro.
- Não fale assim! Dê valor a si mesmo. Aonde você está indo?
- Estou i-indo na praia com a minha Ciça que é o nome dela, vou queler aproveita o dia.
Os dois se despedem, finalmente se conheceram o senhor Chan Wai e o Caio que se tornarão grandes amigos no futuro.
Quando ele chegou à praia, ficou brincando com a sua cadelinha, de repente ela avançou em cima de um grupo de crianças que estava matando um bem-te-vi afogado. Ciça botou as crianças para correr e pegou o bem-te-vi com a boca e levou para o Caio como soubesse que iria trata-lo. E foi exatamente o que ele fez, tomou conta daquele pássaro por dois meses.
Na casa, todos adoraram o bem-te-vi, até o Marcelo, todos os dias de manhã cantava “bem-te-vi, bem-te-vi...”, mas infelizmente aquele passarinho morreu. Todos na casa choraram até mesmo o Marcelo que chorava feito bebê. A partir daquela dia com a morte do bem-te-vi, começaram ir outros bem-te-vis que cantavam em cima de uma arvore que tinha no jardim e o Caio dizia - Vão embora, o seu amigo morreu!- e eles mesmo assim cantavam para o garoto como fosse um sinal de agradecimento.
Tia Catharine falou para Caio, que ele teve outro pesadelo e responde que sempre foi assim deste pequeno que aparecia coisas através dos sonhos ( telepatia maior).
Quando chegou à noite, lembrou do sonho que teve com o diabo, que disse para ele que tinha poder de ir para outras dimensões e se quisesse poderia ver o que tinha no outro lado da vida se concentrasse. E foi exatamente o que ele fez.
A noite dormindo ele se concentrou e conseguiu ver o outro lado e viu a famosa “luz do fim do túnel” e ele foi lá para ver o que tinha. Na hora que ele ia pular dentro do túnel de repente aparece uma mão e puxa-o e foi parar num outro lugar.
O local era lindo com cortinas de cedas por todas as partes, almofadas, era um paraíso, então apareceu uma linda mulher, pele branca feito neve, olhos azuis e cabelos ruivos e ondulados, que parecia a deusa da beleza e do amor. Então ele pergunta:
- Não!
- Que que lugar é ese qui?
- Aqui é o lugar que todos os homens sonham, o paraíso com uma deusa, na verdade não existo, sou a sua imaginação.
- Então que é é você?
- Os homens antigamente quando morriam em batalha, eu aparecia para levar a sua alma, sou conhecida como Valkiria.
- Por por que você tá aparecento para mim?
- Todos os homens sonham com a mulher perfeita, bonita, carinhosa, bela, fiel, etc...e quando eles estavam prestes a morrer eu aparecia ( imaginação) e “levava as sua almas”.
- Então tendi é como os poeta com as suas amada, todo o ser humano sonha com um amor perfeido e onde aparece as desgraças. Eu não quelo ir embora quer ficar aqui!
- Está certo! Irás ficar aqui por 7 anos e depois voltarás.
- O quê? Vou fi-ficar 7 anos aqui?
- O tempo é psicológico no seu mundo será apenas 5 minutos. Aprenda a desenvolver o tempo psicológico que é raciocínio e inteligência e terá mais facilidade de viver a vida.
E Caio ficou lá por 7 anos descobrindo o mistério da sua mente.
Ele descobriu que as paixões e amores humanos nos fazem cair ao ridículo, que mais tarde causa problemas maiores na mente, perdendo até a personalidade, - as paixões se tornam um amor doentio da qual você é dominado por ele – afirma Caio.
As músicas românticas, os pagodes e músicas sertanejas, fazem sucesso nas rádios. Um pagode fazia muito sucesso que todos ouviam e cantavam - Quando voltarás para mim, minha doce e amada paixão, te amo, te amo, te amo, etc - afinal os pagodeiros fazem a alegria do povo.
Nasceram danças e coreografias, todos adoravam as pessoas até esqueciam da fome e dos problemas sociais. Começaram a colocar artistas novos e bonitos na televisão para as meninadas ficarem apaixonadas, mulheres gostosas para influenciar os rapazes, tudo isso com a função de dominar a sociedade através do sexo.
Segunda-feira Caio se arruma e vai para escola, chegando lá havia um debate sobre o racismo e perguntaram-no o que achava e responde:
- Para mim a rasa negra fo-foi bem aceita na nosa societade, por que o racismo mesmo é lá lá fora que espancam até a morte.. A cu-cultura negra foi muido bem recebidas, ao condrario da i-indígena que foi totalmente ignorada.
Um outro rapaz fala:
- O racista, aprende a falar primeiro, seu gago deformado. Aqui é uma nação negra, porque somos à maioria e todos os brasileiros são descendentes de negros. O preconceito aqui é muito disfarçado no nosso país, você não sabe o que está falando.
- Não fale merda! Em primeiro lugar vai se fuder, poorque eu eu não te ofendi. Aqui nunca fo-foi e nunca selá uma nação negra, qui é um país idigena, nois távamos aqui priimeiro quando os europeus e fricanos chegaram. Outra coisa que falam erado que não existe mi-miscegenação e sim fo-formação de novas raça e isso não é concientizado, para coloca complexo nos outros.
- Então quer dizer que não existe racismo?
- O peconceito maior é co-como a societade vê os indígena, como primitifo e iracionais. O mais englaçado de tudo que ninguém quer ser brasileiro. Na região suu do país eles não se se consideram brazileiro porque são descententes de europeus e os negros estão i-indo para o mermo caminho dizendo que são afro.
- Você é racista!
- O que tem muuito qui no noso país, que me dá até noju, é o precoceito social, o pobre aqui não é nada, não são res- respeitados. Nois vi-vivemos numa sociedade de rótulos, “faço o que mandu, aceite o que falo, senão eu te ro-rotulo”,
E a conversa durou mais alguns minutos.Termiando o debate,aparece o Christian e disse - Pô cara! Você me surpreende cada vez mais, tem resposta para tudo, por isso que a sua tia falou que o pajé que era o seu avô te colocaste o nome de Aquele que sabe interpretar –
Caio ficou um pouco sem graça e o Christian pergunta:
- É verdade que índio comia gente?
- É e vertade! Muitas pessoas enterpretam de uma ma-maneira errata, era um ritual que faziamo comendo o nosso ininimigo, era uma forma de aliviar o nosso oodio.
- Então vocês são monstro!
- Nada disso! Nois comíamo somente a carne da pessoa, pior é na sociee-dade que come a alma da pessoa, fazendu com que todos vivem em desepero para pagar as suas contas, peocupados com que vai comer, fazendo o in-individuo sentir vergonha de si mermo.
- Isso é apenas uma justificativa sua. Você está certo no que disse, mas os indígenas eram cruéis, matavam o seu inimigo e comia a sua carne e você ainda dá justificativas. Não lembro nenhuma parte da história de europeus comiam a carne dos seus inimigos e ainda tem coragem de falar que é cultura? Antes da chegada dos europeus, tribos dizimavam outras tribos e falam que é cultura. Então era cultura dos europeus, quando entrava em choque com outros povos. A crueldade esta dentro do ser humano, não esta na raça, etnia, religião, sexo, idade, etc. O ser humano é mal por natureza.
Caio fica reflexivo e viu que tinha verdade nas palavras do seu amigo. Terminando a aula, Christian chama-o para ir na sua casa no sábado para um jantar que era o aniversário do seu irmão Alexandre.
Uma semana depois na escola, Caio entra na sala de aula a turma resolve se reunir e dá um presente. Ficou desconfiado e perguntou porque eles estavam presenteando e dizeram que foi por causa da suas explicações que ajudaram muita gente.
Mesmo assim, desconfiado ele abre e vê o que tinha dentro da caixa. O que era? Era um crânio de um morto que eles roubaram do cemitério e dizeram: “Quando chegar em casa, moe e faz chá!” e Caio pergunta quem tinha falado isso e responderam que foi o Christian, que falou que iria gostar. Então ele joga o crânio na parede e vai embora para casa chorando.
Quando chegou em casa, aparece a tia Catharine e perguntou para ele porque estava cedo em casa e ele disse o que houve.
A sua tia fala:
- Você não tem jeito! Só arruma confusão com todo mundo, fizeram essa brincadeira com você e levou a sério.
- Mas... Tia não...
- Não tem desculpas! Hoje fui à taróloga e falou a mesma coisa que a cigana falou que você não ia ser nada, que era para te deixar de lado. Se eu fui a dois lugares diferentes e falaram a mesma coisa sinal que você não vai ser nada.
- Estou confuzo! Sinto dores de cabebeça muito forte, as veses penso que vou morrer com excesso de dor.
- Isso é falta de que fazer1 pára de estudar que você não vai ser nada mesmo e arruma um emprego.
A partir daquele dia, Caio passava mal todos os dias na escola com problemas de coração, pois disparava tão rápido que sentia dores fortes e toda hora parava no hospital e o pessoal da sua casa falava que não era nada, que era frescura dele.
Certa vez Caio voltou da praia e sentiu uma dor de cabeça muito forte e de repente deu uma crise, que se abateu todo, espumando pela boca se retorcendo e o seu Osvaldo que era o seu vizinho ajudou a socorrê-lo e levou para o hospital.
Chegando ao hospital os médicos não quiseram socorrê-lo, porque falaram que ele estava drogado e demorou certo tempo para atendê-lo, para ver se morria porque os médicos afirmaram que o rapaz estava drogado.
Passou certo tempo e a sua tia leva-o para uma clinica médica, o médico falou que o garoto tinha problemas emocionais que poderia morrer a qualquer hora devido a dores fortes e constantes, que isso poderia causar uma cerebral . Também disse, para ele não ter perturbações na cabeça que era movido por traumas e tinha uma fixação ao passado e mesmo assim não tiveram consideração com o garoto.
Um dia a sua tia fez a seguinte pergunta:
- Se eu sumisse com a sua cadelinha, o que você faria?
- A se-senhora não tem corage de fazer isso!
- Aprende a falar seu desgraçado! Você morreria por causa disso?
- Porpor que faria isso?
- Nunca gostei de você! Tenho desprezo por ti, eu farei o possível para arruinar a sua vida.
Depois dessa conversa Caio resolve sair com a Ciça na rua, no caminho parou para conversar com o Zé da banca e ele diz gritando para todo mundo escutar:
- Você não tem mulher! Só anda com a sua cadela! Sai fora daqui tenho mulher! Não sou como você que não gosta de mulher!
- Eu não não vou ficar sangado contigo porporque sei que tá falando de brincadeira.
- Eu estou falando sério e não estou de brincadeira, sua bicha!
- Poorque ta falando isso?
- Todos aqui na rua sabe que você não gosta de mulher! Sai fora daqui.
E ele foi embora, quando passou na frente do bar um homem chama-o e mostra a fotografia da sua mulher dizendo: “Olha aqui meu rapaz! Tenho mulher coisa que você não tem!”.
Chateado por ter fama que não era, ele resolve voltar para casa e vê novamente aquela gatinha que estava gravida, mas com uma barriga pequena e estava bastante triste e foi quando ouviu uma senhora dizer: “Tadinha daquela gatinha teve seis filhotinhos e todos morreram por falta de cuidados!” e ele fica de cabeça baixa porque não podia fazer nada.
No dia seguinte quando volta para casa, andando perto do mato escuta um som de montão de gatinhos miando então foi ver o que era. Quando ele abriu a caixa tinha um monte de gatinhos bem pequinininhos, tinha doze filhotes que estavam abandonados, e ele pega a caixa e resolve levar para casa.
Quando a sua tia viu começou a reclamar dizendo que não podia ficar com os filhotes e mandou sumir com eles. O que fazer? Foi quando lembrou da gatinha que perdeu todos os seus filhotes, então ele resolve pegar a caixa e levar para garagem para dar para gata.Quando chegou à garagem, lá estava a gatinha triste num canto, Caio abra a caixa e dá os filhotes para ela.
Os filhotinhos começaram a mamar na gatinha onde adotou como seus filhos e ela olha para Caio, com os seus olhos verdes e bem grandes como quisesse dizer: “Muito obrigado, você fez a minha felicidade!”. - Nuca vou esquecer como aquela gada, olhou para mim! - Disse o Caio.
Sábado, Eduardo vai para casa do Caio para chamá-lo para ir à casa do Christian, que era o aniversário do seu irmão Alexandre e ele foi.

Quando chegou à casa do Christian, lá estavam eles com os seus pais. Alexandre apresentou Caio para os seus pais, a sua mãe Joana e seu pai Carlos. – Bem só faltava vocês chegarem, o jantar está na mesa! – disse D. Joana. Todos foram lavar as mãos e sentaram-se à mesa.
A primeira coisa que o Caio pode reparar que a comida toda tinha carne, coisa que não comia, seu Carlos pergunta: “Você não vai comer?” sem jeito ele diz que não come carne. Carlos pergunta:
- Por que você não come carne? É por causa da religião?
- Não como carni por-porque respeito os animal e não por causa de religião!
- Os animais foram feitos para nos servir, por isso podemos matá-los e comê-los afinal você não come os vegetais, também esta matando.
- Todo mu-mundo ta justificadiva pra tudo! Os animal tem setimentos, eles grita e entram em desesperos, coisa que não acotecem com os vegetal. O vegetais pode até gritar e e-entrar em desespero, mas eu não tou vendu como vejo o animais. Afinal quando conzume um vegetal e deixar a raiz ele nascerá de novu e isso não acontece com os animais.
Carlos ficou enjuriado e começou a gritar com ele, dizendo como não podia comer carne se passava fome. Então ele pergunta:
- Você se julga superior porque não come carne?
- Não! Por que que o senhor se julga iferior porque come!
E o clima estava esquentando e a dona Joana alivia o assunto e diz:
- Eu também não como carne, só peixe e galinha! Você também come?
- Não! Não não como nenhum animais!
- O que você come ?
- Qualquer coisa que não tenha carni.
Christian:
- Então o que você come? Se não come carne ?
- Aroz, feijão, macarão, etc...
- Se o feijão tiver um pedacinho de carne você come?
- Não! O meu estômagu rejeita!
Eduardo:
- Você come salchicha, hambúrguer, presunto, etc...
- Não!
- Então você não come nada.
Alexandre:
- Você come queijos, iorgute, biscoito, etc...
- Sim ! Como!
- Você come batata, cenoura, frutas e legumes, etc...
- Sim!
- Mas não come carne?
- Não!
- O que você come se não come nada.
- Qualquer cosa deste que não tenha carni.
Já estava ficando tarde,o Caio dorme na casa do Christian, mas na madrugada ninguém conseguia dormir por causa dos pinguços do bar que estavam cantando aquele pagode: “Quando voltarás para mim, minha doce amada paixão, te amo, te amo, te amo, etc...” afinal faz parte da cultura popular.
No dia seguinte à noite em sua casa, Caio resolve fazer a segunda meditação da morte, onde ele viu de novo a “luz do fim do túnel” e desta vez resolve entrar.
Caminhando pelo túnel ele sente uma energia puxando para trás, como uma maneira de não descobrir a verdade ( a sua mente). Ele foi assim mesmo e quando chegou no final do túnel, pulou para dentro e descobriu o que tinha no outro lado.
O que era? A resposta é simples... Nada! No outro lado não tinha céu, inferno, luz, trevas, anjos ou demônios, nem consciência e Deus. No outro lado da vida é na verdade o vácuo, que rege todas as coisas, nós originamos dele e a ele nós voltaremos. Nada existe.
Caio então vê a sua mãe, avô, pai, Tapoaçu e todos aqueles que foram, onde lembrou o ensinamento do senhor Massena, que tudo é apenas energias ( que não tem forma e nem cor) que fica fixos nos objetos e na nossa mente.
Lembrou do senhor Massena, falou que a pessoa via não era espirito e sim a energia fixada na mente e com a dor da saudades ativaria uma parte do cérebro, que possibilitaria ver o chamado “espirito” . Poderia até obter respostas, mas era a mente do individuo, que fazia isso, e não era o “espírito”, porque tudo se resume no vácuo.
Caio volta descobrindo o mistério da morte, às vezes já foi respondido, mas por causa das imaginações começaram a especular o assunto. - Se diser que no outo lado nada eziste, o “vácuo” os home entraria em desespero porque teme a morti. Tudo foi criadu pela mente humana que é também apenas uma concepção- pensou o Caio
De manhã Caio acorda gritando “que fe-fedor! Que fe-fedor insurportafel!” e a tia Catharine falou “Não estou sentindo nenhum fedor!” e ele continua a falar.
Ficou assim semanas, com um fedor enorme no nariz, às vezes entrava em desespero e agonia e a sua tia resolve leva-lo ao médico.
Quando chegou ao médico - Ele está ficando maluco! Fala que sente fedor que ninguém sente – disse a tia Catharine. O médico mandou fazer alguns exames de sangue e outros tipos de exames. Depois que o Caio fez todos os exames volta ao médico, o clinico diz para sua tia:
- Ele está com esse fedor no nariz porque está com problemas de glicose.
- Quer dizer falta de açúcar no organismo!
- Ele tem vários problemas psicológicos, parece que ele teme o futuro, o que o Caio passou quando era criança até agora.
- Nada!
- A senhora deve estar enganada! Olha como ele está magro, nos outros exames pude verificar que o seu estômago está fechando e está com principio de tuberculose porque ele não come.
Caio:
- Porque ela não me dá comida. Ela dis que tem horor de eu, e as vezes me perturpa tanto poorque sabe que não posso ter perturpações na cabesa e ainda posso morer por doles de cabesa. A tia faz iso comigo porque diz que mim não vou ser nada e porisso tenta me matar de uma maneira indireda.
Tia:
- Vou ter que gastar dinheiro com ele, sou sozinha para tudo e tenho que trabalhar.
Médico:
- Se não fizer isso, ele morre e ainda mais ele não pode ter perturbações psicológicas.
Depois que a sua tia levou no médico, Caio pensou que a situação iria melhorar, mas ao contrário piorou e as perturbações e surras aumentaram até um tal ponto que adquiriu Corea, uma doença semelhante com mal de Pakson.
Um dia Caio foi visitar Eduardo e quando chegou viu mãe dele dando uma surra nele de fio de luz e ele dizendo: “Amo a mamãe! Amo a mamãe!” a mando dela. Depois o queimava com ponta de cigarro amarrado numa cadeira e o Caio pode testemunhar que aquilo não era só com ele. E a mãe do Eduardo perguntou para ele: “O que você quer aqui selvagem!” e ele foi embora. Andando pela rua viu uma mãe chamando a sua filha de vagabunda e dando tapa na cara dela na frente de todo mundo.
Depois ele volta para casa e viu a sua cadelinha estava sangrando, ficou preocupado porque não sabia o que estava acontecendo. Chegou a Paula e perguntou para ela:
- Poorque a Ciça tá sagrando?
- De vez em quando ela sempre sangra, já está assim há meses! Você não tinha reparado?
- Mas ela, ela não esta na é-epoca do cio.
E foi quando chegou o Marcelo e a cachorra ficou apavorada com ele. Marcelo falou:
- Ela é quente!
Caio:
- Como asim? Não ententi?
Ele chama a Ciça, ela vai até ele onde arreia as calças ficando nú e segura o seu sexo e faz a cadela lamber. Caio entrou em desespero e começou a passar mal.
Quando a tia Catharine chegou Caio conta para ela o que tinha ocorrido então ela argumentou:
- Se não está satisfeito vai embora! Já sabia disso há muito tempo.
- Sa-sabia e não fez nada?
- Ele é meu filho, ele faz o que quer.
- A se-senhora ducou muito erado, deste de pequeno faz todas as vontade dele é dá sempre desculbas e proteção para tudo que ele faz.
- Ele é meu filho e você não tem nada haver com isso.
Triste ele resolve dar uma volta na rua e onde foi parado pelo Zé da banca e diz: “Aonde vai bicha?” e responde: “Eu soube que você para ter essa banca, deve que dar o cu e agora me chama disso”.
Revoltado o Zé da banca começou bater nele, já estava todo machucado como poderia bater numa pessoa que andava meio deficiente, pois ele tinha problemas de coordenação motora. E foi quando chegou o senhor Chan Wai, que defendeu o Caio derrubando o homem em pouco segundos de briga.
Desmaiado no chão o chinês resolve levar para sua casa lá no alto da montanha, onde fez curativos nele. O garoto agradece muito e pergunta para ele:
- Aondi o senhor apredeu a lutar ?
- Eu fui um ex-monge Shao-Lin, antes da Revolução Cultural da China. Na China comunista houve tanta barbaridade, que queria acabar com a cultura do país com as religiões, artes, filosofia, etc... Mataram muitos chineses, por isso tirei o manto de monge. Eu sei como as pessoas te tratam, você quer aprender lutar?
- Sou deficiente, a minha codernasão motora é pesima. Lutar que?
- Kung-fu!
- O que iso signivica?
- É uma arte marcial chinesa que significa “habilidade após de muito esforço”.
- Eu já enxerguei nos filmes de Sau-Lin.
- Aquilo que aparece na televisão é fantasia, o que vai aprender é realidade.
- Ai vou ba-bater em todo mundo?
- Não! É apenas para equilíbrio e defesa própria.
- Mas tenho probremas de cordenação motora.
- Não faz mal! Fica de pé!
Caio ficou de pé onde o senhor Chan Wai dá um soco bem forte na barriga dele, onde cai de dor e pergunta “Poorque o senhor vez isso?” e responde: “A vida não é nada, são apenas sensações e a dor é uma dela. A dor é um sentimento comum como qualquer outro é só não deixar se envolver com ele pois isso não te afetará. Se quiser ser um bom lutador ignore a dor”.
Caio começou a receber instruções do Chan Wai, com um treinamento severamente puxado e rígido. O treino era tão rígido, que ele se aborrecia várias vezes com o seu mestre, mas um gostava do outro. Com o tempo aprendeu a mexer com as armas e técnicas de combate e guerras psicológicas, onde uma boa guerra psicológica vence uma batalha antes de começar.
A noite Caio volta para casa e vê no noticiário da noite que a cidade de Manaus foi invadida por jacarés e um deles entrou na igreja e acabou comendo o padre. Ele pôde reparar, que foi o padre que traiu o Tércio e acabou tento um destino triste e os cidadãos da cidade fizeram a ultima homenagem a ele, pois foi o melhor padre que a cidade já teve.
O garoto ia todos os dias de manhã na casa do Chan Wai, até fazer hora de ir para escola. Acostumava varrer todos os dias o quintal e a frente da casa do seu mestre antes do treino, onde tinha muitas folhas porque a sua casa era no meio da floresta. O mestre Chan Wai gostava muito de flores, principalmente a flor de lótus, que não havia naquele lugar, pois todos os budistas gostam dessa flor.
Todas as manhãs quando ele chegava o seu mestre acostumava a oferecer chá com leite e bolo, pois ele tratava como um filho e o menino tinha esquecido da ultima vez que foi tratado com carinho.
Em sinal de gratidão ele foi até no Jardim Botânico e pede para os botânicos vários sementes de flor de lotus. Ele ganhou um saco cheio de semente, onde levou para casa do seu mestre e resolveu plantar atrás na casa dele. Mas atrás da casa era mato puro então resolveu capinar plantando as sementes de lotus sem ele saber.
Passou um tempo onde às sementes brotaram e Sr. Chan Wai ficou espantado com a vastidão de flores de lotus e se emocionou e -Pelo que o senhor fez comigu, iso não é nada, é o meu sinau de agradecimento! – disse o garoto com lagrimas nos olhos.
Um dia o jovem Shao Lin estava sentado na porta da sua casa com Ciça e foi quando chegou o seu Osvaldo e perguntou:
Osvaldo fala:
- Como vai?
- Tudo bem!
- Soube que você está aprendendo karate com aquele chinês?
- Não é kalate! E sim kung-fu! Porporque o senhor ta rindu?
- Nada! Hoje vi na televisão uma pessoa sendo entrevistada num programa de televisão pedindo uma operação plástica no corpo, porque foi queimada pelo álcool quando era criança. E também não é só isso, existem pessoas com aparência física danificada que pode ser resolvido com operações plásticas e vivem na deformação porque não tem dinheiro para pagar uma operação.
- Isso é muito tliste, os medicus hoje em tia, muitos deles tão ricos, e eles poderia usar os seus talentos a ajudar esas pessoas, que não pode pagar uma operação. Muitos deles tão ricos principalmente aqueles que fabicam pernas, braços, olhos, etc... artificiais e equipamento para deficiente físicos, se eles doasem para os mais humildes eles seriam mais felisses na suas vida.
- Está certo! Pelo menos se cada cirurgião operasse pelos menos um pobre por ano, eles iriam fazer a felicidade de muita gente , mas não fazem isso porque não vai obter lucro de ganhar dinheiro. Se eles praticassem mais a caridade veria que o dinheiro não é assim tão importante.
- E o fieis da igresa que fala que Jesus curou, devido a sua vé e com isso os médicos, sicólogos e a ciênsia debocha deles, em vez de ajuda eles, não, criticam e fazentu sofrer mais com as discriminações.
- Os fieis da igreja muitos deles são hipocondríacos, por isso falam que Jesus curou e os pastores ficam explorando.
Terminada a conversa Caio se despede do seu Osvaldo e continua andar com a sua cachorrinha. Quando voltou para sua casa, todo mundo estava reunido e foi quando chegaram Christian, Eduardo e o Alexandre.
Alexandre fala:
- O Caio tem frescura de não comer carne?
Christian:
- Outro dia lá em casa teve uma festa e ele não comeu carne e até desrespeitou o meu pai.
Paula:
- Tenha pena dele é primata!
Caio:
- Existi ate dicriminassão com os vegetarianus, tem que respeitar a individualidate do o-outro, estou cansato de ouvir “tem que comer carne”.
Mesmo assim não adiantou nada todos os dias sofria pressão para comer carne, ouvia a mesma coisa na escola, nos amigos, na casa, etc. Até que um dia de tanto ouvir que começou a comer carne indo para churrasco e churrascaria, mas ele se sentia mal e fazia isso para não entrar em conflitos com os outros, para querer agradar todo mundo.
Caio estava vendo televisão na sua casa à noite, quando chegou uma visita, um amigo do Marcelo, que estava vestido de roupa de militar. Marcelo fala: “Este aqui é o meu amigo deste de infância, o nome dele é Vinícius e ele está no exercito”. E ambos foram apresentados.
Marcelo disse ao Vinícius esperar um pouco que iria tomar banho e mandou ficar conversando com Caio e ambos começaram a conversar .
Caio pergunta:
- Co-como é o ezercito?
- A disciplina militar é muita rígida, tem várias pessoas que ficam com problemas psicológicas por excesso de mal trados e muitos acabam enlouquecendo.
- Mas disem que aprenti muita cosa?
- Realmente aprende por excesso de sofrimento, formam matadores, as instituições militares são iguais à vida na sociedade. Como se forma um matador?
- Mal tlados, a fome, dormir poco, a sobrevifencia do dia a dia e a injustiça.
- Exato! As instituições militares ela apenas imita a vida na sociedade, por isso existe o crime. Se você reparar os maiores matadores são aqueles que passaram fome e sofriam mal trados, isso é um fato real mas a sociedade não tomou essa consciência.
- Mas tem a-aqueles que sofleram muito na vida e é bons de coração.
- Isso é na teoria! Existem matadores incubados, porque a falta de respeito leva o indivíduo a cometer um assassinato.
- Então é a me-mesma cosa que falam daqueles que rouba. Tem dois individuo que passam fome um rouba e outro não, porque?
- O fato é simples! Um teve coragem de roubar e o outro não, porque tem medo de ser preso ou perder a vida. Tem muitas pessoas que não roubam na vida porque não tem coragem, por que o salário mínimo faz muita gente cometer um “crime”.
Marcelo sai do banho e diz “ Vamos embora Vinicius”, e os dois saem. Pela manhã, Caio sai para ir à casa do seu mestre e antes disso ele encontrou com a sua vizinha Dayse, aquela que batia na sua filha porque a astróloga previu que a criança iria dar trabalho a ela e teve o seu segundo filho que nasceu com sindrome de DOWN e fala:
- Isso é o meu karma! O I Ching falou isso, ontem fui ao rapaz que usava pêndulo e ao pai de santo e falaram a mesma coisa, nasci pré-destinado para sofrer.
- Esquesa diso! Se-não vai cultivar mais o sendimento de culpa, no pasado falavam que tudo era pecado e oje em dia mudou apenas di nome que é Karma dessa vida ou de outra, cultivandu ma- mais o sentimento de culpa.
- Estou sofrendo de ver o meu filho assim!
- Esquesa as paticas de adivinhações e de magia e começa amar os seus filhos e e-esquesa desa idéia que nasceu para sofrer. Essas coisas mexeem com o cerebro onde levam a loucura.
Terminada a conversa os dois se despedem e o garoto vai em direção da casa do seu mestre. Quando chegou na casa do seu mestre, lá estava ele fazendo meditação e ele ficou esperando e quando vê um quadro com as palavras Budha dizendo: “A palavra raivosa é a espada mais cortante; a inveja é o mais mortal dos venenos; a luxuria é o fogo mais ardente; a ignorância é a noite mais escura”.
O mestre estava demorando muito e ele resolve então antecipar o serviço, terminando o trabalho o Chan termina a sua meditação e pergunta para ele:
Caio pergunta:
- Terminaste o serviço?
- Zim! pudismo acredida em rencarnação?
- Não! No budismo não acredita em reencarnação ou renascimento. Budha acreditou em renascimento, até certo período da vida dele, depois ele parou de acreditar.
- Então poor que é esinado doutrina de renascimento? O Budha não acreditafa em alma?
- Quando o Budha destruiu a filosofia hindu, dizendo que a alma não existia, na época houve um genocídio, por que as pessoas pararam de acreditar e obedecer as leis, ou seja, a teoria da alma existe para manter o povo na ignorância e pobreza.
- Etão se se eu falar para uma miserável, que quando morer tudo acaba, fudeu tudo, ele poderá se revortar contra sistema. Por por que na religião orientau ensina que a sua fida esta ruim, poorque esta pagando dividas de outras vidas.
- Está certo! É ensinado que você está assim por causa do karma, se fores bonzinho nessa vida, na próxima terás sucesso. Os homens mais ricos do oriente são os monges, eles chegam até matar para se manter no poder.
- É mermo?
- Manda o povo práticar meditação, sem querer os budistas praticam auto lavagem cerebral, perdendo a capacidade de pensar. A mídia faz propaganda dizendo que a meditação faz bem para mente e todos mundo faz. Aqui no Brasil importaram essa técnica do Oriente para manter o povo na ignorância.
- Então é mentira que desenvolve a inteligência?
- Não totalmente. Existem mais 40 tipos de meditação e cada um tem que procurar a sua e observar as conseqüência da técnica que esta utilizando.
Terminada a conversa, treinamento do Caio começa, após alguns minutos de conversa, o seu mestre diz a ele ficar treinando até voltar e foi quando chegou o Josué da igreja dos Cosmos que viu por acaso na casa do Chan e pergunta:
- O que você está fazendo?
- Etou treinandu!
- O quê?
- Kung-vu!
- Aquele lutas de animais? Que animal é esse?
- Louça-a-deus!
- Você quer dizer louva a deus. Como você pode venerar um inseto chamando de Deus.
- Não tendi?
- Você está chamando aquele inseto de Deus. O Deus é único é aquele que está lá em cima e não no inseto.
Caio sem entender nada, Josué continua a falar:
- O kung-fu é luta do demônio!
- Poorque?
- Venera os animais e a natureza e principalmente quando faz meditação que abra a porta da mente para o diabo. Você tem que meditar na bíblia.
- Intão você fa-faz parte do diapo tabém!
- Por quê?
- Vo-você é cabu do ezercito!
- Exército é coisa de Deus, porque está na bíblia quando os hebreus derrotaram todos os seus inimigos na guerra.
- Pois eu eu saiba que as instituisões mi-militares foi criada para matar pesoas e não para salvar fidas, se es-está escrito realmente na na bíbria então algurma coisa tá errada. . Etão se for penzar asim o ezercito não é de de Deus e sim do demonio.
Sem falar nada Josué foi embora, foi quando chegou o seu mestre, o garoto continuou o seu treino com ele. Depois que terminou o treino, Caio volta para casa e no meio do caminho encontra com a Dayse e ela diz:
- Ontem estava com um mestre hindu, que era indiano que chamava todo mundo de burros.
- O brazileiros dá muito mole para os orientais, ele nos sacaneam, chamando a gente de burros e merdas, pior de tudo nois aida adulamos eles, achando eles como sábio, que temos muito que aprender com eles.
- Então é realmente verdade que eles nos vejam como analfabetos?
- Zim! Conheci um jabonês que xingagava e batia nos brazileiros e dizia que nós tínhamos um cerebru atrofiado. Tenho um mestri jinês que fala que nós somos buros e agola você ta falando do indiano, mas vejo que totos os orientai é assim mermo e eles precisam de ter mais compaixão com nós. Os orientai de modo geral e pricipalmende os jabonês nos acham tanto merda, se deizar você vira faxineiru deles. Eres adoram colocar os brasieliros para fazer faxina e para te covencer diz que vo-você é arogante que não tem humildate no corasão.
Os dois se despedem e cada um vai para sua casa. Passaram uma semana, de tarde quando Caio estava voltando a casa após de ter treinado com o seu mestre e vê de novo Jorjão espancando a sua tia Catharine. Ele tenta defendê-la mas não consegue porque não tinha força física o suficiente para derrubar aquele bruta montes.
Jorjão dá um soco na cara do Caio e ele cai e levantando de novo e está cena se repetiu várias vezes e já estava com o rosto todo deformad. Jorjão se vangloria por ter batido num garoto de 16 anos e ele fala: “Um selvagem mongolóide, que nem sabe falar direito, deficiente, como pode pensar em bater em mim?” e o Caio responde: “No fu-futuro acetamos as contas!”.
Passando 2 meses, à noite num domingo bate na porta da casa um casal dizendo que era o novo proprietário da casa e a tia pergunta: “Teve haver algum engano?” e o homem chamado Bio responde:
- A senhora que é Catharine Smith esposa do Jorge da Silva?
- Sim!
- Conhece Glória Machado?
- Conheço! É a mãe dele.
- Está semana comprei a sua casa, a senhora deve desocupar o mais rápido que possível, porque a mãe dele vendeu a casa para nós.
- O quê?
Desta vez quem responde é a sua esposa Nai:
- Compramos a casa no escuro, vimos a planta da casa e eles falaram mais ou menos como estava e compramos assim mesmo.
- Por quê?
- Vocês não estava deixando ninguém ver a casa e nós achamos o preço barato, por isso compramos.
- Quanto vocês pagaram?
- Pagamos ...
- O quê? Quase um quarto do seu valor real, porque eles fizeram isso?
- Só para te colocar na rua, como nós estamos na rua também, por isso não podíamos perder essa oferta.
- Vou consultar um advogado.
Bio se irrita e começa a gritar com a tia Catharine mandando tudo mundo embora da sua casa humilhando todos. - Esse homem será muito infeliz na sua vida por tirar aproveito do sofrimento dos outros e pagará tudo que vez- disse tia Catharine para o homem.
Veio a ordem de despecho, tinha que sair da casa num período de 2 meses após de 20 anos que a tia morou nela e pior de tudo os vizinhos comemorando a saída deles, rindo, vibrando e bebemorando a infelicidade dessa família.
Todo mundo na casa levou um choque, não tinha para onde ir, Paula se amigou com um vagabundo do morro, onde levava surras todos os dias dele, que num certo dia apanhou tanto que acabou morrendo após de ter morado com ele 3 meses.
O Marcelo virou viciado em drogas, Caio ficou mais perturbado mental que espancava a sua cadela todos os dias e toda hora se tornando uma pessoa agressiva. A tia ficou com um estado emocional bastante prejudicada que começou a desenvolver câncer.
Marcelo, Caio ( e a sua cadelinha) e a tia Catharine acabaram morando num conjugado, onde passaram por vários necessidades e o mais impressionante que o Jorjão nem se preocupou com os filhos e nem da morte da Paula, que tipo de homem é esse?
Lá no edifício onde eles moravam já existia diferença entre moradores, principalmente entre os proprietários e inquilinos.
Os moradores que eram proprietários dos seus apartamentos desfaziam de quem morava de aluguel e a viziança desfaziam dos moradores desse edifício porque era a mais feia e pobre da rua, porque tanta diferença em tudo.
Certo dia, Caio se arruma e vai à praia e quando saiu para pegar o ônibus passou numa esquina onde ficava uma turminha e um deles mexeu com ele e perguntou:
- Ei rapaz! Vai aonde?
- Vo-vou pegar um ônibu e vou na praia!
- Vo-vou é o caralho, fala direito! Você é índio?
- Zim!
- Esta indo de short por quê? Onde está o seu fio dental?
- Coomo asim? O que é iso?
- Aquilo que vocês usam para ficar de rabo de fora.
Onde ele morava, estava apanhando de todo mundo e não conseguia reagir devido o seu trauma do passado, parou até mesmo estudar, mas ainda continuava o seu treino com Chan.
Um dia ele estava treinado com o seu mestre e recebia todos os golpes do Chan porque não tinha reflexo e não conseguia atacar porque tinha problemas de coordenação motora. O Chan fala:
- Há quanto tempo que você está treinando comigo?
- Quase 2 ano!
- Quantos anos que você tem?
- Tenho 16 ano!
- E mesmo assim não aprendeu nada que te ensinei?
- Esquecete que fui atropelato e quase mori.
- Sei disso e daí? Você não aprende nada porque é burro mesmo.
- Vai pra puta que te pariu! Palavrão fa-falo certo!
- Como ouça me xingar, após que fiz por você?
- Estou cansadu de me chamarem de buro, preguisoso, selvagem, maconeiro, primada, retardato, duente, canipal, promicuo, etc... Pude re-reparar que todos nois somos.
- Chega! Vai embora da minha casa.
- O que que o senhor dise?
Chan falou besteira mas não teve coragem de repetir, Caio manda repetir de novo várias vezes e ele não responde e mesmo assim pega as suas coisas e vai embora.
- Ele chega a sua casa à noite, Caio vê a sua tia chorando num canto e pergunta:
- Poorque tá chorado dia?
- Sinto uma tristeza enorme no peito, porque perdi a minha casa e a minha filha Paula e ainda vivemos neste lugar horroroso.
- Descobri que que meu pa-pai usava drogas?
- Nós quando éramos crianças morava na Inglaterra, foi quando estorou a Segunda Guerra mundial. O nosso pai era oficial do exercito inglês e acabou morrendo em batalha foi ai que a minha família toda veio para o Brasil se instalando-se na região de Santa Catarina.
- Etão por iso a senhora tem nomi de Catarine?
- Sim! Quando veio para cá, ainda não era registrada então a minha mãe colocou o meu nome em homenagem ao estado. Quando viemos para o Brasil tinha seis irmões.
- O que acoteceu com restande dos seus i-irmões?
Ela começa a chorar e fala:
- A minha avó praticava magia negra e sacrificou quatro irmões meus e eu e seu pai assistimos tudo. Ela também sacrificou muitos primos e parentes meus.
- Então era vertate que a sua avó fa-fazia sacrifício humanu em oferenda ao diapo, poorque?
- Era apenas para prolongar a sua vida! O ritual era mais aceito quando tem parentes mais próximos, seu pai tinha enorme trauma disso, por isso ele entrou no vicio para esquecer desse passado horrível.
Ele abraça a sua tia e fala -Não tenha medo dia, estou aqui para defede-la – disse o sobrinho.
A situação estava piorando cada vez mais, o sindico do prédio mandou retirar a sua cadela do edifício porque ela soltava pêlos pelo corredor e os vizinhos começaram a reclamar. Para evitar confusão começou a deixar a sua cadela num terreno onde havia uma mulher que lavava roupas para fora e a Ciça ficava toda hora molhada e acabou totalmente doente.
Certa vez estava caindo uma tempestade e a mulher proibiu deixa-la dentro da casa e deixou a cadela na chuva à noite toda e o Caio vê não fez nada porque ficou com medo de reclamar e essa imagem ficou para sempre na sua memória, torturando-o por muitos anos, então, ele declama: - Iso é a maior trama da minha vida, toda vez que chovi, eu lembro da minha cadela na chufa e não fiz nada- Ele tinha apenas 16 anos de idade.
A cadela ficou bem doente e não tinha dinheiro para pagar o veterinário. Certa vez ele colocou a mão no ouvido da Ciça e ela gritava de dores e levou ao veterinário e disse que estava com infeção no ouvido que estava cheio de bichos porque entrou muita água no ouvido dela e disse que tinha que fazer um tratamento.
Ele pede ajuda ao veterinário porque não tinha dinheiro para pagar o tratamento e ele se recusa dizendo que lá não era lugar de caridade. Caio vai a casa e fala o problema para sua tia e ela pega a cachorra e some com ela, foi numa terça-feira de manhã no mês de junho e a partir daquele dia nunca mais viu a Ciça e pior de tudo nenhuma fotografia ou algo que faz lembrar dela, apenas na memória.
Caio dá um excesso de choro, morreu o seu único amigo que tinha, onde sofre com a dor da saudades. A sua tia cumpriu a sua promessa, que estava apenas esperando uma oportunidade e ela teve, pensou corretamente se sumisse com a cadela iria enlouquecer
Nos primeiros meses com a ausência da Ciça, Caio tinha vários ataques no sistema nervoso, não comia e nem bebia, chorava o tempo todo e a noite tinha pesadelos, que não deixava ninguém do edifício dormir. Começou então desenvolver uma espécie de nojo das pessoas, pois aqueles que maltratam os animais não merecem viver.
Com tristeza no coração, andava na rua chorando e sentou num banco de praça e sentou ao seu lado um senhor de idade e perguntou:
- Qual o seu nome?
- Caio!
- Permita-me apresentar-me o meu nome é Lacius, sou ex-oficial da aeronáutica e tenho 85 anos e sou do Rio Grande do sul e moro no Rio de Janeiro há 50 anos.
- Estou tristi poorque a minha cadela moreu. O meu nacimento foi um ero como todus falam.
- Não fique assim! A melhor maneira de se afastar a tristeza é sorrindo “Sorria sempre meu filho”.
- Engraçado, quem falou isso para mim pela primeira vez foi o meu pai.
Ele dá um sorriso e puxa a conversa dizendo que praticava artes marciais e o Lacius pergunta: “Seus reflexos são bons?” e responde: “Não! Sou de-deficiente físico e metal poorque fui atropeladu e sofri muitos maus trados”.
Caio conta a sua história deste que passou na sua tribo, que todos foram assassinatos e a história da sua família, onde ficou bastante impressionado.
Lacius:
- Vou te tornar o maior lutador. Primeiro lugar, vamos melhorar o seu reflexo. Pega uma vela acesa e acende e faz movimentos para cima e para baixo, depois direita a esquerda, depois faz círculos e no final faz movimentos alternados, mas faz tudo isso com a cabeça parada só movimentando os olhos e verá como irá a melhorar o seu reflexos.
- Tão vou pratica iso!
- Depois faz um saco de pano e enche de arroz e começa a bater as suas mãos nele, depois de certo tempo substitui por bolas de ferros. Pratica corrida no máximo 8 km por dia não ultrapasse senão faz mal à saúde.
- O se-senhor é lutado?
- Não! Mas venci em combate os melhores lutadores.
- Se se não és lutado como o senhor ganhou deles?
- É uma técnica de combate muito usado no oriente principalmente na China e Japão a técnica da visualização. Você vai sentar numa cadeira e visualizar que esta treinando. Você não precisa treinar muito, mas saberá combater.
Lacius se despede deixando o seu cartão com o número do seu telefone. Caio conseguiu mais um mestre, apesar que ele foi muito mais que isso foi o melhor amigo dele, onde quase todos os conhecimentos se derivou desse senhor.
Lacius ensinou a ele além disso, anatomia, neuroanatomia, astronomia, história, filosofia, controle mental, hipnotismo, etc... e principalmente mitologia, onde despertou o seu maior interesse. Mitologia grega, celta, nórdicos e a principal a hindu onde indendificou-se com deus Shiva, o deus da destruição, que destroi para renovar, o deus da dança, da arte e do amor.
Caio sempre quis ser um personagem mitológico, que o homem deveria gostar de fazer de tudo, a dançar, lutar, correr, nadar, saber arte da guerra, etc... e principalmente a arte do amar.
Um dos personagem mitológicos que ele mais gostava era do Siegfried dos nórticos, que se banhou com o sangue do dragão e com isso ficou com a pele duro feito aço. Mas foi morto pelo Hager, que pediu a esposa de Siegfried a Cremilda, marcasse na roupa dele uma cruz para saber aonde ele era funeravel, porque na hora que se banhou com o sangue do dragão caiu uma folha nas costas dele e aquela parte ficou normal e onde era o seu ponto fraco.
Siegfried estava bebendo água no rio e o Hager com uma lança, joga no local marcado pela Cremilda, matando-o. Siegfried foi um grande cavaleiro, porque foi morto? A inveja!
Uma das coisas que o Lacius mais falava, era para evitar o mal senão a pessoa perderia aquilo que mais amava. Deus ( no sentido do interior do homem, porque nós temos uma espécie de juiz interno que nos condena e faz pagar, pois, o castigo não vem do céus como muitos pensam) agi nas sensibilidades das pessoas.
Passou 1 ano, Caio se modificou completamente com a instrução do Lacius seus reflexos melhoraram muito, a resistência física, e principalmente corrida. Diziam os outros nas ruas que ele corria tão rápido que parecia vento, rolava boatos que certa vez disputou corrida com um carro, corria de uma maneira estranha, passos curtos e meio curvado a frente um dia ele marcou a sua velocidade, mas se dizer ninguém vai acreditar mesmo a não ser aqueles que o viram.
Apesar de que Caio tinha brigado com o seu mestre Chan nunca parou o seu treino com ele. Certa vez Caio estava treinando e chegou o seu mestre perguntando-o:
- Há quanto tempo que você está treinando? Sai pela manhã e voltei agora à noite e ainda está treinando.
- Estou treinanto há 8 horas!
- O quê? Não acredito você nem está suado e estou vendo que está muito bem.
O Chan ficou bastante impressionado com ele, Caio treinava em media de 8 a 10 horas por dia, as vezes chegava a 14 horas entrando a madrugada a dentro. Não sentia cansaço e nem suava, aprendeu a absorver a dor tornando-se com o tempo “invencível”.
Uma vez à noite Caio estava treinando na casa do Chan e aparece um homem gritando e foi ver o que era. O homem desconhecido disse: “Caio! Caio! O Chan está lá em baixo, bêbado e os caras vão machuca-lo”. Então ele vai correndo descendo a “ladeira” e quando chega lá estava o seu mestre estava deitado no chão e tinha um homem de pé, preste a urinar na cara dele.
Caio dá um empurrão no homem e onde aparece mais dois e ele briga com os três derrubando-os. Vieram mais sete num total de 10 indivíduos e alguns armados com correntes e paus e um dele diz: “Selvagem! Agora quero ver se és valente mesmo, iremos acertar com você e o cara de China!”.
Ele ficou com um pouco de medo, mas mesmo assim estava disposto a defendê-lo. O Chan acorda e pergunta: “onde estou? Quem é você?” e ele responde: “Em encrenca”. - Afasta-se! Irei lutar com eles sozinho e veja a habilidade do seu mestre!- disse o Chan e o Caio responde: “Mas o senhor está bêbado!”.
Ele toma a frente do seu mestre e vai lutar sozinho, até que saiu bem a não ser uma barrada de ferro que levou nas costas, caindo de dor. Chan entrou em ação mais que habilidade que tinha, ele desviou de todos os golpes, deu saltos mortais e deu maior surra neles, vieram carros da polícia onde até mesmo os policiais apanharam.
Pela manhã Chan acorda e pergunta como ele está ( Caio lembrou da mesma hora do Tércio) e perguntou porque tomou dores por ele e responde “O senhor estava bêbado!” e Chan fala:
- Fiz isso de propósito para ver se era digno de ser meu aluno, estava em dúvida e agora vejo que estava errado.
- O senhor luda muito bem estado bêbado.
- É um dos meus melhores estilos, um técnica de luta praticado há muito anos na China, o “estilo do bêbado”.
Caio ri e pergunta se estava falando sério e ele responde:
- Vou te contar a história! Foi num período de guerra na China e tinha um casal de camponês que tiveram o seu primeiro filho e o pai muito contente saiu para comemorar com os amigos o nascimento do seu filho.
- O que acoteceu?
- O homem estava tão feliz, que bebeu tanto, mas tanto à noite toda, que estava bêbado de cair.
- Mas ele era lutador?
- Sim! Quando ele chegou à sua casa, estava tão bêbado e viu a sua esposa e o seu filho recém nascido, mortos pelo exército. E os responsáveis pela morte da sua família estava ainda lá e o exercito resolve mata-lo também. Ele lutou com uma tropa inteira armados e ele estava desarmado e bêbado lutou com a tropa toda, matando todos eles.
- Foi ai que virou bêbadu?
- Sim! Enterrou a sua família e com sofrimento resolve a beber e começou a treinar bêbado, nascendo assim o “estilo do bêbado”.
Caio pede para Chan ensiná-lo o estilo do bêbado e o seu mestre começou a instrui-lo. Chan falou que bebia para esquecer de uma mulher, que ficou muito apaixonado, onde conheceu aqui no Brasil. Ele falou para o Caio a ter cuidado com as paixões, que isso é uma doença “incurável” se não tiver uma força de vontade.
Ele contou uma história, que ficou com a parte emocional totalmente abalado, onde teve uma época que apanhava de todo mundo. Chan descobriu a sua amada era prostituta e mulher de bandido, por isso bebia para esquecer do passado.
Caio nem acreditou como um mestre de artes marciais apanhasse assim dos outros, por causa das paixões que enfraquece o indivíduo levando ao ridículo e a humilhação - tem que tomar muito cuidado com isso – alerta o Chan. Então, Caio resolve contar a mesma história que contou para o Tércio que é “O acorrentado” , terminada a história o senhor Chan fica sem reação.
Já de tarde, Caio liga para o Lacius, onde ele o chama para ir na casa dele que ficava perto da sua. Quando ele chegou a casa, o Lacius disse: “Vou te ensinar uma coisa que poucas pessoas sabem” e leva-o pra o seu quintal e diz para ele:
- Levanta essa pedra!
- É muito pesadu, deve pesar uns 100 quilos!
- Como você sabe nem tentou! Tenta pelo menos!
Caio tenta e nem consegue mover a pedra, - Com licença – disse o Lacius. Ele chega perto da pedra se concentra onde consegue levantar e o garoto perguntou: “Como senhor consegue fazer isso”, e responde:
- Como o senhor consegue fazer iso?
- Desmoleculação dos átomos!
- Desmo... o que?
- Tudo é feito de energias, se você conseguir transferir a energia do seu corpo para o objeto, não importa o tamanho e peso, com isso separar os seus átomos, ficará mais leve, mas para isso tem que se desenvolver a concentração.
- Mas isso e posivel?
- Sim! os povos antigos praticavam muito essa atividade.
- O senhor poderia me ensinar?
- Já estou ensinando.
Caio teve mais um aprendizado com Lacius, onde vai ser muito importante na sua vida. A fama de lutador do Caio era grande não apresentava mais problemas de coordenação motora e psicológica, parou de gaguejar, tinha somente um pouco problema de dicção. Dizem que ele bateu nos caras mais fortes e quando o seu nome era pronunciado causava terror nas mentes das pessoas e tinham aqueles que duvidavam da sua habilidade e que iam testar e depois se arrependiam.
Mas uma verdade tem que dizer sobre o Caio, nunca se meteu com ninguém, as pessoas que iriam provocá-lo, pois, ele tinha uma fisionomia de uma pessoa boba e ingênuo, mais tarde os outros viam que não era nada daquilo. Rolava tanta história sobre ele, que não sabiam se era real ou ficção, mas tinham aqueles que nem duvidavam. Mas essa é uma outra história.
Passou alguns dias Caio estava treinando na casa do seu mestre e alguém bate na porta e quando abriu viu uma chinesa muito bonita e ela diz:
- O meu pai está ai?
- Não sapia que o Chan tinha uma fila.
- Você deve ser o Caio?
- Coreto! Como me conheci?
- Nos e-mails do meu pai, ele fala muito de você. Soube da sua fama dizem por ai que você é muito forte.
Ele dá um sorriso e pergunta o nome dela e responde:
- Paime Li
- Eziste muito exaxero que falam de mim.
- Sou filha adotiva do Chan, foi ele que me criou como fosse a sua filha.
- Onde está o seu pai?
Ela fica com lágrimas nos olhos e explica:
- Na época do comunismo na China e exercito matou toda a minha família e fui a única sobrevivente e o Chan tomou conta de mim.
- Tampém fui único sobrevivende de um masacre.
- É mesmo! Como foi?
E os dois ficaram conversando por horas, e ele dizia as barbaridades que os fazendeiros e os políticos fazem no Norte e Nordeste do país, o que fazem com os nordestinos e principalmente com os indígenas matando-os para roubar as suas terras e as história dos dois eram semelhantes.
Foi nesta hora que chegou Chan e pergunta: “Vocês já se conhecem?” e ambos responderam que “Sim!”. O Chan fala:
- Esta aqui é a filha do meu melhor amigo, que o exército matou, o pai dela era diabético e apresentava vários problemas de saúde e eu ajudava-o.
Paime Li:
- Ele se culpa pela morte do meu pai! Por que o meu pai pediu para ele tomar conta de mim e se negou e passando alguns dias o exercito o mata. Apesar de que sofro com a falta do meu pai! Porque existe a morte? Mas mesmo assim sou grato a Chan.
Chan:
- Vai ficar aqui a quanto tempo?
Paime Li:
- Amanhã irei embora à China e veio aqui para agradecer por tudo que fez por mim e não se culpar por nada.
Os três ficaram conversando a tarde toda. Caio pede licença, pois iria sair a uma festa e deixou uma carta para os dois falando de uma história que se chama “Montanhas do Norte”.
- Conta uma lenda da China, que um homem assumiu a paternidade de uma criança órfã de pai e abandonada pela mãe. A criança era filho do seu melhor amigo, que era muito doente.
Diz à lenda que o pai chegou desesperado na casa dele, com medo de morrer que queria ver a sua filha crescer educa-la. Falou que se caso morresse pediu ao amigo criar a criança e ele falou que “não” com medo de assumir a responsabilidade. O pai foi embora e dali a três dias veio a falecer.
Ficou com peso na consciência, na hora do enterro colocou a mão no túmulo do amigo e disse: “Eu vou tomar conta da sua filha, como fosse minha filha!”. Mas mesmo assim ficou com peso na consciência, porque na China quando entrega uma criança a outra pessoa tem que assumir total responsabilidade senão cai uma maldição em cima dele.
Queria saber se a alma do seu amigo estava sossegado e não tinha como saber. Resolveu então procurar um velho eremita que morava na floresta e quando chegou perguntou: “Quero saber se a alma do meu amigo esta em paz? Porque morreu preocupado com a sua filha. Como posso saber se ele está bem?” e o eremita responde: “Amanhã quando amanhecer, irás às duas Montanhas do Norte e no meio dessas montanhas passeiam as almas daqueles que foram. Você pode encontrar com o seu amigo lá e conversar aquilo que quer saber”.
No dia seguinte pela manhã ele vai até as montanhas e onde vê as almas pesseando e encontrou o seu amigo, chamou-o e diz:
- Meu amigo! Tudo bem com você? Estava com saudades. Arrependi-me, você está em paz? Eu falei no seu caixão que iria tomar conta da sua filha. Você escutou?
- Como podia escutar se eu estava morto! Brincaderinha, escutei sim e estou muito feliz, porque você esta aqui, sempre foste o meu melhor amigo, mesmo depois da morte. Estou muito feliz, aqui não existe dor e nem sofrimento, diz para minha filha quando crescer, que me viu que a amo muito, que moro no seu coração e obrigado por tudo.
E ele foi embora com a consciência leve criou e educou a criança, que cresceu com ensinamento da vida, e era feliz mesmo com ausência do pai.
Quando os dois terminaram a ler a história ambos começaram a chorar e se abraçaram tendo outra concepção da vida, tornando-a mais fácil sem traumas e sentimentos de culpa.
Caio se arruma todo e vai numa festa, mas na verdade era uma vernissage, uma exposição de quadros. Quando chegou lá, viu os quadros, eram todos esquecidos, um monte de tinta de cores diferentes uma em cima da outra e as pessoas dizendo que era uma grande obra de arte.
O garçom estava servindo champanhe, ele pega uma taça e começa beber pela primeira vez. De repende ele escuta uma conversa entre duas pessoas dizendo:
- Sou jornalista, e fiz uma reportagem das pessoas que moram nas ruas, eles chegam a ganhar no mínimo de mil reais por mês e às vezes chega a dois a três mil só esmolando.
- É um absurdo isso! Trabalhamos o mês todo e eles ganham muito mais que isso esmolando, por isso, não dou dinheiro na rua e depois mentem que estão passando fome, ganhando esse salário por mês.
- Eles tem apartamentos, carros, os filhos estudam em escolas particulares, etc... só esmolando.
Caio que estava escutando a conversa começou a ter um excesso de riso, como ele riu da cara do jornalista, que estava falando muita merda, em dizer de quem esta na rua, está bem de vida só esmolando.
Mas ele riu tanto, mas tanto que deu vexame, caiu no chão de tanto rir e ainda mais colocou as duas mãos na barriga, parecendo Papai Noel deitado e falou rindo: “Eu vou ser mendigo para ser rico!” e começou a chorar de tanto ri da cara do jornalista.
O repórter disse: “O que esse ignorante esta rindo?” e responde: “Da merda que você falou!”. O repórter começa a xingá-lo de tudo, joga o champanhe em cima dele, por sua vez Caio deu uns tapa nele para ficar esperto. Foi expulso a festa, mas satisfeito e rindo mais ainda e foi quando conheceu uma garota que foi atrás dele. A garota pergunta:
- Qual o seu nome?
- Caio! E o zeu?
- Carolina!
- Você mora aqui perdo?
- Sim! Moro na...
- Pô! Berto da minha casa.
- Você tem telefone?
- Não! E voce?
- Também não!
- Quer o meu endereço?
- Sim! Famos combinar para sair em algum lugar.
Caio conheceu a Carolina a morena mais bonita do mundo, da qual se apaixonou pela primeira vista. Passou alguns dias, Carolina não apareceu e a tia Catharine chegou perto do seu sobrinho e pergunta:
- Você conheceu alguma Carolina?
- Zim! Ela esteve aqui?
- Esteve, mas eu a botei para correr.
- Mas, bor que?
- Porque ela é morena, você tem que pegar só as louras.
- A senhora e os meus amicos sempre vaziam exigência de mim para arrumar uma namorada e agora faz isso.
- Você pega mulheres, que não são nada.
- Tampém não sou nada, não tenho trapalho e nem estudos.
- Por causa disso mesmo! Você tem que pegar somente mulheres loiras, bonita de corpo, formada e que tenha alguma coisa.
Caio começou a ter certa dificuldades nos seus relacionamentos, por causa da sua tia, ela falava todos os dias e toda as horas na sua cabeça para pegar mulheres só louras e de boa situação. Todas mulheres que o procurava ela botava para correr ou perseguia, neste período ele sofria pressões das pessoas para arrumar namorada, mas não conseguia, porque a sua tia fazia discriminação social, racial e cultural e então começou a ter mais fama de homossexual, confundindo a sua cabeça, fazendo ter vários perturbações psicológicas.
Preocupado em provar que não era gay, ele começou a ter obsessão louca pelas mulheres, onde aconteceu várias tragédias. Já estava com 18 anos de idade.
Caio aparece de novo na casa do Chan e ele diz:
- Você está sumido! Gostei muito da sua história que você escreveu “Montanha do Norte”, a Paime Li nunca ficou tão feliz e eu também, tu fizeste a felicidade de duas pessoas. Você daria para ser escritor e com sua escrita poderia ajudar muitas pessoas. Tu tens a disciplina de um Shao-Lin e fora disso nunca vi alguém ter tanta inteligência como você.
- Estou muido triste.
- Por quê?
- EU NÃO SOU NADA!
- Não fica assim, soube que você esta fazendo musculação.
- Sim! Sou muito magro, por isso quero modular o corpo para ficar com um físico bonito para arrumar uma loira bonita.
- Você sabe que os músculos atrapalham os movimentos físicos, que quando se é magro é melhor. Por que você quer arrumar somente mulheres loiras?
- Por que a minha dia mandou e tampém é uma forma de recompesar a minha feiura.
- O grande problema do mundo atual que se chama “estética” onde as pessoas vão pelas formas e não vê o interior da pessoa e vivem no eterno sofrimento e um se torna prisioneiro do outro. Sai dessa meu filho que você vai sofrer, esse negocio de beleza é uma questão de cultura. Se fores um seguidor do corpo, a sua vida cairá em desgraça.
- Você já rebarou como está as pancas de jornais hoje em dia, parece um buteiro,com mulheres nus e principalmente homens pelados e não respeitam mais as pessoas.
- Isso que está confundindo as cabeças das pessoas, antigamente só as mulheres tirava as roupas e agora é a vez dos homens. Como tudo é novidade está mexendo a estrutura psicológica das pessoas, porque o homem com um corpo musculoso tem um “bumbum” grande e bonito que chama atenção de todo mundo mesmo sendo etero sexual.
Tiveram uma conversa esclarecedora, mas mesmo assim aquelas palavras não foram suficientes para mudar o pensamento do Caio, de arrumar mulheres bonitas e loiras. Ele recebia pressão da família e das pessoas da rua, para ter uma namorada, quando uma pessoa escuta a mesma coisa a toda hora se fixa na mente sofrendo assim “lavagem cerebral”.
Passou certo tempo, Caio vai à academia de musculação onde acostumava a malhar. Quando ele estava levantando peso, reparava nos outros rapazes, que ficava se admirando no espelho, assim que terminava de fazer um exercício.
Teve um rapaz que se olhou tanto no espelho, que ficou excitado pelo seu corpo e dizem que ele foi pego se masturbando olhando no espelho. O que um corpo musculoso faz.
Chegou um rapaz perto dele e pergunta:
- O seu físico é bonito e bem definido!
- Obrigato!
- Você trabalha?
- Não!
- Então você é aquele que não faz nada o dia todo, só fica malhando.
- Ué! Não endendi?
- É a mamãezinha que paga a você? Todos aqui são iguais.
- No tradamento?
- Não! Eu sou doutor formado em direito, pela Federal e muitos aqui tem o nível superior.
- E daí?
- Você é um analfabeto! Não sabe falar direito! Parece que esta com pirú na boca!
- Você me conheci para valar assim comigo, e o meu nível social e cultural?
- Não!
- Então vai tomar no cu!
O rapaz se cala e vai embora. Caio ficou um certo tempo fazendo musculação e nesse período sentia na pele a diferença social.
Fez várias academias de todo o tipo e não pode ficar em nenhuma, por que não trabalhava e as pessoas jogavam isso na cara dele o tempo todo fazendo diferença, pois, ele não era cidadão das 8:00 as 18:00 horas e saia por ter excesso de aborrecimento.
Por que eles cobravam do Caio trabalhar se pagava a mensalidade todos os meses sem atrasos e nunca pediu nada a ninguém. Começou uma nova etapa torturante, que era para trabalhar onde sofreu mal tratos e indiferença.
Um dia pela manhã, aparece na sua casa, Vinícius o amigo do Marcelo, e fala:
- Há quanto tempo, meu amigo!
Marcelo
- Tá lembrado dele Caio?
Caio:
- Zim! O seu amico de infância, que está servindo o quartel!
Vinícius:
- Como está forte de corpo e todo musculoso até o abdome está dividido você não pegou a mania de ficar se admirando no espelho.
Caio:
- Pior que peguei esa mania mermo, mas estou tendando a não me prender com isso. Já reparei que todos os brofesores de musculação não tem um corpu musculoso são raros o que tem, porque será? Acho que eles sapem que isso faz mal fisicamente e psicologicamente, mas não é concientizato.
Marcelo:
- Vamos mudar de conversa! Eu soube que o Caio é o mulherengo daqui da área, que pega todas. Onde esta aquela garota que vinha atrás de você a Lúcia.
Caio:
- Eu não quis nata com ela, não gosto de mulheres ruifas e sim loiras e ainda mais era míope.
- E a Márcia?
- Tinha bernas finas e era loura bura, gosto de mulheres iteligentes.
- Mas você pegou a Tatiana!?
- Tinha uma taduagem no praço, apesar que ela era loira, a única coisa que estragafa nela era isso.
Vinícius:
- Você está escolhendo muito, vai acabar sozinho, foi isso que a musculação fez com a sua cabeça, toma cuidado senão vai virar viado.
E a palavra do Vinícius estava correta, Caio começou a reparar, que não estava ficando com ninguém e aos poucos começa a mudar o seu pensamento, mas, havia outro problema havia mulheres que tinha o mesmo pensamento de “Complexo de Vênus”.
No alto da rua morava um homem esquisito e todos tinham medo dele, diziam que ele era ex-presidiário, que matou várias pessoas por que tinha pacto com o diabo.
Era comentado na rua nas escondidas dele é claro, que ele quando bebia os seus olhos e a sua pele ficavam vermelhos e a sua sobrancelha formavam chifres e ninguém chegava perto dele.
Certa vez o Caio quis conhecê-lo, principalmente o diabo, por isso chamou aquele homem para beber , pois era conhecido como “Jararaca”.
Quando os dois começaram a beber, Caio começou a reparar a transformação do Jararaca, o demônio estava ali mesmo. O Caio pergunta:
- Com quem está valando?
- Com o Satanás!
- Ele tá ai?
- Sim!
- Poso farar com ele?
- O que você quer com ele?
- Quero saber, borque ele me icomoda todos os dias e a noite atrafes dos sonhos.
- Não é ele que esta fazendo isso é a sua mente.
E foi quando lembrou, quando o diabo disse, que era o interior do homem, pois tinha aquela forma, porque foi criado pela mente humana e as influências culturais através do tempo atuam na genética, atuando na memória e o povo toma como verdade.
Caio:
- Você matou muita gete? Como?
- É uma coisa que nunca falei o número de pessoas que matei, mas, foram muitos, alguns arranquei a cabeça, outros esquartejei e bebi o seu sangue e comi a sua carne, alguns eu castrei como castigo, etc...
- Bor que você fez tuto isso?
- Engraçato você falou que praticou canipalismo e fazia isso de raiva e ódio. Os índios tampem faz isso, apezar de que esta tecniga serve para colocar teror no inimigo, para ficar com meto de você!
- Você nunca pensou matar alguém?
- Para dizer a verdade sim! Só Deus sabe o que fiz para não me tornar um predador, pois, a própria sociedade forma e depois parecem na televisão reclamando da violência. Na sociedate você é repeitato por aquilo que tem, não por aquiro que você é.
Essa parte da conversa foi muito importante ao Caio, porque a sua história foi exatamente igual do Jararaca. Ambos tinham os mesmo pensamentos, opinião e o mesmo modo de pensar a única diferença que um era assassino e o outro não.
Jararaca ficou admirado com Caio, que passou por diversas dificuldades na vida como ele passou e nunca matou ninguém, apesar que era um matador incubado, por causa das mediocridades das pessoas que se julgam de vítimas e não reparam o modo que trata o seu semelhante, não existe coisa pior no mundo que é a miséria, rejeição e maus trados.
Marcelo estava envolvido nas drogas e na sua casa sempre batia a polícia e os vagabundos procurando-o, eles já tinham a má fama por causa do Jorjão, que fazia tráfico na casa da tia Catharine. Caio começou reagir violentamente as provocações que eram feitas da sua família acabou causando terror nas cabeças das pessoas, tinha a fama de um homem muito violento, mas as pessoas não diziam o que falava e fazia com ele.
Deve dificuldades de arrumar emprego por causa da má fama da sua família e problemas de fala. Alguns lugares não conseguiu arrumar emprego porque não tinha o nível de escolaridade o suficiente, arrumou um emprego no jornal e não pode ficar porque era discriminado por causa do Marcelo, a sua tia que era bêbada e cancerosa, a sua prima que morreu de AIDS e o Jorjão que era bandido. Que ele poderia estar com H.I.V, porque era indígena, pois na visão do homem branco, o índio vive nas orgias.
Já tentaram matar o Caio várias vezes e nunca conseguiram, porque ele era muito esperto, parecia uma raposa, que saiu de várias emboscadas, com o seu jeito de uma pessoa boba, mas com enorme poder de observação, ele ganhou várias batalhas e nenhum inimigo conseguiu destruí-lo devido as suas habilidades e as instruções que teve com vários mestres extraordinários. Algumas pessoas diziam que ele era sobrenatural e o seu modo de ser ficou fixo nas mentes das pessoas. Mas a única coisa que quase destruiu foram as paixões, mas no final acabou derrotando também, mas essa é uma outra história.
Vinícius aparece procurando Marcelo, mas ele não estava e fala ao Caio:
- Veio aqui para chamar o Marcelo a uma festa.
- Ele não tá! Saiu!
- Você quer ir numa festa comigo?
- Zim!
E ambos foram numa festa e no meio do Caminho Vinícius indaga:
- Hoje acabei me aborrecendo em casa e mandei a minha mãe comer tomate cru.
- O que? Você tem coragem de mantar a sua mãe tomar no gu? Foi ela que de colocou no munto e sentiu as dores do parto.
- Todas as mulheres se julgam vítimas dos homens, em todas as épocas elas sempre foram interesseiras, por isso, sempre foram discriminadas. Elas se aproveitam dos fatores sociais, e a primeira coisa que faz é arrumar filhos para segurar o casamento ou para tirar pensão dos homens.
- Mas iso é nomal!
- Nada disso! Por causa do fracasso no casamento elas descontam todos seus ódios do marido sobre os seus filhos. A minha mãe me inferniza devido o que ela passou com o meu pai, mas ela esquece que isso foi o fruto dos seus atos e teve o que merecia. E isso continua infinitamente na sociedade.
E os dois chegaram à festa, que estava muito boa, Caio vê no telão que passava um vídeo sobre os melhores dançarinos do mundo e ele viajou na imaginação se poderia algum dia ser igual aqueles dançarinos.
Uma garota ficou o tempo todo olhando para o Caio e ela então chamou-o para dançar e diz “Eu não zei dançar” e ela responde “Não faz mal! Dança assim mesmo comigo!”.
Os dois quando terminaram dançar ficaram conversando e ela fala o seu nome que era “Ana” e ambos foram apresentados. Ela pergunta:
- Você trabalha em quê?
- Nada!
- Então não faz nada? Está na faculdade?
- Não! Etou parado!
- Você mora com quem?
- Com o meu plimo e a minha dia!
- Ela te dá dinheiro para sair?
- As veze!
- É muito?
- O suficiende! Vamu dar uma volta?
- Você está de carro?
- Não!
- Como você tem coragem de chamar uma mulher para sair se não tem carro?
- E como você tem colagem de ficar se oferecento por um homem que não conheci.
Ela sai de perto dele com raiva e foi quando chegou Vinícius perguntando o que havia entre eles, e contou à história que houve e ele fala:
- Hoje em dia as mulheres estão se queimando muito, elas só chegam ao homem por algum interesse, por isso, tem que mentir se quiser pegar alguém. Elas chegam perguntando em que você trabalha, quanto ganha, se mora sozinho, se tem carro, etc. Por isso, muitos caras de dinheiro abusam delas humilhando-as e o mais triste de tudo se julgam espertas e no final ficam com os filhos nos braços ou viram lésbicas por se decepcionar com o homem esquecendo que foi ela mesmo que provocou isso.
- Está certo! Elas recramam que os homem viraram gays, mas isso, aconteceu por causa delas que ficam fazedo exigencias por um homem belo, rico, com casa própria, etc., pronto para se casar. Oje em dia a mulher conhece um home e em menos de dois meses quer se cazar com ele, para depois se separarem entranto num novo convlito, que o pai quer ver os filhos e elas não deixam e vão na xustiça para querer pesão.
- Correto! Muitos usam casamento para fugir de problemas com a família, medo da solidão ou para dar satisfação à sociedade, que quando chega a certa idade as pessoas começam a fazer cobrança se vai se casar ou não entrando assim num universo vicioso entrando em caos.
Caio deve problemas de relacionamento com sexo oposto, porque não trabalhava, era discriminado nos lugares. Ele não conseguia arrumar emprego por causa do problema de fala e quando era entrevistado escutava a mesma resposta “você não sabe falar, como quer trabalhar”. Quando conversava com as meninas ouvia sempre a mesma pergunta, “Você trabalha em quê?”. Parecia mulheres para ficar com ele era somente na intenção de encostar-se nele, querendo que assumisse os filhos delas ou dava um prazo até conseguir arrumar um emprego, para dar conforto para elas e pior de tudo as pessoas diziam que o Caio era homossexual, porque, não ficava com ninguém.
Então ele declama: “Metiram! Me dizeram se fosse uma pessoa bacana, que totas iriam me amar, mas vi que iso é uma grante mendira, elas só dão valor somete aos homem que tem dinheiro, falam num pricipe encantado, mas não sabe o que é nobreza!”.
No dia seguinte pela manhã, Caio conversa com o porteiro do edifício onde morava, o seu Severo a ao lado dele estava Raul outro morador.
Caio fala:
- Onte a mulher não quis nata comigo, perguntou se tinha caro e falei que não e ela acabou me dispesando.
Raul:
- O que você queria? A mulher não gosta de homem vagabundo e elas estão certas em te dispensar, não tem nada.
Severo:
- Elas estão certas! Eu falo para as minhas filhas a não pegarem homens que não tenham nada. A minha filha mais nova namora um engenheiro eletrônico e a mais velha com um médico, elas estão certas é uma questão de sobrevivência.
Depois disso, num certo tempo a filha dele a mais nova aparece grávida e o “engenheiro eletrônico” não assumiu a paternidade. Sua filha mais velha foi estrupada por seis homens ricos, que eram amigos do médico da qual ele mesmo participou e seu Severo entra em desespero e acaba cometendo suicídio.
- As coisas estão acontecedo e niguém repara niso, até quando as pessoa vão ter essa mentalidate dando o falso valor para quele que tem dinheiro e quantas violênça e suicídio serão necessárias- pensou o Caio.
Certa vez Caio escuta a conversa de duas mulheres:
- Gosto muito do Nando, ele é muito engraçado. Gosto muito dele, que pena seja duro.
- Você tem coragem de namorar office-boy, só pego cara do dinheiro fora disso eu dispenso!
- Esta certa de não pegar esses caras, que trabalham de entregador de pizza, faxineiro, vigia, etc., também a minha mãe não iria autorizar, para que querer um pé rapado.
E assim que pensa as mulheres hoje em dia.
Caio sentia uma solidão enorme para arrumar uma namorada e parece que a solidão pegou-o de tal jeito que entrou em depressão e angustia. Não podia ver casal de namorados na rua, porque sentia uma enorme tristeza por dentro. Uma vez ele sentou no banco da praça e vê um casal de namorados se beijando e dá nele um excesso de choro, tocavam nas rádios pagodes e músicas românticas, que ficava preso a isso e acabou tornando aquilo que todos o chamavam “vagabundo”, tudo isso por causa das paixões.
Uma das coisas mais impressionante, que viu na vida, o famoso Jararaca, o destemido matador, onde já encarou e trocou tiros sozinho com um batalhão de polícia, bêbado na rua chorando por causa de uma mulher.
Tentou até suicídio, quebrou uma garrafa de cerveja e começou a se cortar todo e enfiou o gargalho da garrafa quebrada na barriga e quase morreu, até os homens mais fortes as paixões derrubam.
Caio vai à casa do Chan, muito triste e conta o seu problema – mestre palece que virei uma esbécie de vegetal, não tenho vontadi de fazer as coisas – diz com uma voz de choro. – você quer ficar alguns dias comigo?- perguntou Chan.
Ficava lá trabalhando, capinando, varrendo ou fazendo limpeza dentro do templo onde ficava a imagem do Sidharta Gautama, que atingiu o estado de Budha. Até que um dia Caio vê o Chan comer uma coxa de galinha e pergunta:
- O sinhor come carni?
- As vezes!
- Para ser pudista, não tem que cumer carne.
- Não é uma disciplina obrigatória!
- Mas mongis não comem carni?
- No oriente quando um monge sai para esmolar comida, o que as pessoas vão colocando na sua tigela eles comem, mesmo tento carne.
- Antigamende eu era discliminado pelas pessoa, porque não comia carne. Hoje em dia sou discriminados pelos vegetariano.
- O mal do vegetarianismo causa fanatismo nas pessoas. As maiorias dos vegetarianos são fanáticos, que acabam com paranóia de comida e com o tempo começará inventar várias coisas.
- O Budha comia carne.
- Ele foi numa festa, um asceta colocou um pedaço de carne no prato dele para ver qual seria a sua reação.
- O que acoteceu?
- Ele comeu a carne! Os ascetas questionaram como poderia ser um iluminado se comia carne. Sidharta fala para eles, que mais faz mal não é o que entra e sim o que sai da boca. O que ele adiantava ser um vegetariano se era um estúpido e arrogante para falar com os outros. Tem lugares do mundo que tem problemas de vegetação, por isso, tem que viver de alimento de animal como o caso dos esquimós e até mesmo no nordeste do Brasil.
- Então comer ou não carni depente da consciêcia de cada um. A pesoa tem que sentir isso e não se julgar mais efoluídas que as outras, porque não comi carne. No noso país não tem necessidate de matar um animal para comer. Os animal são mortos estupitamente e nós colaporamos para isso, se cada pessoa visitase um matadouro aposdo que muitos iriam parar de comer carne.
De tarde Caio estava treinando bastão ao lado do seu mestre que estava dando instruções e ele pergunta ao Chan como nasceu as armas e diz:
- A arma no principio não foi criado para matar pessoas, e sim para facilitar a vida do homem na caça deste o tempo da pré-história.
- Então pode observar que a feramenta, que ele criou poderia matar um animais com mais facilitade?
- Sim! Sabe quanto um homem começou a matar o outro?
- Foi por cauza de comida!
- Exatamente! Quando chegava outro homem mais forte para roubar a comida dele, não podia fazer nada, porque o outro era muito mais forte. Então o homem começou a perceber, o instrumento criado por ele, servia para matar um animal muito mais forte que ele, então pensou se poderia usar contra outro homem. E foi ai que o ser humano começou a matar o outro.
- Ou seja, o homem não evolui nada, estamu se matanto exatamente igual na pré-história por causa de fome.
- Certo! Com o tempo as armas foram evoluindo e o homem pegou as terras tornando “propriedade privada” e para mostrar a sua supremacia criou as instituições militares.
- Mas o home é o único animal que mata da plopria espécie!
- Errado! Leões matam leões, joaninhas matam joaninhas, girinos matam girinos, existem muitas razões, o porque uma espécie mata a outra da mesma espécie. Entre os animais existem genocídios, estrupos, guerras, assassinatos. Ou seja, é uma característica de todos os seres vivos.
- Quais são os modivos um animal madar outro da mesma espécie?
- São muitos os motivos, uma delas são, problema de alimentação e o segundo mais principal, o sexo.
- Então a ruína de totos os seres fivos é ocazionado pelo sexu!
Caio um pouco triste sai à noite para distrair a cabeça, quando ele volta de uma festa, passa em frente de uma casa onde escuta pessoas batendo palmas. Olhou pela janela e viu todo mundo de branco e pensou que fosse uma roda de capoeira. Então resolveu entrar na casa, e viu logo na porta uma vela vermelho e preto e pensou; “O que, que é iso?” e quando pôde ver não era uma roda de capoeira.
No meio do salão tinha um negro, vestido de vermelho e preto com chifres dizendo que era o “capeta”. Caio pensou: “Pô! Econtrei com o diapo!” e tentou ir embora, mas foi segurado pelos seus filhos.
No canto superior do salão haviam homens públicos, pedindo ajuda para ganhar as eleições. O grande Exú fala ao candidato para governador:
- O que você deseja?
- Quero ganhar as eleições e também quero que você prejudica os meus rivais!
- Sabe que você tem que cumprir um trado. Você com certeza vai ganhar essas eleições, mas em troca tem que fazer o povo sofrer, com a fome, miséria, corrupção e violência, que é isso que o diabo gosta.
O grande Exú começa a fazer um trabalho de magia para o candidato ganhar as eleições, em troca tem que fazer o povo sofrer. O Exú pega uma galho de goiabeira e começa a bater na sua filha e ela dizia: “Sim meu pai! Sim meu pai!” e foi quando Caio se revolta e resolve encará-lo, impedindo o espancamento daquela moça.
O Exú pergunta:
- Quem é você, para me interromper?
- Sou Caio! E você?
- Sou o grande poderoso Exú!
- Então é você que ajuta a esses coruptos a serem eleitos e com isso paga as suas dividas contigo em troca do sofrimendo do povo.
- Quem é você? És o dono da verdade?
- Essa religião não era mais para ezistir, só faz o sofrimendo do povo, ajutando esses malditos a serem eleitu.
Caio fica com raiva e joga um vaso em cima do candidato, xingando-o de tudo, com uma revolta enorme o que eles fazem para ser eleitos. O Exú ficou puto com ele e fala:
- Ajoelha-se ao Zé Pilintra!
- O quê? Quem é ese tau de Zé Pilantra?
- Sua merda, você nem sabe falar. Não é pilantra e sim pilintra seu burro.
O grande Exú fica com raiva dele e resolve dar uma tapa na sua cara, foi um grande erro que aquele capeta cometeu na sua vida, não sobrou nada do diabo, que ficou estendido no chão com excesso de porrada.
Caio diz a ele: "Você não é o diapo! Eu já conheci pesoalmente e conveso com ele todas as noites e já tive intruções com ele e até vizitei o inferno, por isso, digo que você é uma farsa, que asusta o povo com essa roupa ridícula para se mander no poder. Você ajuda essas porcarias a serem eleito, por causa disso não te respeitei".
O "grande" Exú ficou humilhado, jurou que iria fazer um trabalho de magia para o rapaz.
Todos no bairro ficaram sabendo desse acontecimento, que o Caio desafiou o grande “Exú” e o Jararaca foi falar com ele. Jararaca falou irritado:
- Você não respeitou o Exú! Você quebrou a imagem do Exú caveira! Você tinha que respeitá-lo e agora a sua vida cairá em desgraças.
- O diabo não existe! Foi criado pelas das pessoas, aquilo que falei que tive uma visão dele e sonho com ele todas as noites e escuto vozes, isso é real mesmo e não ficção.
- Se eu falar que ele existe, duvidarias de mim?
- Diapo, majia, feitisaria, tudo não eziste, tudo criadu pela imaginasão humana. Ou seja, tudu é fruto do inconsciete, nois não evoluimus nada!
- Então você não acredita no inferno?
- O infernu é ese mundo de ter pesoas como vocês!
Jararaca ficou enjuriado com Caio e disse que iria acontecer alguma desgraça com ele.
Na rua era muito comentado, que o Jorjão era muito bom de briga que ele usava “guias” de proteção e nenhum mal acontecia a ele. Diziam que ele batia em cinco, seis ou sete caras de uma vez e falaram para o Caio se fosse brigar com ele, não teria nenhuma chance, nem mesmo a sua luta.
Um dia Caio sai de tarde e volta à noite, quando vê dentro da sua casa, a sua tia caída no chão toda machucada, ele pergunta o que tinha havido e ela responde que foi o Jorjão tinha aparecido, que tinha feito tudo aquilo. Bateu nela e roubou todo o seu dinheiro.
O Caio fala - Onde ele está tia? - e ela não responde e ele sai à procura dele.
No dia seguinte pela manhã, já ouvia comentários e pessoas gritando na rua a briga que houve entre o Caio e o Jorjão. Diziam as pessoas, que a briga foi tão violenta,onde o Caio espancou tanto o Jorjão, e ele parou no hospital em coma, entre a vida e a morte.
Falaram que o Caio tinha se transformado, tinha levantado um carro, e ele se tornou mais ainda o homem mais temido do bairro. As pessoas diziam da violência que ele fez contra o Jorjão, mas esqueceram que o Caio ficou deficiente por causa do atropelamento, que foi atropelado por causa dele. Caio não era mais o retardado como as pessoas falavam, tornou-se um homem respeitável.
Num dia de manhã, Caio se arruma e vai à casa do Lacius para fazer uma visita, no meio do caminho encontra com o Raul e ele diz:
- Soubeste o que aconteceu com o Severo?
- Soupe sim! O mais triste de tudo é que tem pesoas que continuam com esse mermo pensamento.
- E as mulheres?
- Tá maus! Tenho que fazer uma simbatia e tomar banho de ervas para coseguir arguma coisa.
O Raul fala ironizando: “Por isso, que todos falam que você é forte, por que não bebe, não fuma, não cheira, não fode”.
E ele fica quieto e cai embora. Quando ele chegou, Lacius pergunta:
- Você já pensou estudar teatro?
- Não!
- Sabia que o teatro pode ser uma arma contra o governo, usando os atores para representar os seus pensamentos, usando a técnica de iluminação ficaria fixos nas mentes das pessoas e mudaria a opinião pública.
- Então poteria “mudar” os pesamentos das pessoa se fizesse apresentasões em praça pública.
- O que controla os pensamentos das pessoas hoje em dia são os atores com ajuda da mídia.
- O senhor já viu arguma peça que gerava discriminasão?
- Sim! A peça foi tão bem feita, que somente uma pessoa com uma mente mais aberta, percebeu. Na peça continha uma família, que é uma “Benção de Deus”, segundo o pensamento ocidental. Tinha um homem muito rico, que queria ajudar os pobres e por ele ter este pensamento era considerado “ingênuo” que no final da sua vida acabou falido por ter ajudado os pobres.
- Então na peça quelia dizer se um rico ajutar o pobre, acabaria falido por que o sitema funciona assim.
- Correto! Na peça tinha outro homem que era milionário e disse que ficou rico com excesso de trabalho e falava que todos aqueles que trabalham mesmo ficará rico na vida.
- Mas nós sapemos que uma pesoa para enriquecer tanto, foi atlavés do custo da exproração do trabalhador.
Caio se despede do Lacius e vai embora. No meio do caminho, esbarrou com Chan, com uma face muito estranho. Chan começou a xingá-lo de tudo e ele nem sabia, o que estava acontecendo e pergunta:
- Porque o sinhor está falado assim comigo?
- Soube que você está praticando uma técnica, ensinado por um velho, por isso, que ficaste tão bom nas artes-marciais.
- Sei! Mas foi o único jeido, que consegui a me apefeiçoar perfeidamente.
- Você é um filho da puta, aprende falar primeiro, seu animal, primitivo, selvagem...
- Chega! Não vou ouvir desfouros seus!
Caio dá as costas e vai embora, Chan vai atrás dele e começaram uma nova discussão e os dois acabaram lutando na rua, onde ele venceu o seu próprio mestre. Caio se sentiu como tivesse levantado a mão para o seu pai e nem sentiu orgulho de ter ganhado a luta. Chan muito triste, vai embora e pede a ele não procurá-lo mais.
Chateado ele volta à casa e chegando lá tinha três rapazes espancando o Marcelo, que devia dinheiro por causa das drogas.
Defende o seu primo batendo neles, um deles saca uma pistola e mira na cara do Caio e aperta o gatilho. O que aconteceu? A pistola engasgou e o Caio vai em cima dele rapidamente onde desamou-o e enche o bandido de coronhada na cabeça. Um deles pegou uma barra de ferro e dá nas costas dele e cai, onde os três fugiram
Mais tarde na sua casa receberam um telegrama dizendo que o Barbosa tinha falecido, num acidente de moto, passou muito mal por causa da notícia, onde a noite se esbarrou com o Jararaca.
Jararaca jogou na cara dele o desrespeito que ele fez ao Exú e, por isso, estava acontecendo muitas coisas ruins contra ele. Mas Caio não acredita onde voltou a casa para dormir.
De madrugada Caio é envolvido por uma energia desconhecida, onde ele acorda e fica com o corpo todo paralisado. Começou a sufocá-lo tirando o oxigênio e esta energia diz para ele: “Eu sou o diabo, tu duvidas da minha existência, estou provando para você que eu existo!” e ele responde telepaticamente: “Tenho prenamente cosciência que você não existe. Tu foste criato pela mente humana” e responde novamente: “Então vou provar que você está errado!”.
O diabo fez aparecer fogo pelas paredes, derrubar os objetos, sons, etc., mas mesmo assim ele não acredita. Querendo convencê-lo da sua existência fez o corpo dele que estava deitado na cama a se levitar.
E foi quando ficou desconfiado “na dúvida” se o seu pensamento estava correto ou não e foi quando reparou no funcionamento da sua mente. Ele reparou que numa determinada área da sua mente estava vibrando bem forte e onde estava fazendo a levitar.
Caio dia a ele: “Eu sei que não é você que está fazendo isso e sim a minha mente, tu confirmaste a minha opinião, você não existe. É o feiticeiro que está atuando através da telepatia e não do diabo!”.
E o “diabo” sem respostas vai embora sem comoda-lo e quando ele acorda vê tudo arrumado e lembrou do ensinamento que todos os fenômenos são internos e as vezes podem ser externos, mas era a mente do indivíduo que está provocando isso e não espíritos. - A magia é provocado através do fenômeno da telepatia e não com seres sobrenaturais – afirma Caio.
Passando alguns dias, Caio estava conversando com o Marcelo dentro do apartamento e a tia Catharine, estava tomando banho, de repente toca a campanhia e foram ver quem era, o Vinícius.
Vinicius pergunta para Caio:
- Como esta indo a meditação?
- Me Lembru de uma época, que tava fazendo muita metitação e com o tempo comecei a ter pesamentos estranhos.
Marcelo:
- Que tipo de pensamentos?
Caio:
- Eu tava pesando em matar, estlupar, roubar, esquartejar, etc., Só coisa diabólica e pensei que a metitação era coisa do mal.
- Vinicius:
- Pode citar exemplos?
Caio:
- Sim! Uma vez fui pegar o metrô na citade e tinha um homem perdo de mim, e tive vontade de empurar ele na hora que o trem passou e queria matar ele. Outra vez fiquei excitado com uma criança de 5 anos que estava usando biquíni. E mais outras coisas.
Marcelo:
- Porque estava acontecendo isso contigo?
Caio:
- Praticanto sempre a auto-análise, cheguei numa concrusão! Eu simplesmente tava atuando no meu iconscienti, ocasionado por fatores externus. Todos os tias nois vemos nos meios de comunicassão vários tipos de tragédias que acontecem no tia a dia e isso fica fixo na nossa mente, atuando no inconsciente até sem queler colocamos em ação.
Vinícius:
- Todos os dias vemos notícias de um homem estrupou uma menina. Outros mataram pai e mãe e assim sucessivamente. O que você está querendo dizer é que as notícias negativas mudam a estrutura psicológica de cada um fazendo com que fique com medo ou violento dependendo a estrutura de cada um. Ou seja, as noticias ruim mudam as personalidades das pessoas.
Caio:
- Certo! Grasas a deus que iso saiu da minha mente e sei o que penso até mesmo no inconsciente.
Passaram dois meses, a tia Catharine acorda o Caio pela manhã dizendo que Chan matou uma pessoa e ele pergunta: “Foi numa brica? Ele deu um goupe errato e matou sem querer?” e a tia falou que “não”, que o Chan matou com um tiro de revolver.
A tia Catharine sai, o Caio fica sozinho na sua casa e quando escuta alguém bater na porta desesperado e quando abriu era o Chan, que estava todo apavorado.
Caio pergunta:
- É verdate que estão disendo por ai
- Sim!
- Pur que o senhor matou com um tiro?
- Está lembrado da mulher que me apaixonei quando cheguei aqui no Brasil, que sofri por causa dela.
- Sim! Estou lebrado!
- Então foi isso! Ontem à noite fui à praia para refrescar a cabeça e lá estava ela com o seu amante.
- Aquere que o senhor fala que era bandido?
- Correto! Ela me reconheceu e veio em cima de mim e mandei-a embora e o amante dela sabia que eu sabia lutar então ela sacou o revolver.
- Então já entendi! Quanto desarmou ele acabou matando.
- Mais ou menos isso! Quando desarmei-o e não sabia usar o revolver e quis apenas assusta-lo e apertei o gatilho para o chão e a munição acabou ricodiando no chão acertando ao homem matando ele.
- Mas se o senhor falar iso para as autoritades, você pode ser absorvido.
- Soube que este homem é bastante fluente e com certeza vão querer acabar comigo.
- O que o senhor quer que fasa?
- Vai à minha casa e pega alguma coisa e dinheiro, por que vou embora.
Caio se arruma e vai à casa do Chan pegando os objetos solicitados e volta a sua casa onde estava escondido o seu mestre. Quando chegou deu os objetos solicitados conforme ele pediu e nesta mesma hora bate a polícia na porta, os dois se escondem atrás da porta da cozinha, a polícia arromba a porta e quando eles entraram, Caio e o Chan desarmaram-nos e deram vários golpes neles fazendo desmaiar. A rua toda estava cercada, mas mesmo assim os dois conseguem escapar e no final o Chan fala:
- Sempre tive uma grande admiração por você, nunca perca esta coragem. Você é um homem mais destemido, que conheci na minha vida e nunca esquecerei de ti e dos seus pensamentos, que me ensinaram muitas coisas.
- Obrigadu por tudo que fez por mim mestre, o que me tonei agradeçu ao senhor de coração e sempre seremos amigos idependente o que fez, o meu pensamento sempre estará condigo te orientando o que deve fazer e não se culpe pelo o que fez e aprenda supelar isto, lembra-se sempre a história que contei ao senhor “O acorrentado” quando tiver um pesamento agonizante.
Os dois se abraçam emocionados e se separam e foi a última vez, que o Caio viu o seu mestre. Quando se separaram apareceu o carro da polícia, onde Caio se rendeu e acabou na delegacia, mas foi solto mais tarde.
Um dia Caio estava treinando num saco de bater, que ficava pendurado num terreno abandonado onde ele acostumava treinar.
Então ele resolveu dar uma voadora e saltou muito alto cerca de 2,50 de altura e vez de chutar o saco acabou acertando a corrente, onde ele cai no chão gritando desesperado de dor, desta vez nem o controle mental funcionou rompendo o ligamento do joelho direito.
Depois, uma ironia do destino ele cai de uma altura de 3 metros e o seu direito direito bate diretamente no chão, quebrando em vários estilhaços e calcificou criando pontas e quando fazia movimentos ele gritava de dor.
Ficou assim quase um ano e vez vários tratamento com fisioterapia onde melhorou um pouco. Ele acostumava jogar o peso na perna esquerda para não sentir muita dor e passou certo tempo Caio foi fazer o mesmo chute e caiu errado onde afetou também a ligação do joelho esquerdo e ficou praticamente “paralítico” das pernas e ficou sem andar durante dois meses.
Quando andava na rua caia, por que os joelhos não agüentavam com o peso do corpo e nesse período ele foi desafiado diversas vezes por outros e não fazia nada, por que o joelho causava dores insuportáveis, foi onde aprendeu a ter equilíbrio para não brigar mais.
Certa vez andando numa praça à noite, ele foi desafiado por um homem que nunca viu na vida e ele era muito temido devido a sua fama de mau. Caio não quis briga com ele, tentou de tudo para não brigar, mas aquele rapaz estava disposto arrumar confusão. Então aquele desconhecido resolve dar uma tapa na cara dele e tentou dar um pisão no joelho dele, mas o Caio conseguiu desfiar do chute e começa a espancar o cara.
Se aquele chute acertasse o joelho dele, com certeza ele iria cair de dor, por que não agüentava ficar em pé direito. É o desconhecido conseguiu pegá-lo por trás, com uma gravata muito bem feita da qual nem ele mesmo conseguiu escapar.
Ele começou apertar pescoço dele tão forte que parecia que queria matá-lo, onde ficou com falta de ar e as pessoas que estavam assistindo a briga estavam gritando: “mate-o! Mate-o!”, “Matem-no! Matem-no!” e parecia que aquele estranho estava disposto a matá-lo.
Uma hora Caio dá uma cotovelada na barriga dele foi quando conseguiu ficar de frente do seu adversário. Então ele e resolve dar uma mordida na cara do estranho arrancando um pedaço da sua pele. Assim que ele largou-o, Caio dá um soco e um chute na cara dele fazendo desmaiar.
O pessoal que estava torcendo contra ele, ficaram totalmente tristes pela vitória do Caio, parecia uma torcida, que viu o seu time perder no Maracanã. Caio ganhou a luta, mas mesmo tempo perdeu, por que, pôde observar quanto ele era odiado pelas pessoas e ele argumenta - Descupem todos! Nunca quis machucar niguém na minha fida, tudo o que fiz eu tava apenas me defentendo - ele fala isso sem desculpas e justificativas.
Na rua estava rolando boatos que o Marcelo estava jurado de morte, por que estava fazendo muita coisa errada. À noite Caio estava com a sua tia Catharine e ambos se encontravam preocupados, por que Marcelo não chegava e no dia seguinte pela manhã eles receberam a notícia que ele foi assassinato. O motivo foi que o Marcelo quis comprar um revolver de um homem para realizar um assalto. Quando o Marcelo deu dinheiro para ele, o homem não quis entregar o revolver, dando nele vários disparos, matando-o.
A tia Catharine teve um ataque de nervos e se encheu de calmantes. De tarde fizeram o enterro e a sua mãe estava já conformada. Depois do enterro a sua tia fala: “Não soube dar uma boa educação a ele, por isso, o meu filho esta morto. Sempre te tratei mal e agora em diante será o meu filho, pois, é o único parente vivo que tenho, estou doente e preciso de alguém que toma conta de mim”.
Neste período Caio só estava dedicando a tomar conta da sua tia Catharine, que se encontrava doente, por causa, do câncer, por isso, não estava trabalhando, ela tendo consideração dava quase todo o seu dinheiro para ele.
As pessoas na rua falavam que ele era um preguiçoso como todos os índios, que morriam quando trabalhavam e diziam como poderia andar todo arrumado se não trabalhava e diziam que ele era “Mimadinho da titia”.
Certa vez na rua fizeram tanta pressão nele para arrumar um emprego, que ele conseguiu trabalhar numa lanchonete e no segundo dia quando volta para casa, vê a sua tia toda machucada, por que caiu da escada e ele se culpa por não ter ficado lá para ajudá-la.
Saiu da lanchonete e ficava em casa tomando conta da sua tia, pois, tinha muita coisa a fazer, dar remédios, limpar as suas fezes e vômitos de sangue, fazer comida, etc. As pessoas ficaram insensíveis com ele, dizendo que não trabalhava por que, não queria e que tinham muitas pessoas doentes na família que trabalhavam.
Caio queria fazer uma viagem e não podia por causa da sua tia Catharine, ela tendo consideração, arruma uma enfermeira para um fim de semana, onde ele pôde viajar a São Paulo.
Comprou as passagens de ônibus e sentou num banco da frente no lado da janela e entrou um senhor com uma bíblia na mão onde sentou atrás dele. No meio da viagem Caio começa a gritar dizendo: “Aquere que nunca pecou, joga a primeira pedra”, “Ninguém vem ao bai a não ser por mim!”, “Ame o seu prozimo como a vós amei!”, etc.
E começou a dizer todos os parágrafos da bíblia e todo mundo olhando para ele de modo estranho, pois, nem ele sabia, por que estava falando aquilo se nunca tinha lido a bíblia e disse um monte de parágrafos todos certos.
Chegou em São Paulo, como a cidade era grande vários prédios e carros, parecia que estava num outro país.Ele se hospeda num hotel e sai para conhecer a cidade, conheceu vários pontos turísticos e ficou o dia todo na rua e a noite resolve conhecer a noite de São Paulo
Quando chegou numa boate e pode observar como era bonita a casa noturna, o sistema de iluminação, a pista, as pessoas dançando. Soube que os paulistas são muito bons no rock e quando começou a música, Caio chama uma mulher para dançar, até que não dançava mal, apesar que tinha um grande problema que era ritmo.
Ele aprendeu a dançar um pouco com a sua vizinha que era professora de dança, mas ele estava acostumado a fazer movimentos rápidos, por causa, da luta e tinha uma certa dificuldade de dançar lento e a mulher dizia sempre que ele estava fora de ritmo e foi quando começou a tocar rock.
Como o rock os movimentos são rápidos, Caio deu um show e botou todos os paulistas no chinelo e a mulher ficou impressionada com ele. Mas como ele dançava, os seus pés pareciam, que nem tocavam no chão, com o sorriso nos lábios e seu olhar meigo com gestos carinhosos na hora de dançar qualquer mulher ficava apaixonada por ele.
E os homens morriam de inveja dele, por que ele seduzia as mulheres na hora de dançar com o seu jeitinho de tímido. Terminada o baile ele volta ao hotel, no meio do caminho, ele vê dois jovens careca batendo num homem e fala: “O que vocês tão fazento, largue esse rapaz agora”.
Os dois vão em cima dele chamando-o de selvagem, onde Caio derruba os dois em questão de minutos e eles fogem, mas antes disso ficaram em posição de sentido levantaram a mão direita e disseram: “Nada é mais certo que os loucos passos de Hitler. Cada marcha, cada pessoa corroída e infectada por uma influência maléfica será banida da face da Terra.” E eles fogem.
Caio pergunta ao rapaz:
- Quem são aqueres caras?
- Eles são discípulos de Hitler!
- Discípulos de Ritler? Como asim?
- Eles falam da supremancia da raça branca, defensores do nazismo e dizem que vão construir um futuro melhor, eliminando judeus, homossexuais, negros, nordestino e todos aqueles que são marginalizados pela sociedade.
A fama do Caio se espalhou rápido pela cidade, todos souberam que ele bateu nos dois caras e pela manhã no seu quarto de hotel, alguém joga uma pedra na sua janela que continha um bilhete que estava sendo ameaçado
A noite ele se arruma todo e volta para o Rio de Janeiro, na hora que estava saindo do hotel Caio é cercado por 15 rapazes e o líder deles chamado Mark e Dio falaram: “O que vai fazer agora seu valentão selvagem?” e ele responde: “Com 15 rabazes ao meu lado desavio qualquer um, mas queria ver se você falase assim comigo se tivesse sozinho”.
O Mark fica sem respostas e manda o seu bando bater nele e o Caio sai correndo, perdendo a sua mochila de viajem, mas como estava com problemas no ambos joelhos ele sente a rotula do joelho direito estalar, onde cai de dor.
Estava cercado num beco sem saída e o Mark pergunta:
- Porque você é contra nós?
Caio:
- Não conheso você para mim ser contra!
Dio:
- Para você que matou mais foi Hitler ou Moisés?
Caio:
- Não diga besdeira claro que foi o Hitler!
Dio:
- Errado! Os nazistas ficaram 5 anos no poder e o Moisés está mais de 3000 anos no poder, onde os judeus matam e roubam em nome dele. Eles sempre foram perseguidos, desde inícios dos tempos. Eles dominarão a técnica do comércio, onde prejudicam as pessoas através dos juros. Na Roma antiga, não pagavam impostos por isso, eram perseguidos.
Mark:
- Na época de Hitler, os homossexuais dominaram os meios de comunicação, que influenciava crianças e adolescentes. Na época houve uma epidemia de sífilis, e havia crianças, que estavam nascendo deformado por causa das doenças. Hoje em dia no Brasil acontece à mesma coisa, a mídia fazendo apologia a homossexualismo, onde aparecem adolescentes homossexuais ou crianças grávidas.
Caio:
- Então esta queredo dizer que o goveno quer controlar a societade através do sexo?
Mark:
- Ele perseguia os religiosos, porque a religião sempre foi usada para o povo não ir contra os governantes. Os lideres religiosos e junto a burguesia incentivavam as supertições, para não desapertar o povo as intenções revolucionarias.
Caio:
- Ritler matou por causa de motifos raciais, ele queria pesoas loiras de olhos azuis no mundo?
Dio:
- Não existe nenhuma escrita de Hitler que ele disse isso. Os alemães não eram raças puras, eram miscigenados. A raça pura do Hitler fala é questão de mentalidade, para todos terem o mesmo pensamento. O povo misturado é fácil de dominar, como acontece aqui no Brasil, existem pessoas que falam “não sou brasileiro, porque sou descendente de alemão, italiano, africano, etc”, onde existem a separação e as pessoas não se unem para derrubar o governo.
Caio:
- Erado é isso que está valando! Para um país se desevolver, tem que ter interesses políticos e não o sonho de uma minoria.
Mark:
- Os negros se fazem de vítimas dizendo que o branco o escravizou, mas segundo a história, que consta não é bem assim. Que começou com a própria escravidão foram eles mesmos, na África existia escravidão. Eles não especificam que os africanos junto com árabes invadiram a Europa e levaram os europeus para serem escravos no norte da África. Quando houve a Revolução do Haiti, os negros nas Américas quiseram matar todos os brancos para assumir o poder. Tem registro histórico que quando invadiram Europa, eles quiseram matar todos os europeus.
Dio:
- Os negros se fazem de vitimas, e estão tendo apoio do governo. Se você chamar um negro de safado e crime de racismo. Mas se um negro chama-lo de branquelo ou loira burra não é crime.
Caio:
- Concorto com você! Todos oplimidos querem ser opresor. Ou melhor, todo tidos oprimidos são os maiores opresores, porque se colocam como vitimas para prevalecerem a sua vontade. Vivemos numa societade de rótulos, “faça o que manto, aseite o que falo, senão te rotulo”.
- Dio:
- Você que ser um neo – nazista?
Caio:
- Vocês podem tar certo! Para eu, vocês é loucos!
Mark:
Eles foram em cima do Caio, e ele não podia fazer nada por causa do seu joelho, que estava todo estourado e chegou até pensar que era o seu fim. De repente escuta uma voz de alguém gritando: “O que vocês estão fazendo, largue esse rapaz agora” e o Mark responde: “O que você vai fazer contra nós seu paraibinha?”.
Como eles estavam num beco sem saída, pareceu um grupos de travestis, prostitutas, negros, mendigos, etc., parecia de ter mais 100 pessoas para defendê-lo. Um judeu chegou perto do Caio e disse: “Você perdeu alguma coisa?” era a sua mochila que tinha perdido na hora da corrida e pegou as suas coisas e foi embora.
Já no Rio de Janeiro, pode ver em todos os jornais que esse grupo foram espancados e violentados por aqueles que eram marginalizados pela sociedade e deixando um recado: “A violência não é um caminho para um mundo melhor, dependendo dos casos”.
Quando chegou em casa, a sua tia perguntou como tinha sido a viagem e ele mostra o jornal e conta a história que houve da qual que ela mesmo se assustou. Passaram dois meses e o estado de saúde da tia Catharine estava piorando a cada vez mais. Uma vez à noite, tia passa mal e o Caio chama uma ambulância e quando eles chegaram pediram para ver o cartão do plano de saúde e viram que tinha passado a data de validade por dois meses e eles se negam a leva-la.
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A tia fala: “Por favor me levem, depois acerto as contas com vocês!” e eles perguntaram se iria fazer no particular, e ela pergunta o preço, onde responderam uma quantia absurda. E no final eles se negaram a levá-la, que ficou em casa muito mal.
Depois eles reclamam da violência, que os bandidos fazem contra eles, onde esquecem o que faz com os outros. Como pode uma equipe de socorro deixar uma pessoa de lado por não ter dinheiro para pagar, isso se chama “covardia”.
Caio liga desesperado para todos os hospitais públicos e não consegue nada, por que eles não tinham ambulância e emergência. Ele tenta ajuda no corpo de bombeiros e disseram que não podia fazer nada, por que só atendiam pessoas acidentadas na rua. Mas o soldado deu uma boa dica, disse que era para colocar a sua tia no meio da rua e falar que passou mal na calçada, por isso, estava desmaiada.
E foi exatamente isso que ele fez, chamou mais três rapazes, que pegaram a sua tia enrolada num lençol e colocaram-na no meio da rua, onde chamaram a ambulância do corpo de bombeiros, quando eles chegaram o médico pode observar que a paciente não tinha passado mal na rua e sim foi colocada lá, para ser socorrida.
Então o médico se anega a levá-la, Caio implora para salvar a vida da sua tia que estava assim há três meses e não tinha e não tinha conseguido uma ambulância e foi o único método de conseguir socorro. O médico fica com pena dele e acaba levando a sua tia ao hospital, onde acabou falecendo.
Caio dá um excesso de choro, por que era a única parente que tinha vivo, pois, a sua tia foi morta por negligência médica por não ter prestado socorro antes e ele fala para todos os médicos, já vi catazes na rua de pesoas, que foram morto por não ser socorrito pelos médico, por que não tinha dinheiro ou prano de saúde tinha pasado a dada de validade, tem que ter muita coragem e sangui frio de fazerem iso com os seus semelhantes, essa foi a suas palavras para todos os médicos e não reclamam da violência, por que negar um socorro é pior das violemcias.
Depois do enterro, que foi realizado por uma instituição de caridade, ele ainda ouvia dos outros rindo dele dizendo e dizendo - Ei índio! A mordomia acabou - desta vez não teve coragem de fazer nada.
Não tinha onde ficar e tinha que entregar o apartamento no final do mês e ainda faltavam 20 dias. Não pareceu ninguém para ajudá-lo, pior de tudo as pessoas jogavam coisas na cara dele é o tal “dizendo a verdade” fazendo-o perder a auto-estima caindo na depressão.
Como não tinha onde ficar, Caio ficava perambulando pelas ruas e comia somente quando aparecia alguém com bom de coração que dava comida para ele. Foi até quando viu no jornal, que um clube israelense estava precisando de um jardineiro. Ele foi lá, onde conseguiu arrumar um emprego de jardineiro e tratava todos os dias das flores do clube.
Gostaram do serviço dele, ele era considerado por todos, lá havia um estante de tiros e via o pessoal treinar com mais variadas armas, algumas eram grandes ou pequenas, outras eram pretas e prateadas, etc., e lá havia aulas de dança, onde aperfeiçoou despertando uma nova paixão “A arte de dançar”.
Treinava várias horas por dia, após que terminava o seu serviço, diziam que ele sempre trabalhava fazendo passos de dança e começou a despertar as paixões das mulheres por ele. Por causa do seu modo de dançar ficou sendo conhecido como Deus Shiva, o deus da destruição, que dança para comemorar a sua vitória, apesar que algumas religiões é considerado como um semideus.
Diz a lenda que o Shiva se apaixonou por uma mortal que se chamava Sakati .E na época rolou um boato que o Shiva tinha morrido e a sua amada desesperada então cometeu suicídio e ele quando a viu morta entrou em pânico e pego-a nos braços e levou para Deus Bhama e pediu então para ressuscita-la.
Então Bhama não ressuscitou-a em forma de mortal, mas sim em diversas deusas, a deusa do amor, da felicidade, etc. Shiva saiu de viagem esteve fora durante muitos anos e quando voltou quis fazer amor com a sua amada chamada Parvati e os dois quando se encontraram fizeram amor dias após dias e neste período choveu ouro na terra da qual teve riqueza e prosperidade para todos os homens na terra.
Caio contava essa história para todas as mulheres, dizendo assim que terminava a história, falava que era o próprio Shiva. Ele começou ir todas as sextas-feiras à noite para dançar e lá tinham mulheres que dançavam com pessoas só da sua academia e ele pensou, até na hora de dançar existe diferença, igual na vida.
Chamou uma garota para dançar, o seu nome era Valéria, pois, ela não sabia fazer nenhum passo de dança, da qual Caio teve paciência de dançar com ela. Assim que terminou a música, ambos pararam de dançar e ela puxa uma conversa:
- Pô! Obrigado por dançar comigo, gostei muito de dançar contigo.
- Obrigado!
- Você é diferente dos outros homens, a maioria deles só se preocupam em fazer passos e esquece a dama. Mas você não! Tu danças com sentimento, parece que não é você e sim a sua alma se manifestando quando dança com uma dama, sinal que és um verdadeiro cavaleiro.
- Você está exageranto!
- Não seja modesto! Você respeita a dama na hora de dançar e não fica “sarrando” e falando besteira, como são a maioria dos homens.
Valéria dá certa “confiança” ao Caio chegar mais perto dela, mas ele não fez nada. Num outro baile ele encontrou de novo com a Valéria e ambos começaram a dançar e ela pergunta - Você trabalha em quê?- ele fica sem jeito e diz nada
- Então você é o filhinho da mamãe mimado, que não faz nada o dia todo. Mas pelo menos você estuda.
- Não!
- Você estudou até que série?
- Até na 5a série?
- O que? Não trabalha e ainda é analfabeto.
Sem graça ele dá um sorriso e sai perto dela. Assim que eram todas as noites, Caio tinha vergonha de dizer, que era jardineiro e as mulheres diziam vários desaforos para ele. Com o tempo perdeu a vergonha e dizia a verdade no que trabalhava e as mulheres começaram a procurá-lo somente para dançar ou aprender a dançar de graça na custa dele. Ou seja, acabou se tornado um “Objeto de dança”.
Uma vez de madrugada, ele estava voltando de um baile, no clube havia um segurança chamado Geraldo que não deixou entrar, dizendo:
- Por que os seus olhos estão arregalados e vermelhos?
- Eu não zei!
- Você esta doidão! Tu cheiraste?
- Nunca usei iso!
- Então cuspe no chão!
Ele tenta cuspir no chão e não consegue e ficava mordendo os beiços com um comportamento bastante estranho, como tivesse usado drogas. E o segurança levou o caso ao diretor do clube, onde foi chamado atenção, mas o diretor não acreditou que ele usou drogas.
No dia seguinte pela manhã, Caio estava capinando o jardim do clube, vê uma garota andar de patins e ela levou um tombo e ele foi lá para ajudá-la. Ela agradece e pergunta:
- Qual o seu nome?
- Caio!
- Você trabalha aqui?
- Zim! Sou jadineiro do clube.
- Soube que você é um ótimo dançarino!
- Mais ou meno!
- Você que ir ao baile hoje à noite comigo?
- Mas nem jei o seu nome?
- Desculpa-me! O meu nome é Shirley.
- Bonido nome, que combina com seu rosto bonito.
- Então você aceita?
- Zim! Aceito!
Caio aceita o convide, a noite se arruma todo e vai ao baile indo encontrar com a Shirley e quando ele chegou lá, ela apresentou para todo mundo. O mais engraçado de tudo que os convidados não estavam se cumprimentando pelos nomes e sim pela “profissão” , dizendo, eu fulano de tal, sou advogado e formado pela Federal e esta aqui é o meu amigo que é doutor em letras, e o Caio pergunta - Vocês não dem nomes? Só tem profisão?- e eles ficaram calados.
Shirley então chama-o para dançar e os dois dançavam alegremente, eram casal mais animado do baile e ele conta a história do deus Shiva e ela se derrete toda. Mas no final Caio não faz nada, por que não tinha quase experiência com as mulheres.
A sua fama de conquistador era grande, mas era apenas “fama” e não na prática. Ele então começa a dançar com a Shirley, fazendo movimento “eróticos” e os homens todos olhando para ele com cara de raiva. Caio pede licença ,pois, iria ao banheiro e quando volta para dançar de novo, ele estava completamente bêbado.
Ela pergunta:
- Você bebeu?
- Não!
- Tu ficaste comigo o tempo todo e vi que você não bebeu, mas como pode ser possível alguém estar bêbado sem beber.
- Eu não zei!
Por causa da embriaguez do Caio, o pai da Shirley proíbe chegar perto dele, levando-a embora do baile e ele começou a ter fama de bêbado e drogado.
Todos os dias, Caio via o pessoal do tiro treinar, até que conheceu o Jacob, um ex-oficial do exército israelense que gostou muito dele.
Jacob pergunta a ele:
- Você quer aprender atirar.
- Gostaria zim!
- O treino é rígido, vou te ensinar exatamente igual como aprendi no exército. Você aceita?
- Aceido!
E começou então a instrução de tiro e Jacob pergunta:
- O que é isso?
- Bala!
- Então começa a chupar isso! O nome disso é munição!
Caio se recusa a chupar a munição mas leva um tapa na cabeça e um esporro dele e pergunta novamente.
- O que é isso?
- Pente!
- É o seu cu. Aqui não tem nenhum barbeiro seu burro, o nome disso é carregador, passa isso no seu cabelo para ver se penteia.
Caio passa o carregador cheio de óleo no cabelo para ver se penteava e ele pergunta:
- O seu cabelo esta penteado?
- Não!
- Agora você não vai esquecer mais!
- Quando coloco o carregador e puxo para atrás a munição entra na...
- Agura!
- Agulha é o meu piru na sua bunda. Aqui não tem nenhum alfaiate e nem costureira, a munição entra na camera e não na agulha. Como se chama aquele carro que vai à guerra?
- Tanque!
- Tanque é a sua mãe! Aqui não tem nenhuma lavadeira o nome daquilo se chama brindado ou carro de combate.
Jacob começa a dar instruções de armas para Caio falando o nome de cada uma delas, as suas mecânicas, etc. Ele tinha um sitio, onde o treinava com técnicas de combate armado com guerrilha urbano e na selva, artes-maciais, natação, sobrevivência e aprendeu a identificar o céu, para se orientar nas estrelas no caso de se perder a noite, camuflagem, etc. Em pouco tempo ele se tornou um perito de combate.
No clube também conheceu um senhor de origem judaica que se chamava Ramaná, que tinha um grande conhecimento daquilo que as pessoas chamam de “oculto” e o Caio teve instrução com ele também.
Ele tinha um grande “problema”, que adorava fumar cigarros, e as pessoas questionaram como uma pessoa pode ter capacidade mental tão evoluída se fumava.
Começou então uma nova instrução com senhor Ramaná, ele pergunta:
- Soube que você está aprendendo tiro com Jacob?
- Zim! Estou gostanto apesar de que o treino é rígido.
- E o seu joelho não dói?
- Dói zim e muito! Mas no final coloco uma copressa de gelo e estou fazento tratamedo com fisioterapeuta daqui do clube.
- Você sabe que símbolo é esta?
- Não!
- Este é o “Manguém de David” em hebraico, cujo significado é “Escudo de David”. A origem desse símbolo é desconhecida e ninguém sabe onde se originou, ela tem a sua origem uns 4000 mil anos a.C.
- Mas o símboro aprece alguns outros povos?
- Sim! Aparece entre os primeiro sacerdotes egípcios e já era usado pelos cabalistas hindus. Na Índia ele esta relacionado com Vishu, o segundo mais importante da trindade Indiana.
- Então vocês não sabe em que época, o hexagama tomou o nome de “Manguém de David” e pasou a ser usado como símbolo judaico?
- Isso mesmo, até os árabes muçulmanos usavam com o nome de “Selo de Salomão”.
- Já ouvi falar nisso, no folcrore brazileiro, ele é conhecido como “Signo de Salomão”, usado contra fetiço e a lenda de lobisome. Na umbanta também é usado conforme os ritos africanos e hindus.
- Mas hoje em dia o “Manguém David” é um símbolo judaico mundialmente reconhecido e aparece em tudo, nas suas bandeiras, sepulturas, emblemas, jóias, etc
- A cruz não foi uzado somete pelos cristões, tabém foi achado em civilizações da Íntia, Persa, Seria e Egito. Diz que foi a rainha Semíramis, que teve a ideia de uzar como intrumento de ezecução, que era uzado pelos fenícios, cregos e macetônios e os romanus começou a praticar o extermínio atrafés da cruz influenciados pela cultura fenícia. Eziste diferença entre as cruzes de cada pofos?
- Sim! Em latim a “crux decussata” era cruz de Santo André que tinha a forma de “X”; A “crux comissa” ou “tau” cruz de Santo Antônio que tinha forma de “T”; E a “crux imissa”ou a cruz latina em forma da cruz cristão. Algumas pessoas afirmam que o Cristo foi crucificado pela cruz da forma de “T” e outros falam que foi em forma da cruz latina.
- Até quando a cruz foi uzado como intrumento de execução e que dotou como símpolo cristão?
- Até 530 A.C a cruz era usado como instrumento de execução, mas quando chegou à época do Constantino na Idade Média resolveu então usa-lo como símbolo cristão, apesar que ficou oculto durante 3 séculos pela igreja. Quem usa esse símbolo a sua vida será eterno sofrimento, por que a cruz significa morte e sofrimento.
E a conversa durou horas, as explicações das origens dos símbolos, que são desconhecidas, onde os judeus adotaram.
Chegou sexta-feira, Caio se arruma todo e vai ao baile e chagando lá, já se via pessoas e principalmente homens olhando para ele de modo diferente, por que dançava muito bem.
Ele questionou como as pessoas poderiam colocar disputas até na hora da diversão e ter inimizade à toa por saber dançar demais, num lugar que só deveria prevalecer somente a diversão, mas isso não ocorre por causa das disputas das academias.
Caio com seu jeitinho de tímido e com um sorriso nos lábios chama uma dama para dançar e ela se derrete toda pela voz dele e o feitiço dos reflexos dos seus olhos azuis hiponotizando a mulher.
Caio pergunta:
- Qual o seu nome?
- Elizabeth! E o seu?
- Caio! Conhecito como Deus Shiva!
Então ele conta a história do deus Shiva, o deus da destruição que destroi para renovar e ela se empolga com o conto e fala bem alto:
- Então foste tu que destruiu o meu casamento, para renovar com você?
- Mais ou meno isso! Fiz isso para fazer a sua felicidate que você estafa infeliz no seu casamento e viver feliz comigo.
Ela não agüenta, pelo amor de deus, beija-me! Caio beijo-a onde ficou hipnotizada, afinal ela foi beijada por um Deus.
Os dois namoraram cerca de duas semanas, até que um dia a Elizabeth falou para ele:
- Quero falar uma coisa com você?
- O que é?
- Não quero ficar mais contigo!
- Por quê?
- Conheci um homem, que é médico e bem rico e quer ficar comigo.
- Você não gosda mais de mi?
- Gostar eu gosto! Mas você não é nada, que futuro pode me dar.
- Que iso só se conhecemus duas semanas e pensa logo em cazamento. Ainda poso arumar a minha vida.
- Tenho presa e não posso ficar te esperando!
Ela vai embora para ficar com homem rico, que mais tarde engravidou-a deixando com filhos nos braços e a Elizabeth brigando na justiça reivindicando os seus direito de pensão do filho e assim que vivem as mulheres hoje em dia.
Caio ficou triste, por que aquela não foi a sua única vez, ele já perdeu as contas quantas vezes foi substituído por outros homens por não ter dinheiro e sempre ouvia a mesma coisa, você não é nada!, É duro e analfabeto, etc.
O questionamento dele não é o simples fato da substituição mas sim, se as mulheres sabiam como ele era e mesmo assim procuravam-no para que no final fizeram aquilo que fizeram.
Se as mulheres não queria nada com ele, por que era duro, por que então saia com Caio, colocando na sua cabeça uma espécie de ilusão fazendo sofrer. Por causa disso, ele ficou com complexo de inferioridade por sempre ser substituído.
Conheceu Elisa na praia, mas dessa vez foi ele que largou dela, por que ela era do tipo de mulher que falava muita besteira, que gostava pegar homens sem dinheiro para sustentar o seu ego.
Caio sempre reclamava por não ter uma namorada, mas quando ficava com alguém que mexia com o seu estado psicológico ele largava imediatamente.
Ele sempre amou a solidão, apesar que existe duas espécie de solidão a primeira é a pessoa se sente bem consigo mesmo, uma coisa tão gostosa onde não tem como explicar, parece existe duas pessoas dentro de ti e, por isso, nunca se sente só; A segunda é a angustia e depressão.
Caio sentia a primeira solidão, isso acontece quando a pessoa começa a gostar de si mesmo e todas as pessoas deveriam buscar essa consciência e não a segunda. Por que a segunda solidão pode ocorrer mesmo estando ao lado da pessoa amada.
Caio começou sentir a segunda solidão, por causa que as pessoas colocaram na sua cabeça, que ninguém consegue viver só, como as mentes ignorantes não pode compreende-lo começaram a dizer,que ele não gostava de mulher.
Na verdade a falta de mulher que ele sentia, foi posto na sua cabeça, por causa da família e sociedade. Tinha fama de não gostar de mulheres e ele no final sente a segunda solidão.
Vê o drama dele, tinha pessoas que não gostavam dele por ter fama de mulherengo, as mulheres não queriam ficar com ele, por que era um duro e outros diziam, que não gostava de mulher. Apesar de que isso pode aparentar ser uma palhaçada, isso mexeu com a estrutura psicológica dele e levou quase à loucura.
De tarde Caio estava cuidando das flores do jardim e aparece a Shirley e ele diz:
- Soupe que o seu pai não quer você perto de mi, por quê?
- Por que dizem por ai, que você tem várias mulheres, que és um sedutor!
- Se dizer que sou vigem você acredida?
- Todos falam isto!
- Mas é vertade!
- Quantos anos você tem?
- Tenho 20 anos!
- Se você está falando, então acredito
Chegou o pai da Shirley e parecia que estava zangado e ele dá um grito dizendo -o que você quer perto desse rapaz? - e ela vai embora.
Depois que a Shirley foi embora, chegou um sócio do clube perto do Caio e disse:
- Ei, jardineiro! A namoradinha foi embora?
- Ela é minha amiga! Quem é o senho?
- Você não me conhece?
- Sei que o senho é o Daniel!
- Você não me conhece, não sabe quem eu sou?
- Não ententi?
- Como um jardineiro é pé rapado como você pode falar assim com um advogado? Tem que me referir como Dr: Daniel!
- Para mi você não é nata! Asim como todas as pessoa que quer ser tratato como doutor.
- Você fala isto por que é analfabeto, como estudei exijo respeito.
- Vou te tratar conforme que você merece, com despresso!
- O que manda no mundo é o dinheiro e não a filosofia, todos falam num mundo melhor, mas quando chega na hora deixa ser corrompido pelo dinheiro.
- Pelo meno falou uma coisa certa!
- Sempre estou certo! Nenhuma mulher ficara contigo, por que você não é nada. Quando ficar com uma mulher, poderá reparar, que ela vai te largar para ficar com homem de dinheiro.
- Sei diso! Esta acontecendo iso comigo, uma vez um amigo falou, para ficar com uma mulher teria que metir, mas não vale a pena ficar com alguém falanto mentira. O que acontecerá? A verdate aparecera e com isso, ocazionará o flacasso no relacionameto e um será prisioneiro do outro tornando-se grande inimigos, ficarão revoltado, despertando à irá e vivera descontanto a sua revolta nos outros, e assim que vive a sociedade.
- Você é um filosofo?
- É a realidate do tia a dia que esta me mostrandu iso. E os jovens estão com espírito de materialita ocasionado pelas forças do capitalismu, por isso, muitos deles estão perditos nas suas personalidade entrando no vicio das drogas ou corrupção e sei como senhor teminara por causa da sua arogância.
Ele ficou quieto e vai embora, foi quando chegou Jacob, chamando-o para instrução de tiro. Quando os dois chegaram no estante de tiro, tinha um papel com uma figura humana e Jacob dá uma pistola 765 para ele e diz, quero que você atira em cada um dos olhos, garganta, no coração e nas pernas sem errar. Ele pega a pistola e dispara acertando todos os alvos, sem nenhum erro e Jacob pergunta:
- Quanto tempo que você está treinando comigo?
- Quase 2 anos!
- Vamos mais para um treinamento!
Os dois vão à área aberta e um fica longe do outro, Jacob manda-o correr em direção dele em zig e zag com ele disparando com uma pistola com tiro de festim e o objetivo era desarmá-lo, derrubando-o com vários golpes.
E foi lá o Caio, Jacob estava disparando e ele indo em cima dele em zig e zag e no final desamou-o dando vários golpes nele.
O Jacob fala:
- Já esta comigo quase dois anos e o tempo passa muito depressa e te ensinei tudo que sabia sobre armas, técnicas de combate e sobrevivência mostrei todos os meus arsenais. Você é um perito, sabe atirar muito bem com fuzil, metralhadora, escopetas, etc...
- Aprenti tudo iso, mas não servira para nada!
- De repente no futuro pode ser útil.
- Umas das coisa das quais fiquei mais ipressionado com as instrusões de tiro, foi a parte da demontagens da arma e pude observar, que não é nenhuma obra de egenharia e tão simples e se torna difícil de acreditar, que uma coiza desas pode matar.
Depois que terminou a conversa, já era noite, Caio se arruma para ir ao baile da qual foi convidado. E lá conheceu uma mulher chamada Julia e os dois tiveram um caso de amor durante certo tempo. Os dois pareciam um casal perfeitos e apaixonados até que...
Um dia à noite após de saírem de um concerto a Julia fala ao Caio: “Amanhã vou viajar ao Espírito Santo!”, e ele olha de cara triste para a Julia e pergunta:
- Você não vai me tair, não é!
- Como você pode pensar nisso?
- Peço descupas! Mas vejo iso nos teus olhos.
- Você esta se enganando!
- Quanto tepo que você vai ficar fora?
- Só o fim de semana!
Julia viaja ao Espírito Santo, quando voltou encontrou com Caio, mas estava diferente e ele pergunta:
- Não vai me peijar, por quê?
- Não estou afim!
- Tu tifeste com outro homem, não é iso!
- O que você está pensando de mim?
- O que você é! Você eteve com um home no sábado à noite e passaste à noite toda com ele, por que era um epresário, não é isso.
Ela gagueja e pergunta onde aprendeu a ler pensamentos, como sabia todos os detalhes e o Caio pergunta o motivo da traição e responde:
- Então sabes o motivo?
- Zei! Mas quelo ouvir da sua boca!
- Não quero falar!
- É porque não tenho dinheiro? Não gosda de mim?
- Gostar eu gosto, mas você não é nada, que futuro tenho com você, eu tentei a sorte com ele, mas não consegui. Você ainda não aprendeu, que é o dinheiro que manda em tudo.
- É esse pesamento das mulheres oje em dia e vê o que aconteceu cotigo, ele te usou e mandou empora. Você é uma piranha intereseira.
- Não fala assim comigo!
- Estou te tratanto conforme que você merece.
Julia foi embora e com o tempo pede para voltar e o Caio se recusa, mesmo estando apaixonado por ela. O mais engraçado de tudo, apesar que foi “corno telepático”, os chifres não deixaram nenhuma trauma nele.
Uma vez voltando de um baile, ele parou numa lanchonete para comer alguma coisa, comprou um salgado e refrigerantes, pagou e sentou numa mesa. Quando estava lanchando de repente começou a rir do nada. Começou a rir mais alto, até dar altas gargalhadas e o pessoal em volta dele dizendo, esse cara é louco.
Caio cai no chão de tanto rir, até passar mal e quando parou deram água para ele beber e perguntaram-no, porque estava rindo à toa e dizia que não sabia o motivo, apenas deu vontade de rir. Quando ele levanta e vai embora toma um maior susto, na frente da lanchonete havia um palhaço e descobriu o “mistério”.
Pela manhã ele vai à casa da Shirley, chegando lá ele fala:
- Descobri o segreto?
- O que você quer aqui, se o meu pai acordar, ele vai te expulsar.
- Mas descopri!
- Descobriste o quê?
- Consigo capitar energias das pesoas!
- O quê? Como assim?
- Tá lembrato que quando viajei à São Paulo e no ônipus comecei a falar do Jesus do nada! O pasageiro trás de mim, estava com uma bíblia.
- Mas isso não significa nada!
- Você se engana! E quanto o segurança me proibiu entrar no crube, porque estava com os olhos vemelhos e aregalados e pesaram, que estava usando drogas. E naquela fesda que fiquei bêbado sem beber!
- Mas... que...
- Isso tudo não é coicidência e nem imaginasão minha, porque hoje de madlugada estive numa lachonete e comecei a dar gargalhadas bem alto até passar mal e quanto vi tinha uma palhaço no outro lado da rua. Não é ficção minha, cosigo ler pensamentos e capitar energias das pesoas, objetos e dos animal.
- Para com isso! Estas coisas não existem!
- Pode ser, mas vou cerdificar disso!
Depois dessa revelação Caio mudou de ambiente e começou a freqüentar a centros culturais, filosóficos, científicos, religiosas, bibliotecas, etc., só pegando energias liberados pelos objetos e pessoas. Começou o tratamento com fonoaudióloga, e aos poucos começou a falar corretamente, até com concordância gramatical.
Enfim desenvolveu a “telepatia maior”,com o tempo sabia de “tudo” sem estudar nada, parecia que tinha uma espécie de “internet mental”, ocasionado pela concentração. Desenvolveu a leitura dinâmica e memória fotográfica, ele lia e via uma vez, já era o suficiente para aprender. Freqüentava cemitérios e lá colocava as mãos nos túmulos e “roubava” a memória do morto. Ele aprendia pelo simples fato de estar perto de uma pessoa que sabia muito. Começou a ter uma inteligência sobrenatural, mas ele pagou um grande preço para isso: A inveja.
Começou a ser muito invejado e com isso, causou perseguições, irritações e tinha pessoas dedicadas a combatê-lo, mas se deram mal, porque ele provou tudo e sempre foi sincero em relação com outras pessoas, foi ai que teve mais inimigos, por causa da sua honestidade.
Ele nunca gostou de competir e isso ocasionou raiva nos outros, por que hoje em dia tem muita competição em tudo, no trabalho, no amor, negócios, etc., e as pessoas estão vendo o seu próximo como inimigo que se deve destruir. Foi mais ou menos o que aconteceu com ele. Começaremos então uma nova etapa.
Um dia de tarde no clube, apareceu uma mulher chamada Esther, que era sócia do clube, uma madame que gostava de humilhar os outros.
Esther pediu um favor ao Caio, e ele foi ajudar no final ela fala:
- Quanto tempo que você está aqui?
- Quase dois anos e meio!
- Você estuda?
- Não!
- Também é primata, não teve ter raciocínio para aprender e morrera como jardineiro.
Caio sabendo da sua habilidade de captar as energias e saber de tudo, então resolveu estudar, por eliminação de matérias. Em 6 meses conseguiu eliminar todas as matérias e as pessoas ficaram espantado como ele conseguiu isso.
Em menos de 1 mês, aprendeu 2 mil palavras em inglês, 500 ideogramas de chinês e algumas palavras em latim. Ainda outros idiomas com o passar do tempo. Começou a despertar paixão pela literatura e poesia, diziam algumas pessoas que quando ele recitava os poemas comovia o público. Tinhas grandes talentos pelas artes, principalmente na arte de amar.
Apesar de tudo isso teve um grande problema, que era por não ter dinheiro para nada. Pedia bolsa de estudos ou liberação da taxa de matricula e não conseguia nada, por que tinha uma inteligência que derrubava qualquer candidato.
Certa vez Caio foi num curso e pediu uma bolsa de estudos e o diretor tinha falado que não tinha nenhuma capacidade, porque fez por eliminação de matérias. E ele disse, faça a pergunta que quiser de qualquer matéria, se responder tudo darás a bolsa.
O diretor feio com uma lista de mais de 100 perguntas e ele respondeu tudo na hora sem pular, conseguiu a bolsa, mas não pode estudar, porque era perseguido. Então ele desiste do seu sonho de cursar uma faculdade. Apesar de tudo isso ele pode analisar através dele mesmo, como as pessoas que tem “instrução”, como falam besteira e não sabem de nada e ainda se julga superior a um analfabeto.
Um dia Caio estava varrendo o jardim e foi quando chegou Daniel e disse:
- E ai, intelectual!
- Pois, não?
- Sabe qual a diferença de você antes e de agora?
- O quê?
- Que agora você é um faxineiro com instrução e antes não. Pensaste que se daria bem praticando macumba para saber das coisas?
- Daniel! Você se julga superior aos outros, mas esquece que não possui nenhuma moral e princípios para se julgar “exemplo de sucesso”.
- O que você esta querendo dizer?
- Tu eras muito pobre na sua infância e não tinha dinheiro para nada e precisaste deste 14 anos de idade, ser amante de um embaixador que te fazia de mulher onde conseguiu pagar o seu estudo e agora quer humilhar os outros, esquecendo do seu passado podre.
Ele começa a gaguejar e passa mal, como Caio conseguiu saber do passado dele, foi quando chegou Esther e ela disse:
- Primata! Pega as minhas coisas!
- Eu não vou pegar nada!
- Então vou falar ao diretor que você não quer fazer nada.
- O que a senhora é?
- Produtora artística!
- Sei disso! A senhora para chegar aonde chegou precisaste passar de mão em mão e foste humilhada por todos. A sua história é triste de puta dentro da produção artística, por isso, chegaste aonde chegou, com método sujo.
- Como você sabe disso?
- Leio pensamentos!
Com uma cara de choro ela diz:
- Fiz isso por causa da sobrevivência!
- Sei disso! Também estou sobrevivendo e não faço o que a senhora faz, se me entregar ao diretor, eu falo para todo mundo.
Ela fica quieta e vai embora. Caio ficou uma espécie de revolta das pessoas que gostavam de humilhar os outros que se julgam “exemplo de sucesso”, mas esquecendo os métodos que usaram. Ele então revoltado começa a ler pensamentos dos outros e jogava na cara deles, querendo provar que eles eram uma merda. Não estou querendo ser pseudo-moralista, sei que a moral não existe em questão de sobrevivência, mas pelo menos parem de fingir que tem moral, disse Caio.
Caio foi se encontrara com Ramaná e lá ambos tiveram uma conversa.
Ramaná disse:
- Você não tem o direito de ser o dono da verdade, tens habilidade de ler pensamentos , por isso, não pode ficar julgando os outros.
- Quem me ensinou a telepatia foi um antropólogo chamado Massena na minha tribo e certa vez ele falou para mim: “Você penetrara nas mentes das pessoas e verás como são hipócritas, que tentam tirar aproveito de você e sofrerá muitas decepções, mas isso é só o começo, com o tempo se acostuma e não se iludirá com as pessoas, mesmo sendo parentes, amigos ou a mulher amada”. E o mais engraçado aconteceu a mesma coisa comigo.
- Está certo! Falam muito da sus inteligência.
- O que aconteceu comigo?
- Isto que você faz se chama psicometricidade ( medidas das almas ) .
- O que é isso?
- É justamente isto que você faz. Mas tu esta num estágio muito avançado e poucas pessoas conseguem chegar a este nível. Soube que você não esta mais ajudando os pobres, por quê?
- Estou querendo dar um tempo, por que eu sofro junto com eles numa coisa que não foi criado por mim. Outro dia neguei comida ao mendigo e a noite não consegui dormir, mas isso faz parte do aprendizado, ajudar o seu semelhante sem se envolver emocionalmente.
- Então esta querendo dizer às pessoas que ajudam os outros, sofrem porque deixam se envolver emocionalmente , com isso, sentem angustia e depressão.
- Exatamente isto! O excesso de sensibilidade pode ocasionar doença psicológica ou física de uma pessoa, por isso, devemos ter um estado de observação de não sofrer com sofrimento alheios. Devemos ajudar os outros sem se deixar envolver emocionalmente, para que possa manter sempre a razão!
Passaram dois dias e Jacob pede ajuda do Caio para ajudar num churrasco, que se realizaria no domingo à noite no clube. Os dois saíram, compraram carne, bebidas, gelos, etc. Domingo de tarde, os dois começaram a instalar o som e já havia convidados chegando. Caio estava preparando a carne e colocando no espeto na brasa e foi quando chegou uma moça e pergunta:
- A carne esta boa?
- Esta fresquinha!
- Não é carne humana, né?
- Por que você esta falando isso?
- Sei lá! Você é indígena
Ele fica quieto e vai servir bebida a um senhor e ele pergunta:
- Você não é o jardineiro?
- Sim! Sou!
- O que você esta fazendo no meio de nós?
- Estou ajudando!
- Eu não vou aceitar bebida de gentinha como você!
Naquele dia na festa, Caio não sabia, porque as pessoas estavam humilhando-o revoltado ele se retira da festa e vai até no vestiário e arromba o armário do Jacob e pega uma pistola. Mas na hora chegou Jacob e pergunta:
- O que você esta fazendo?
- Eu vou matar todo mundo!
- Você esta maluco cara? Comeu merda?
- Não! Estou cansado de ser humilhado e insultado por todo mundo. Estou cansado de ser chamado de canibal, primata, selvagem, preguiçoso, inútil, etc.
- Eu sei que você é capaz de fazer. Tu já me encaraste e já até me agrediu e não duvido, que és capaz de atirar em mim.
- Você acertou! Se você não sair da minha frente o primeiro a morrer será tu mesmo!
Na hora refletiu, que iria perder a liberdade e o peso na consciência, por causa de pessoas insignificantes. Então Caio larga a arma e pede desculpa para o Jacob.
O Jacob fala, sei o que as pessoas falam para você e sempre ficaste calado e hoje à noite iria cometer vários assassinatos.
Naquele dia à noite, se o Jacob não tivesse impedido o Caio, ele iria matar várias pessoas. É por isso, uma pessoa que é boa de coração sai matando todo mundo, tudo por causa das palavras empregadas erroneamente.
Caio chateado, entra na sala do vídeo e liga a televisão e vê no noticiário da noite, um homem na cidade do interior de Minas Gerais, que matou várias pessoas com um revólver, porque foi difamado de ser homossexual, que era rejeitado por todos e acabou sendo preso pela polícia e as pessoas pelas redondezas diziam que ele era louco.
Caio questionou, ele não é louco, posso comprendê-lo completamente, porque passei a mesma situação, pois, a discriminação leva um indivíduo a cometer um “crime” e a sociedade não vê essa realidade.
Ele abre o jornal e vê a notícia, um porteiro que era nordestino matou uma moradora do prédio, pois a jovem universitária gostava de humilha-lo. As coisas estão acontecendo e ninguém vê isto.
Passou alguns dias e vê no noticiário, que uma empregada doméstica matou o filho do casal, pois, ela era muito mal tratada pela mulher do chefe e ela mata o filhos deles para atingi-los. Caio pode compreender de novo, por que uma vez quis fazer à mesma coisa.
A sociedade forma seu próprio matador através da discriminação e preconceito e depois se julgam de vitimas querendo a pena de morte, pensou o rapaz.
Sexta-feira, o famoso baile, que Caio ia e lá tinha uma mulher muita bonita e chamou-a para dançar. Quando os dois começaram a dançar ela pergunta:
- Você dança muito bem! Qual o seu nome?
- Caio! E o seu?
- Thaiane!
Thaiane seduz Caio, com o seu modo de ser, com um corpo sensual e sua linda face que parecia uma deusa. Thaiane dançava com ele, sentindo prazer e com uma satisfação nos ambos dos lados, ocasionado por ela.
Os dois sentam numa mesa, Caio já tinha reparado que tinha homens olhando para ele, com uma cara de raiva, mas ele nem ligou e a Thaiane pergunta:
- Você trabalha?
- Sou jardineiro!
- Soube que os homens que mexem com flores conseguem mexer com coração de uma mulher.
- Você tem namorado?
- Não! Pelo menos está noite. O que você sabe mais?
- Sei lutar, especialista na ciência militar, assuntos gerais, etc., e principalmente na arte da poesia.
- Fala-me então uma poesia!
- Assim desta maneira não dá! A poesia tem que ser a manifestação da alma do homem, mostrando o seu sentimento pela mulher quando a vê, assim como estou te vendo.
- Nossa... Você é sedutor?
- Não! Apenas falo aquilo que sinto por dentro quando estou amando.
Os dois se conheceram e foi uma paixão sofredora, pois, Caio tinha sido seduzido pela Thaiane, onde ela gostava brincar com os sentimentos dos homens para sustentar o seu “ego” com a fama de “gostosa”.
Caio tinha saído com ela várias vezes e nunca aconteceu nada, pois, ela sempre desviava do assunto, mas não largava do pé dele.
Nenhuma mulher chegava perto dele, porque pensavam que ele tinha um caso com a Thaiane , pois, ela ficava calada para as pessoas pensarem nisto.
Uma vez ela agarrou-o na frente de todo mundo, para queimar o filme dele e quando saia com a Thaiane, ela olhava para outros rapazes para que brigasse por causa dela. Mas, Caio tinha percebido isso, em vez de brigar com os caras, ele fazia amizades com eles, pagando cervejas e refrigerantes para todo mundo. Foi a primeira derrota dela.
Ela seduzia Caio de vária maneiras, mesmo estando apaixonado pela Thaiane, nunca se jogou nos pés dela, como ela queria. Ele estava totalmente apaixonado pela mulher, mas sempre teve a auto-capacidade deste de infância de julgar as coisas pela razão e nunca pela emoção.
Pois, ele sabia conscientemente se envolvesse com a Thaiane, iria ser o maior erro da sua vida, teve oportunidade de ter relações sexuais com ela, mas sempre se negava, por que, sabia se isto acontecesse iria tornar escravo dela.
O rapaz ligou para Thaiane e chamou-a para ir ao baile e chegando lá ele nem deu confiança para ela. Thaiane o vê dançando com outras mulheres e com tristeza nos olhos vai embora.
No dia seguinte ela liga para o Caio e fala:
- Como foste o teu baile ontem?
- Muito bom! Por que foste embora?
- Passei mal!
- Quando o dançarino fica sem a sua parceira amada, perde o sentido da dança.
- Pare com isso! Você estava com todas ontem!
- Mas a única mulher que amo é você.
- Ninguém nunca falou isso para mim!
- O coração de um poeta é uma coisa secreta e quando menos se espera ele se manifesta. Tu estas a procura de um príncipe encantado e já encontrou e não esta dando valor.
Na outra semana no baile os dois estavam dançando, Caio larga na mesa e chama outra mulher para dançar e ela pergunta:
- Qual o seu nome?
- Caio! O seu é Tatiane!
- Como você soube?
- Sou deus Shiva!
- O que é isso.
Caio conta a história do Deus Shiva, a mulher se retorce toda, perdendo até mesmo a respiração, e perguntou se era verdade mesmo se fizesse amor com ele iria mesmo fazer chover ouro. Pois, ele afirma que “sim” e Caio vai embora com ela, e a Thaiane sentado observando tudo vê-lo indo embora com Tatiane para ter a sua primeira noite de amor.
Caio então começou usar a telepatia para seduzir as mulheres, falava o que elas pensavam, seus sonhos e fantasias e com isso, ele sabia envolver de uma tal maneira que as mulheres ficavam perdidas nas suas mãos. Apesar de que ele fez isto por pura vingança.
Algumas ele seduziu e teve casos e outras não, mas fazia isso com mulheres interesseiras, as mulheres que eram mais simples não fazia isso.
No dia seguinte, Caio foi conversar com Ramaná e argumenta:
- Por que estás fazendo isto com as mulheres, seduzindo-as usando a telepatia?
- Porque elas me fizeram sofrer muito, sempre fui muito sincero e por causa disso fui desprezado por não ter dinheiro, sempre era substituído por alguém que tinha carro, moto, dinheiro, etc., e no final de tudo falavam para que eu não era nada.
- Sabe o que vai acontecer contigo?
- Sei disso! Tenho a plena consciência que vou pagar tudo isto, mas pelo menos vou atingir muito delas.
- Estou muito mal de saúde!
- Por quê?
- Por causa do cigarro!
Caio fica com certa tristeza nos olhos e pergunta sobre Jacob e ele diz:
- Não está sabendo?
- O quê?
- O nosso país esta em guerra, e o Jacob foi convidado para ir à guerra.
Caio pede licença para se retirar, senta num canto e começa a chorar, foi quando apareceu Jacob e pergunta:
- Por que você esta chorando?
- Soube que o Ramaná está muito doente, e que o senhor vai à guerra.
- Você é uma pessoa incrível, nunca conheci um ser humano igual a ti. Todas as épocas e gerações existem os seus César, Ghandi, Alexandre o Grande, etc., e nesta época nasceu você, por causa do seu extraordinário pensamento e modo de agir.
- Não é bem assim! As pessoas dão somente valor para aqueles que têm dinheiro, a filosofia só serve para um sistema de rotulação para querer impressionar com palavras, onde esquece a principal a prática. A filosofia do dinheiro é superior que qualquer filosofia.
- Já ouviste nesta expressão de homens de ferro, bronze, prata e de ouro?
- Já ouvi, por quê?
- Você é um homem de ouro que não dá valor para si mesmo, onde sofre por causa dessas mulheres insignificantes e fazem você sofrer, perdendo o seu valor.
- Quando o senhor vai embora?
- Hoje à noite!
- Assim tão rápido, não falaste nada antes por quê?
- Por que não queria te preocupar antes do tempo e ontem tive a resposta confirmada, por isso, tenho que ir.
Caio abraça Jacob e agradece por tudo que ele fez, foi uma despedida dolorosa.
Após duas semanas, da partida do Jacob, Ramaná é internado no hospital onde 2 dias veio a falecer. Muito triste por causa da perca de seus dois amigos, ele andava calado e não falava com ninguém. Um dia pela manhã, estava tratando do jardim e foi quando apareceu uma senhora e pergunta:
- Você que é o Caio?
- Sim! Sou!
- Eu sou a tia da Shirley e veio aqui te comunicar que ela foi embora.
- Para onde?
- Itália!
- Mas quando ela volta?
- Nunca mais ela vai voltar, ficará de vez e pediu para te dar esta carta.
A senhora vai embora, Caio abra a carta e começa a ler. Estava escrito que estava indo embora, porque estava sofrendo por causa dele. Que não podiam ficar juntos, porque ele não tinha uma vida financeira equilibrada, pois, a fama de mulherengo que tinha estragado mais ainda a situação.
Muitos homens pensam que é uma grande coisa de ter fama de mulherengo e não reparam que isto pode prejudicar. Pior ainda, é ter fama sem tirar aproveito e isso pode levar o indivíduo a cair na frustração.
É muito relativo vê um homem com monte de mulheres e afirmar que ele tenha alguma coisa com elas, por incrível que pareça isso pode acontecer de ter fama e não ser.
Foi quando Caio resolveu aloprar mesmo, saindo todas as noites com o poder da fala, seduzia as mulheres, tinha fama de um homem com uma educação extraordinário, não falava palavrões e nem gírias o odiava futebol e isso já era suficiente para conquistar as mulheres.
A arte da sedução é uma coisa muito fácil e só tocar nas vaidades delas, elogiando as suas roupas, batom, corpo, etc., e complementando com uma poesia. Diziam as pessoas que ele também conquistava as mulheres com seu modo de dançar, com um sorriso nos lábios e fazendo movimentos eróticos e ao mesmo tempo sussurrando no ouvido delas.
As mulheres corriam atrás dele feito loucas e o Caio desprezava-as para alimentar o seu ego. Os homens odiavam-no a sua fama de conquistador e eles tinham medo do Caio, pois, sabiam da fama de valente que tinha.
Um dia o diretor do clube Samuel manda chamá-lo e quando apareceu na sala dele, ele pergunta:
- Há quanto tempo que você está aqui?
- Mais de 3 anos!
- Tenho que te avisar, que o clube mudou algumas regras. Você tem que ir embora.
- Mas por quê?
- Você não é digno de confiança, fica de boca fechada e vai embora.
Depois ele descobriu, que foi mandado embora por causa dos ciúmes dos maridos do clube, pois, a mulherada só falavam no nome dele e principalmente a mulher do diretor.
Caio então resolveu morar num quarto, numa cabeça de porco, naquele lugar ele sentia depressão e angustia de morar num lugar como aquele. As vezes a caixa de esgoto estourava e a casa ficava cheio de merda e quando abria a panela para comer, tinha barata e ele espantada com as mãos para comer comida.
A sua cama era cheia de percevejos que mordiam todo o seu corpo, as traças comiam as suas roupas e os ratos roíam suas coisas. A casa era coberto pelas pulgas por causa da D. Rute, que criava vários gatos, que andavam nos telhados e faziam chover dentro de casa.
Naquele lugar só moravam pessoas de pouco valor e com o tempo se torna igual a eles sem perceber. Resolveu então procurar o seu velho mestre Lacius e quando chegou a casa dele, tocou a companhia e pareceu um homem que nunca tinha visto e ele pergunta, o que você quer?, e sem entender nada pergunta, onde esta o Lacius?, e ele responde:
- Aqui não tem nenhum Lacius!
- Como assim? Aqui não é a casa dele?
- O senhor que você procura faleceu a 1 ano e a sua família vendeu sua casa e eu comprei.
- Morreu de quê?
- De velhice, ele foi dormir e não acordou mais. O que você queria, já estava com 93 anos de idade.
Caio muito triste, soube do falecimento do seu mestre após 1 ano da sua morte, que morreu chamando pelo seu nome.
Um dia andando na rua, escuta alguém tocar a buzina do carro e quando foi ver era Julia, com o seu namorado bem coroa.
Julia apresenta o seu namorado Luís, que era um advogado bem sucedido na vida e ambos ofereceram carona ao Caio e ele aceita. Sentou - se no banco de trás, ele pôde reparar logo no princípio, que o namorado dela falava com ela somente com estupidez e dando fora nela o tempo todo.
Julia perguntou ao Caio aonde estava indo e ele responde que estava em direção do centro da cidade. Ela pergunta então em que direção deveria tomar e o Luís fala, você é muito burra, não sabe de nada! Como uma mulher pode ser tão estúpida como você. E ele resolve enche-la com peliscão e tapas na cabeça.
Caio ia se meter, mas na hora prevaleceu a razão daquilo tudo, pois, a Julia tinha traído ele, para ficar com homens de dinheiro, que no fundo todas as mulheres, gostam de ser maltratadas e tem necessidade de se fazerem de vítimas devido a mal educação imposta pela família e a sociedade.
O Luís pergunta para o Caio:
- Você trabalha?
- Não! Então você faz parte do time dos preguiçosos iguais a Julia?
- Para dizer a verdade, eu trabalho mas não gosto de falar.
- Você trabalha em quê?
- Trabalho no cemitério, sou coveiro!
- Como uma pessoa pode trabalhar nisso?
- Trabalhar com os mortos tem a sua vantagem.
- Em quê?
- Pelo menos os mortos, não fazem perguntas idiotas.
Calado e sem respostas Luís desce do carro, para pegar uma encomenda no correiro ficando a sós Julia e o Caio.
- Tá vendo o meu carro, foi ele que me deu!
- Valeu a pena? Pude reparar em você, que conseguiste obter obter todas as satisfações materiais, mas sinto uma certa tristeza e insatisfação em você.
- Ele me maltrata muito e passo absurdos com o Luís, mas vale a pena.
- Será mesmo?
- O que adianta o amor numa cabana?
- Para dizer a verdade seria pior! Mas um homem pode subir na vida dependendo do estímulo da mulher que esta envolvido. Existem homens que ficam “parado”, no tempo por que não tem coragem de enfrentar a vida, muitos não sabem o que é apoio e sim só criticas.
- Mas isso é a minoria! Muitos começam por baixo e muitos são ricos hoje em dia.
- Isto era antigamente, que não tinha muita exigência escolar, hoje em dia por causa daquilo que chamam de “globalização”, as máquinas roubaram empregos de muitas pessoas. Exigem que tenha pelo menos uma faculdade e saibam falar um ou dois idiomas e também saibam mexer com computadores. Os cursos de informáticas e de línguas são muitos caros e as faculdades públicas só entram aqueles que tem ótimos ensinos nas escolas particulares e depois anegam que tem começar por baixo, esquecendo que os tempos são outros e não do século passado.
- Mas existe muita exigência em cima de mim!
- Sei disso! Também sou cobrado e muito, mas se você ficasse ao meu lado e me desse estímulo subiria rápido na vida. Não estou querendo ser prosa, tenho uma inteligência incrível e esta sendo jogado fora por não ter alguém me dando estimulo.
- Sabe qual o seu mal? Você quer as pessoas passam à mão na sua cabeça.
- Para dizer a verdade “sim”! gostaria disso e ninguém passou a mão na minha cabeça, só conheci mal trados e xingamentos. Aqueles que tinham consideração comigo todos morreram ou foram embora, não sei o que é carinho de país e irmões, por isso, queria extravagar a minha carência em alguma mulher e isto me ocasionou angustia, depressão e a solidão.
- Então você que voltar para mim?
- Não! Você é uma mulher ambiciosa e não vai querer lutar ao meu lado e sei que é capaz de me trair de novo.
- Então você nunca me amou. Quando amamos nós perdoamos, mesmo sendo traído.
- Este foi o pensamento que a sociedade criou, para justificar o seu fracasso amoroso, que passam coisas absurdas e não vê a realidade do modo de ser com a pessoa que está convivendo.
- Mas você é muito radical!
- As pessoas pensam que amar é passar por vários estados absurdos tornando-se um prisioneiro do outro e não vê a triste realidade da pessoa que está convivendo, que esta fazendo sofrer, gerado pelo sentimento de apego, influenciados pela cultura. Desculpa-me não quero mais nada contigo.
Terminada a conversa Caio desce do carro e segue o seu destino.
Pela fama de sedutor que Caio tinha, as mulheres começaram a ter medo de chegar perto dele, devido a força da sua palavra. Num outro baile, o rapaz chama uma mulher para dançar e a Thaiane estava presente com o seu namorado Bruno.
Com um sorriso no rosto ele chega até uma mulher e diz, você quer dançar comigo Monique! Ela toma um susto e pergunta como sabia o nome dela e ele responde:
- Não estas lembrado de mim, nós se conhecemos na praia do Sudoeste na França.
- Então você era aquele brasileiro, que tinha falado comigo?
- Sim! Sou eu mesmo! E a sua amiga Andréa?
- Tá lembrado dela também?
- Claro! Foi ela que tirou a minha sunga, deixando-me pelado na praia e você começou a rir.
- Então é você mesmo! Estou lembrando de ti agora.
Toca uma música, Caio pela segunda vez chama Monique para dançar e ela fala:
- Gostaria, mas não sei!
- Não tem problema, eu te ensino.
Ambos começaram a dançar e os dois ficam parados no salão e ela pergunta “Você não vai dançar?” e responde com uma voz sensual:
- Iremos sentir primeiro o calor do corpo do outro, escutando a música e com ela pensaremos, que estamos fazendo amor e os passos é como tivesse dançando nas nuvens, suave e gostoso.
- Nossa... você é uma poeta?
- Não! Sou um Deus, que veio fazer a sua felicidade.
Caio dança com Monique, que estava gemendo de prazer e ele deita nos seus braços e mete o seu nariz no meio dos seios dela e sobe devagar e beijando-a. Thaiane vê tudo no lado do seu namorado, que fica com ciúmes dele e o Bruno vai querer arrumar confusão com ele.
Os dois começaram discutir, Thaiane fala para Monique, que o Caio tinha poder de ler pensamentos, por isso, estava falando tinha-se conhecido na França. Ele fica com raiva e xinga Thaiane de tudo e o Bruno tenta agredi-lo mas não consegue.
Foi uma maior confusão, Caio resolve contar a verdade no microfone e fala, uu amo Thaiane, mas não quis ficar ficar com ela, porque não é mulher suficiente para mim. Ela gosta de brincar com os sentimentos dos homens e o que fiz com Thaiane, era o que ela estava acostumado a fazer com os outros. Uma outra mulher pergunta para ele, porque você seduz as mulheres? e responde, porque você são um bando de cadelas interesseiras!
A mulherada ficaram com raiva dele e começaram a xingá-lo de tudo, jogaram até uma garrafa nele, que por sorte erraram. Ele fala de novo, seduzi muitas mulheres, mas tive relações com pouquíssimas delas. Eu só quis dá um troco em vocês brincando com os seus sentimentos.
Outra mulher fala rindo, você não tem inteligência para isso! De repente ele fala de uma maneira sugestiva, eu te amo!, onde a mulher toma um choque e ele fala novamente, é o poder da fala, sei falar de tal maneira que atuam diretamente nas suas mentes. As mulheres me desprezaram dizendo que era um duro, vagabundo e inútil e peguei os meus conhecimentos e inverti para seduzi-las. As mulheres hoje dia ( como de sempre) estão muitas interesseiras, muito aqui mal me conheciam perguntaram-me logo no primeiro dia, se tinha carro, moto, quando ganhava, etc., e dizia a verdade e me dava mal. Desculpem com as decepções, mas fiz isso, por que vocês me fizeram sofrer e dei apenas o troco, argumenta.
Caio vai embora do baile, terminando com o mito de ser o deus Shiva, apesar que passou momentos maravilhosos.
De manhã quando volta à casa, o pessoal da cabeça de porco souberam da confusão que houve no baile. O senhor Jean, que morava no lado dele, foi conversar com Caio e disse:
- Soube que você é o ganharão e o batedor da área, que brigaste no baile estando bêbado. Você prática a luta do bêbado?
- Pior que pratico mesmo!
Caio conta história da técnica do estilo do bêbado, Jean adorou a história. Também começa a contar sua experiência da vida noturna, aqueles que freqüentam à noite só prevalece a ilusão acompanhado com sentimento de frustração e decepção, principalmente por parte das mulheres.
As mulheres, que frengüentam às noites são aquelas, aonde vão só para obter homens de dinheiro, querendo suceder na vida, casando com eles dando o golpe do baú, ou tem aquelas que são mais espertas que conseguem arrancar dinheiro dos homens através do uso do sexo. Geralmente são complicadas e não sabem o que querem devido as suas frustrações por serem divorciadas, abandonadas, problemas com a família, etc., e refletem nos seus relacionamentos.
Julgam-se espertas, por causa das suas “inteligências” o seu corpo e rosto bonito, mas geralmente terminam as suas vidas velhas abandonadas, na miséria, solidão e loucas, sempre dizendo “Homens não prestam” e tudo mal amadas, mas como uma mulher pôde ser feliz na sua vida se tudo, que ela faz é por interesse e pior de tudo refletem tudos nos filhos onde ensinam as suas filhas serem assim.
Esquecem que tudo na vida é passageiro, tudo acaba principalmente os seus corpos que acham irresistíveis, e usam o sexo livre para querer prender os homens. Mas todas as paixões têm o seu preço, é quando um torna escravo do outro por causa de um amor doentio, geralmente acaba em assassinatos, porque o tempo é o juiz mais rígido que pode existir.
Senhor Jean fala que o seu maior fracasso na vida foi por causa das paixões ou do amor, por isso, parou naquele lugar. Ele teve experiência homossexual, devido que a família e a sociedade impunhava para ele arrumar uma namorada e como era tímidas as pessoas começaram a dizer, que o Jean não gostava de mulher.
Caio pode reparar que a história do Jean se assemelhava com a dele, se não tomasse cuidado iria tornar homossexual devido às decepções amorosas. Caio pode reparar naquele lugar, só havia apaixonados, que as paixões ou amor arruinaram as suas vidas.
Ele caiu na depressão devido os amores, não atinava fazer nada e as pessoas chamavam-no de preguiçoso e inútil, não comia e nem bebia. Quando comia alguma coisa ele vomitava, tinha crises de choro e a solidão estava matando aos poucos e pior de tudo a incompreensão daqueles que rodeavam.
As paixões e o amor derrubaram-no de tal maneira, que as pessoas diziam coisas na sua cara e não fazia nada e começou até mesmo apanhar dos outros depois de ter a fama de valente e destemido.
Um dia andando na rua viu um cartaz anunciando uma palestra de um psicólogo num auditório, então ele resolve ir.
Quando chegou à palestra o psicólogo estava falando sobre o sentimento de culpa imposta pela religião e falou, o dia do seu nascimento não é o dia que você nasceu, mas sim é o dia onde começa a gostar de si mesmo; o seu aniversário não é o dia em que você nasceu, mas é o dia onde aprendeu a superar a cada dificuldade da vida.
Depois que Caio saiu dali, saiu um homem novo, como uma palavra bem pronunciada pode levantar auto-estima de uma pessoa. Depois de excesso de conhecimento, Caio pode reparar, que saber muito não levou a lugar nenhum, porque no fundo ninguém sabe nada.
Se as pessoas pesquisarem a fundo as coisas, sem fanatismo, chegará ao mesmo ponto: Ateísmo. Ateísmo na visão de não apego nas formas, não se preocupará ele em saber muitas coisas e sim ter o conhecimento suficiente de agir corretamente a cada situação difícil da vida.
Então com um novo pensamento, que também faz o homem evoluir, Caio começa reprogramar a sua mente “apagando todos os seus conhecimentos”. O homem tem que saber o que é evolução e não confundir com informações culturais, pensou ele.
Depois que ele escutou as palavras do psicólogo, ele voltou à para cabeça de porks, comeu alguma coisa escovou os dentes e foi dormir. Sonhou, que estava num castelo, onde os objetos eram feitos de ouros e pedras preciosas, as paredes tinham desenhos artísticos, tinha um desenho de uma camponesa jogando grão de arroz no céu, formando as estrelas e várias outros belos desenhos.
Andando pelo corredor viu figuras de guerras deste do homem da pré-história até os tempos modernos. No final do corredor entrou numa sala, a mais bela e luxuosa do mundo, tinha uma cortina branca, mais cintilante, que podia existir. Na sala havia uma banheira enorme com uns 15 metros de diâmetro e cheia de sangue, e quem estava nessa banheira o Jesus Cristo, com vários ferimentos no corpo com o rosto do mais puro sofrimento.
Jesus virou e disse, o que fizeram comigo, irá acontecer contigo, os homens não querem ser salvos, por isso, eles vão te matar, como fizeram comigo.
Caio acorda berrando, todo assustado pensando que era o seu futuro.
Caio sai da casa e no meio do caminho havia uma repórter entrevistando as pessoas nas ruas, sobre a pena de morte.
A repórter chegou perto dele e pergunta:
- Qual o seu nome?
- Caio!
- Quanto anos você tem?
- Tenho 24 anos!
- Tudo bem com você? Gostaria de saber qual a sua opinião sobre a pena de morte, você é contra ou favor?
- Sou contra!
- Por quê?
- No nosso país tem muitas injustiças e a pena de morte não irá mudar nada e sim só piorar!
- E se matasse uma pessoa da sua família, o que faria?
- Não sei! Eu usaria a razão e não emoção, iria saber o que levou um indivíduo a cometer um crime, parece aqueles que matam não tem mais jeito e não é por ai.
- Soubeste do crime da semana passada, um rapaz de 24 anos, que é a mesma idade que a sua, estrupou e matou uma menina de 7 anos? Você acha que ele tem direito de viver? E se fosse a sua filha?
- Se ele tem direito de viver ou não, eu não sei, mas quanto a sua segunda pergunta, não passa de uma psicologia barata, para querer mudar a opinião pública.
Sem respostas ela se cala e agradeceu pela participação.
Depois da entrevista ele resolve dar uma volta e senta no meio fio na rua e sentou ao seu lado um velho veterano de guerra, onde começou a conversar com ele. Perguntou por que estava assim e respondeu nada.
O velho fala:
- Garoto vou contar uma história que aconteceu na U.R.S.S em 1934. Tinha uma família de palhaços do circo, era pai, mãe e um casal de filhos bem pequenos. Era um sucesso total esta família, tinha o dom de fazer todos felizes, eram considerados um mito.
Aconteceu uma tragédia, o circo pegou fogo, várias pessoas morreram até esta família de palhaços. Todos morreram em agonia, menos esta família, que morreram rindo, mesmo pegando fogo no corpo. Todos morreram em desesperado, menos esta família que morreram rindo mesmo pegando fogo no corpo. No cemitério estão seus corpos e cada um numa cova e tem uma imagem deles rindo.
O mais engraçado é que as imagens parecem ter vidas e aqueles estão tristes e lamentosos vão visitar as suas covas. Elas transmitem alegria, felicidade e uma sensação de rir. Eles tinham o dom da alegria mesmo depois da morte.
Terminada a história o velho levanta-se e vai embora. Caio pensou, como possa eu elevar a minha consciência, se a minha cabeça e tão cheia de nó e sofrimento, como seria o primeiro passo, para eu evoluir?
Foi que lembrou a história da família de palhaços, onde eram considerados um mito, até nos momentos difíceis, foi quando pegou fogo no corpo deles e eles estavam rindo, um simbologia a superar seus traumas, complexos e sofrimento. A pratica do riso.
Caio reparou, que nunca sorriu na vida, sempre chorando e decidiu naquele dia em diante, nunca mais iria chorar, em todos os momentos difíceis da sua vida, lá estava ele sempre sorrindo, isto aliviava sua dor e aos poucos foi elevando a sua consciência.
As pessoas ficavam impressionadas com ele, como se tornou feliz encarava as coisas com serenidade, sempre sorrindo.
Depois de algum tempo, de ter falado na televisão, ele recebeu em sua casa uma correspondência, um professor de filosofia de uma faculdade, dizendo que gostou tanto dele e pediu para conhecê-lo.
Na carta estava escrito assim, bem gostei tanto de você e gostaria de conhecê-lo e apresentar aos meus alunos. Você seria muito bem vindo, se fizesse também parte do meu partido.
Ele responde a carta, fiquei honrado com seu convide, mas não quero entrar na política, porque são assuntos polêmicos e também na política é como uma pessoa amada, quanto gosta não vê defeito.
Passando duas semanas, pela manhã, escuta alguém bater na porta do seu quarto, nunca esperou receber visita, morando numa cabeça de porco. Quando viu ficou espantado, era o famoso professor de filosofia, de uma faculdade muito conceituada. Bom dia, disse o professor e ele responde o que você quer?
O professor fala todo empolgado:
- Você é o Caio?
- Não!
- Para de cena! Todo mundo te conhece. Está desiludido da vida?
- Não! Sou apenas realista.
- Recebeste a minha carta? Então você aceita?
- Recebi, mas não aceito! Já falei a minha opinião sobre política, não aceito.
- Você é ingênuo, não sabe o que diz, venha vamos almoçar juntos?
Os dois foram almoçarem juntos num restaurante, tentou convencê-lo, que estava errado a sua opinião sobre política, onde fazia parte de um grupo de estudantes na política e gostaria que ele entrasse. Porque, perguntou o Caio e o professor responde você tem o dom da fala, onde poderia convencer as pessoas, porque houve muito comentário sobre ti.
O professor fala, fui uns dos intelectuais perseguidos na ditadura militar e fui exilado, senão, morreria. Morei em Cuba neste período, quando voltei resolvi estudar filosofia e sociologia, hoje em dia eu ensino nas faculdades conscientizando os jovens, para um Brasil melhor sem fome e miséria. Diz meu jovem, porque você é contra a democracia? e o Caio responde, em primeiro lugar não sou favor ou contra, estou vendo a realidade do meu país, o que esta moeda nova causou. Muito inflação, valorizaram tanto a moeda, que qualquer aumento em centavos significa um aumento de 30 a 60% e ninguém vê isto, onde tentam nos convencer, que não existe inflação. Imagine a história do nosso país daqui a 200 anos, vão falar que não tinha fome, inflação e violência e sabemos no momento presente é mentira, assim é história da democracia no passado”.
Sem resposta ele se cala. Então Caio pergunta.
- Fala-me sobre a ditadura
- Foi pior período da nossa história, várias pessoas morreram principalmente professores, intelectuais, inocentes civis, artistas e escritores, muitos foram exilados até mesmo eu, como falei antes. Você tem alguma coisa para fazer agora?
- Não! Por quê?
- Está a fim de conhecer um ex-oficial da ditadura?
- Onde?
- Num asilo, que tem lá pela zona norte, ele se encontra muito doente, às vezes não diga coisa com coisa, mas tem hora, que te dará uma aula sobre política.
- Qual nome dele?
- Major Barreto, que comandou as tropas contra o povo na ditadura.
- Demora muito?
- Não muito, daqui uns 40 minutos.
- Então vamos!
Os dois foram visitar o famoso major Barreto, que comandou as tropas contra o povo. Caio ficou curioso em saber como é a mentalidade de uma pessoa, que matou muitas pessoas. Chegando lá, a enfermeira pergunta, O que vocês desejam? e responde que queria visitar o major. Sim o famoso major, vou lá busca-lo! disse a enfermeira.
Primeira coisa que Caio reparou, foi aspecto de tristeza e sofrimento daquele lugar e lembrou as palavras de um amigo dizendo, a velhice (asilo), é um inferno para o homem!
A enfermeira trouxe o velho, no meio do caminho uma velha coloca as pernas para o major cair, onde cai, no momento um outro velho joga um cinzeiro na cabeça dele, onde a velha começa a gritar: “Assassino! Mataste o meu filho!” e o outro velho grita à mesma coisa.
Abriu a cabeça do major, onde a enfermeira leva de volta para dentro e falou apesar de ter 70 anos, os velhos batiam e xingavam-no de tudo. Então não podemos ver o major? pergunta Caio e a enfermeira mandou esperar um pouco que ele já estaria de volta.
Passando alguns minutos, major aparece de novo com um curativo na cabeça. O professor pergunta como estava indo e responde nada. Este aqui é o Caio, que falei há dois dias atrás com o senhor, hoje trouxe aqui para conhecê-lo. Vamos diga alguma coisa para ele, disse o professor. O major vira e argumenta, quando era novo, era forte, valente, guerreiro e destemido e todos tinham medo de mim. Como a velhice estraga o homem.
Comandei as tropas contra o povo na ditadura. Matei muitas pessoas e agora estou pagando pelo que fiz e a noite tenho muitos pesadelos e escuto vozes o tempo todo daqueles, que matei.
À noite eu sonho, que estou nadando numa piscina cheio de sangue e em volta dela está cheio de cadáver. Depois eles se levantam e vem na minha direção com sangue escorrendo pelo corpo para devorar-me.
Não tenho paz e nem sossego, a alma deles vem me perseguindo. Acho que aqueles, que matam não tem mais sossego na vida e tem aqueles ainda falam em matar, se soubesse disso nem pensaria ou falaria nisso. Nunca queria matar alguém na vida, meu jovem. Esse recado deixo para você refletir e falar para outros.”.
Terminada história o major chama a enfermeira e é levado de volta, cumprindo a sua sentença.
O professor leva Caio até a sua casa, conversaram um pouco, riram e brincaram e ele dá o seu cartão e fala, amanhã vai à faculdade, para conhecer os meus alunos e o meu partido também, irás ver como não é nada disso que você pensa sobre política. Então aceito! disse Caio.
No dia seguinte, o rapaz estava demorando em chegar à faculdade, por causa do engarrafamento. Até que fim que você chegou. Vamos lá, iremos ouvir uma aluna minha, ensaiando para falar amanhã - disse o professor.
Chegando lá, ele ouve a estudante falar: "Pô! Este governo é muito sacana, tem que dar uma basta, para temos um país super legal..." e no final é aplaudida.
O professor pergunta para ele o que achou e responde "Legal!". Assim que querem convencer a sociedade, falando gírias e palavrões, pensou Caio.
No exato momento aparece outro aluno do professor, dizendo, pronto professor, amanhã faremos protesto contra o governo e nós teremos chances de ganhar nas próximas eleições. É só argumentar o que nós fazemos onde ganharemos votos.

Caio observou que não existia interesse dos políticos para melhorar os serviços públicos. Ele pode ver que todos os políticos são corruptos, mas as pessoas não podem generalizar, porque poderão responder processo. Ele vai embora revoltado, seu aluno confirmou o meu pensamento, disse para o professor.
Passando alguns dias, Caio recebeu um telegrama do professor dizendo: "Meu amigo Caio! Interpretasde mau o meu aluno, fazemos isto por amor à nossa pátria. Meu aluno falou aquilo por pura empolgação, dei uma branca nele, por ter falado besteira. Por favor, volte".
Caio resolveu aceitar a desculpas do professor "acreditando" nas suas palavras e volta.
Quando ele chegou à faculdade, Caio se esbarra com um dos alunos do professor, que fala,
aquele professor é um demagogo, só se baseia no passado que foi expulso do país e com isto, explora o seu nome. Ele se deu tão mal que não quis saber mais de política. O professor faz isso, porque foi influenciado e pela fama, para chegar ao poder e fazer à mesma coisa que os políticos fazem: Roubar.
O telefone toca o aluno vai lá atender, era o professor e manda falar para Caio, que era para ele ir até ao auditório. Ele foi até o auditório, lembrando as palavras do aluno, viu sinceridade nele, ficou com a pulga atrás da orelha, chegando lá o professor estava dando uma excelente palestra sobre a democracia, era pura demagogia, falava coisas que as pessoas gostam de ouvir ,ou seja, sendo enganadas e no final choveu aplausos e assobios, que parecia artista de teatro e gritavam: “Já ganhou! Já ganhou!”.
Terminada a palestra, professor foi falar com Caio e perguntou o que ele achou sobre a palestra e responde “Legal!”. Na mesma hora vieram várias pessoas falar com professor, elogiando pela excelente palestra, pois, ganharia nas próximas eleições.
Venha vamos almoçar, eu pago o almoço num restaurante, estou muito feliz! disse o professor e Caio aceita. Dentro do carro dirigindo, ele começa a dizer que todo cidadão deve ser respeitados, ninguém era para sofrer maus trados, sejam eles mendigos, menores abandonados, nordestinos, prostitutas, etc. Dando aquela lição de moral.
Falando na política estava tudo errado, que ele e seu partido iriam mudar tudo. O sinal fecha e aparece um menor dizendo, moço o senhor pode me ajudar comprando um chiclete? O professor grita com ele dizendo, vai incomodar outro moleque, saia fora daqui sua praga, o menor começa a chorar. Ele com raiva arranca com carro ultrapassando o sinal vermelho e atropela uma senhora, não ficou nervoso e nada, chamou apenas uma ambulância e mandou mandar a conta para ele, num maior sangue frio.
Indignado, Caio briga com ele nas mãos, machucando-o seriamente, dizendo como poderia haver uma pessoa tão falsa no mundo, um demagogo.
Caio fala cheio de raiva:
- Os universitários hoje em dia não tem opinião própria, são apenas “papagaio do professor”. Repete tudo aquilo o que você fala, nem sabendo o que esta dizendo e nem o porquê. Só sabem dizer que o senhor é formado, onde morou e fez pós-graduação, mestrado e doutorado no exterior e tudo que você fala aceitam sem questionar. Se alguém disser ao contrário de ti, os seus alunos vão contra só argumentando o seu nível de instrução.
- Mas...
- Não quero ser seu amigo, através de você pude ver como são os candidatos do nosso país. Falsos.
- Espere! Sei da sua necessidade, você pode me ajudar a ganhar as eleições, posso te tornar um homem rico, como nunca sonhou antes e nunca mais ninguém vai te humilhar. Aceite por favor, eu te peço.
- Não estou à venda!
- Ajuda-me!
- Vai pra puta que te pariu!
Caio vai embora, a partir daquele dia, nunca mais viu o professor, dizem que foi desmascarado e perdeu as eleições, por causa do acidente do carro e acabou cometendo suicídio, porque o que ele mais queria na vida não consegui. Ser eleito.
Passaram um ano, Caio arrumou um emprego numa gráfica, trabalhava com fabricação de jornais, passando à mesma necessidade, por que ganhava pouco e trabalhava muito. Quando recebeu o primeiro pagamento, saiu para comemorar, foi numa boate que ele nunca foi.
Comprou bilhete, entrou e sentou-se numa mesa e ganhou uma bebida de cortesia, por que estava indo pela primeira vez. O apresentador anuncia, daqui a pouco haverá um show de mulheres!
O show começa as mais belas e extraordinárias mulheres, pareciam deusas que desceram dos céus para fazerem o show aos homens seduzindo-os com as suas danças. Tinha uma dançarina a mais bela de todas, sua pele branca como leite, seus cabelos pareciam ouro, seus olhos pareciam os céus e foi um amor à primeira vista.
Terminado o show, o apresentador fala, quem quiser falar uma poesia, pode subir aqui no palco, mas só vale poesia erótica. Caio empolgado sobe lá e fala, eu estou cansado de sofrer, quero ser feliz; quero ter uma mulher amada, quando isto acontecer farei amor com ela o tempo todo, dias após dias e neste período farei chover ouro na face da Terra e todos os homens serão felizes, havendo riqueza e prosperidade, por que sou o Deus do amor, procurando a mulher amada.
Choveu aplausos para ele. Quando voltou sentou-se na mesa e quem sentou ao seu lado. A loira.
Ela senta ao lado dele e pergunta:
- Qual o seu nome?
- Caio! E o seu?
- Katy! Quanto anos você tem?
- Tenho 25 anos! E tu?
- Tenho 22 anos! É primeira vez, que vem aqui?
- Sim! E estou gostando, principalmente você ao meu lado, com seu olhar meigo e o seu sorriso que parece um diamante!
- Gostei da sua poesia, aposto que você é o mais perfeito Deus do amor, mexeu muito comigo. Aposto que as mulheres caem aos seus pés querendo fazer amor contigo, tu és muito sexy.
Toca uma música romântica e lenta, Caio chamou-a para dançar.
Os dois dançaram o tempo todo e ela dizia como dançava bem e gostoso, ele responde que é Deus Shiva, Deus da destruição, onde destroi para renovar. Caio fala sussurrando no ouvido dela, o mundo esta sendo destruído por mim, onde farei um mundo perfeito e as pessoas só farão amor o tempo todo, como faremos esta noite. A universa esta em movimento, porque estou dançando, na hora de parar de dançar o universo pára, por isso, também sou conhecido como Deus da dança. Quando derroto o mal danço para comemorar a minha vitória. Espere o que vi? Vi os seus cabelos contra a luz e pareciam um raio de sol iluminando a minha dança”.
A mulher perde a respiração, morde o beiço e começa a falar: “Pára! Pára!... Você é um sedutor!”. Você quer passar à noite comigo, não tenho muito dinheiro para fazer uma farra, mas sendo eu, um Deus do amor, já vale a pena, disse o rapaz.
Caio levou-a num motel, onde passaram a noite toda, pela manhã ela já foi dizendo, que estava grávida dele e ele entrou em desespero, mandou-a parar de falar, Katy continuava insistir que estava grávida, porque ele não usou preservativo.
Caio mandou-a ir embora, que depois iria conversar com ela e deu o número do telefone do trabalho dele. Ela argumentou, vou fazer exame médico, daqui duas semanas e provarei que estou grávida de ti.
Neste período ela ligava todos os dias para o trabalho dele, dizendo a mesma coisa, já estava perturbando e todos no trabalho riam dele, dizendo “O Deus do amor se deu mal, quem manda ser gostoso!”. Por causa destas brincadeiras, Caio foi despedido.
Um dia à noite, ele sai e volta à boate, onde tudo aconteceu. Quando entrou, começou a fazer perguntas sobre Katy e ninguém sabia de nada. Resolveu então perguntar aos seguranças e perguntaram à razão, e fale fala o que houve. O segurança fala: “Vá naquele segurança, que esta ali na porta, ele sabe muito da vida da Katy” o rapaz foi até lá.
Segurança indaga, Katy é uma mulher abandonada pelo marido e sempre sonha com um príncipe encantado para tirá-la dessa vida de prostituição. Ela se prostituiu por causa do seu marido, que a abandonou, faz isto para criar o seu filho e pior de tudo esta grávida do seu cafetão.
Caio soube da verdade, que ela queria jogar uma bomba em cima dele, mas mesmo assim pode compreendê-la, mas meio revoltado.
Ninguém sabe como Katy descobriu o endereço dele, e ela foi lá mostrando exame médico que estava grávida.
Caio fala gritando:
- Claro que você esta grávida, de outro sua puta. Porque fizeste isto comigo?
- Fiz isso, porque tive medo te perder, nunca conheci um homem como tu, bom de coração. Se ficasse comigo te faria um homem feliz, porque você é um homem que sempre sonhei. Tu és especial.
- Por causa de sua brincadeira, perdi o meu emprego, deixaste-me perturbado e com paranóia.
Ele berra com a Katy e mandou-a embora e nunca mais a viu. Foi uma lição para os dois, para ela nunca mais mentir e enganar ninguém, para ele não brincar com os sentimentos dos outros, fazendo jogos de sedução.
Desempregado sai à procura de emprego, com jornal na mão como maioria dos cidadãos da nossa cidade e não achou nada, andou o dia todo, à noite pára num bar para beber um “chopp” e que ele encontrou o seu “amigo” Christian. Ele chegou até ao Caio perguntando: “E ai, o que esta fazendo?”. Uma pergunta mais conhecida para saber se a pessoa esta trabalhando ou não para ridicularizar.
Caio responde:
- Bebendo!
- Não é isto que estou perguntando! Está trabalhando?
Caio dá um sorriso e fala:
- Não!
- Vagabundo como sempre, até quanto vai continuar assim e tens coragem de rir da própria desgraça
- Não sei, esta difícil!
- Então tome o meu cartão, que lá arrumarei um emprego.
- É sobre o quê?
- Vai até lá que saberá, as 10 h da manhã, certo!
No dia seguinte, Caio foi ver o tal do emprego e viu logo na porta vários homens musculosos e bonitos e várias mulheres com mini saia e bustie, mastigando chiclete e tudo com cara de mal encarado.
Caio esperou até chegar a sua vez e quando entrou no escritório do seu “amigo”, Christian deu um sorriso e fala, meu amigo! Por que entraste na fila, perdendo este tempo todo, podia te colocar na frente, se tivesse avisado que tinha chegado. Quer uma bebida? Meio nervoso, Caio aceitou e fala novamente:
- Vou acabar com seu problema de uma vez, que é trabalho e mulher!
- Como assim?
- Tá vendo aqueles homens e mulheres lá fora, eles vem aqui para fazer ficha colocando seus dados, para trabalharem no filme que eu faço.
- Que tipo de filme?
- Filme pornô! Você será o meu ator principal, porque já conheço a sua fama de Deus Shiva, então pensei fazer um filme sobre Shiva erótico. Como a história diz Shiva é bastante perecido com você, sabe dançar, fazer amor, poesia e consegue ler pensamentos. Ouvi muito em dizer que você é telepata, onde ninguém consegue te enganar.
- Às vezes!
- Você vivia dizendo, que não tenha mulher, porque não tenha dinheiro. As mulheres hoje em dia estão muito interesseiras e sempre foram assim, por isso, todas elas sofrem traumas e complexos. Agora você terá os dois: trabalho e mulher além da fama. Então aceita?
- Não! Nunca pensei fazer isso na vida e não saberia fazer isto.
- Eu também nunca pensei fazer isso, estou aqui rico com várias mulheres e você pode ser igual a mim. Enquanto, a segunda parte é de menos, aprende com o tempo. Volta aqui amanhã nesse mesmo horário para fazer um ensaio. Certo!
No dia seguinte, Caio aparece no mesmo horário previsto, chegando lá já preparado para o teste, Christian diz a ele, vá ali atrás e tire a roupa!
Caio tirou a roupa e foi levado até num quarto, onde tinha três mulheres para dois homens na cama.
Quanto ele viu aquela promiscuidade, homem com homem e mulher com mulher, começou a passar mal e vomitou, dizendo, não vou fazer isso, é muito nojento!
Saiu correndo e foi vestir a roupa, Christian tentou segurá-lo, pedindo calma, que no começo era assim mesmo, depois se acostumava. Mesmo assim, Caio se recusou, Christian começou a gritar dizendo, você é um vagabundo, não quer nada na vida, um inútil, imprestável, por isso, nunca terá mulher e todo mundo te esculhacha e falam que você não gosta de mulher. Vagabundo!
Caio sentiu um sentimento que nunca sentiu antes, tão forte. Ódio. Revoltado, Caio reage dando vários socos nele, quebrou a garrafa na cabeça do Christian e começou a bater a cabeça dele no chão querendo matá-lo.
Chamaram à polícia, Caio foi preso e seu “amigo”, foi parar no hospital totalmente ferido. Por causa desse delito, Caio pegou seis meses de cadeia. Falam que quando estava sendo julgado ele estava sorrindo e quando o juiz deu a sentença, ele deu uma gargalhada, pegando mais seis meses por desrespeito a autoridade, pegando total de um ano de cadeia.
Quando saiu da cadeia resolveu procurar um emprego, não quis saber mais de mulher e sexo, onde foi a sua destruição. Arrumou um emprego num lanchonete, em menos de um mês foi despedido, porque descobriram que era ex-presidiário.
Arrumou outro emprego, desta vez foram duas semanas, foi despedido por causa do preconceito. E por último arranjou num botequim, aturava bêbados, dizendo toda hora na cara dele, que era um criminoso o tempo todo. Só que passou, por isso, sabe o que é realmente. Desta vez saiu por conta própria.
Um destino triste aconteceu com ele, virou mendigo, passava fome e pedia dinheiro para comprar comida e só ouvia “Vá trabalhar, vagabundo!”.
Foi quando encontrou com Russo, que conheceu na cadeia e se encontrava na mesma situação.
Russo meio revoltado virou e argumenta para Caio:
- Amanhã vou lá ao morro, quer vir comigo?
- Para fazer o quê?
- Ganhar dinheiro do modo mais fácil, já que quero ser direito, a sociedade não quer, por causa do preconceito.
No dia seguinte, os dois foram ao morro da zona sul e quando estavam subindo, Russo estava narrando o que acontecia todos os dias naquele lugar. Só morte.
O Russo fala, ta vendo aquilo? Naquele beco ali, morreram três pessoas, andando menos de 50 metros fala novamente, ta vendo aquela casa, morreram dez pessoas, andando mais um pouco numa pracinha, ta vendo esta pracinha, morreu uma pessoa enforcada aqui.
Caio ficou bastante aterrorizado num lugar onde predominava só a morte, que cada rua, esquina, casa e praça, no morro morreu uma pessoa. Os dois pararam num bar, para beber uma cerveja, no bar havia uma fotografia de um jovem de 14 anos, que morreu com uma bala perdida.
Apareceu um senhor com uma muleta, chegou à frente dos dois, arriou as calças ficando nu, para mostrar que foi atingindo por uma bala perdida, onde pegou na sua virilha, acertando na coluna vertebral, ficando deficiente das pernas. O velho fala com muito ódio, estão vendo isto aqui! Foi uma bala perdida e olha como fiquei, mas não sou único, já aconteceu isto com várias pessoas, aqui no morro e as autoridades não fazem nada para nós.
Sem dizer nada os dois foram à direção da boca de fumo. Quando chegaram à boca, já ouvia risadas bem altas, gargalhadas e colocando um dos seus companheiros ao ridículo, dizendo- Este serve para ser trabalhador e ganhar salário mínimo - Neste mesmo momento um gaiato aparece com uma marmita cheia de arroz e feijão e faz-lo comer e fala: “Se não tem disposição saia desta vida, aqui é lugar para homens e não para covarde. Arruma um trabalho para ganhar salário mínimo e morra de fome”.
Quando repararam a presença dos dois, o dono do morro foi cumprimentar Russo e perguntou quem era o seu amigo e responde “Caio”.
Caio pergunta:
- Por que estão rindo dele?
- Ele entrou nessa semana e ontem quando a polícia veio, em vez de trocar tiro, não, pegou e jogou a arma para cima e saiu correndo. Pior de tudo o policial pegou a arma e ficou rindo da nossa cara. Ele tem que ser trabalhador mesmo, ganhar salário mínimo e comer comida de marmita.
- Qual o nome dele?
- Por causa disto, agora será chamado de Banana!
- O seu e do restante?
- Aquele é o Cabeção, na sua direita o Dente de cavalo, este é o Tonhão, Neco, Piada e o meu é Pastor. Vai querer entrar no grupo?
- Sim!
- Você tem tática militar? Serviste o exercito?
- Sim! Tenho tática militar e não servi o exercito!
- Se não serviu o exercito, onde aprendeste?
- Fui um jardineiro num clube israelense e lá tinha um estante de tiro e via o pessoal treinar. Alguns deles deixavam mexer nas suas armas e me davam instruções sobre as mais variadas armas. Tive um amigo chamado Jacob, onde me ensinou atirar, porque ele gostou muito de mim e também ensinou-me táticas de sobrevivência e combate.
- Então você é um perito?
- Mais ou menos!
- Diga-me então, qual essa arma que estou segurando?
- Ruger P 85, fabricado pela Sturm Ruger & Co. Inc., modelo 85, pistola semi-automática, capacidade de 15 tiros, etc...
- Chega! Daqui a pouco vai dizer o nome de quem fabricou, a roupa que estava usando, se duvidar vai dizer a cor da cueca do fabricante. Pode entrar para grupo.
Então Russo e Caio entraram para o grupo do Pastor. Caio reparou que só tinha adolescente de 13 a 16 anos e o Pastor era o mais velho com 20 anos de idade. Caio já estava com 27 anos, Russo com 29 anos, então os dois eram mais velhos do grupo.
Caio descobriu, porque era chamado de Pastor, costumava pregar todas as noites, que qualquer sociólogo, filosofo ou psicólogo morreriam de inveja, por causa do seu extraordinário pensamento.
Chegando à noite, Pastor acende um baseado e oferece ao Caio e ele se recusou. Depois ofereceu pó, se recusou ao contrário do russo que aceitou os dois.
O Pastor vira e diz ao Caio:
- Pô! Você não fuma e não cheira, só falta me dizer que não bebe?
- As vezes!
- Parabéns! Gosto de pessoa como tu, gostaria ser igual a ti, morra assim, valeu amigo!
O Pastor estava falando, que era uma pessoa boa, compreensiva e não fazia mal a ninguém. Caio mesmo sabendo que era mentira dele, pois ele tinha vários crimes de morte nas costas, mas mesmo assim, pode compreendê-lo. Ele apenas dizia como gostaria que fosse, uma pessoa boa, compreensiva e não fazer mal a ninguém.
Pastor dá o seu discurso, olhem ao redor é só lixo, um ser humano pode viver assim? A sociedade querem nos verem mortos e esquecem que somos o frutos da conseqüência da ignorância deles. Querem nos verem mortos, porque não queremos ser empregado deles, lavar as suas roupas, seus vasos sanitários , fazer faxina e servir cafezinho na boca deles.
Agüentar várias humilhações como a mãe de muitos passam, por causa de uma miséria de salário mínimo. Nós somos marginais, porque não queremos ser escravos deles. A mídia incentiva a guerra nossa com a polícia, para que a população fique com medo e não reclamar do salário mínimo, esquecendo até da fome. A mídia também faz isto para desviar a atenção do povo para nós, esquecendo dos verdadeiros traficantes: Os políticos. Nós, a polícia e a sociedade, temos alguma coisa em comum: “Nós somos usados pelos políticos”.
Nesse mesmo momento aparece um adolescente muito bem arrumado e bem falante para comprar drogas. O Pastor grita com ele dizendo - O que você quer aqui porra – e o adolescente responde com medo, que era para comprar maconha. Dei-me o dinheiro - disse o Pastor. Assim que deu dinheiro, Pastor pegou e jogou a droga na cara dele e deu uma cuspida, fez passar por uma humilhação e disse para ele sair correndo senão iria levar uma surra.
O Russo pergunta:
- O que você faz quando tem baile aqui?
Pastor:
- É o dia que mais enche no morro para dançar e usar drogas. Você vê a decadência humana aqui, todo mundo drogado, dando cabeçada nas paredes e pior de tudo se julgam espertos. Os jovens estão morrendo devido a mal educação dos pais, que fazem opressão ou as suas vontades.
Caio:
- E as jovens que vem aqui, como vocês as tratam?
Dessa vez que responde é o Cabeção:
- Esta é a melhor, quando elas ficam doidonas, elas fodem com três, quatro ou cinco de uma vez, e pior de tudo crentes que estão abafando. Abusamos delas deixando-as grávidas para atingir os seus pais.
- Dente de cavalo:
- Ninguém está tendo consciência que os jovens estão morrendo, que o “fim do mundo” será o uso excessivo do consumo de drogas.
Russo:
- Porque vocês defendem os moradores?
Pastor:
- No morro antigamente quando o dono do morro era muito ruim, os moradores tinham medo e acabavam denunciando o tráfico para a polícia, o dia que chegava as drogas e armamento e nós dava maior prejuízo e muitos morriam. Começamos a perceber que precisava do apoio dos moradores, então começamos a tratá-los bem, dando comida, remédio, proteção, não que sejamos bonzinhos, mas sim inteligentes e funcionou.
Banana:
- Nós não deixamos o Estado fazer nada aqui no morro. Por exemplo, o governador quis construir um hospital aqui perto e nós não demos autorização. Se deixar o Estado ajudar os moradores, nós perderíamos o poder no morro.
Pastor:
- Para fazer favela bairro foi um maior sacrifício, o prefeito teve que praticamente suplicar para reformar o morro.
Caio:
- Então vocês querem dizer, que o tráfico não permite que o Estado ajuda os moradores, porque vocês perderiam o poder!
Russo:
- Quem são aqueles que estão subindo com um livro preto nas mãos?
Neco:
- São o pessoal das igrejas evangélicas, para nos ensinarem a palavra do senhor para nos converterem.
Subiram um grupo de cinco, Dente de cavalo botou para correr, dizendo que não estava a fim de ouvir sermões e o Negrão fala:
- Vejo interesses neles em nos ajudarem, são únicos se preocupam com nós são eles. Muitos traficantes se converteram, mas mesmo assim a sociedade os discriminam, falando somente do seu passado, onde esquece o presente, apesar de que eles estão sendo enganados pelos seus lideres religiosos, mas pelo menos muito de nós saíram desta vida. A sociedade os discriminam a dedência deles é aumentarem e os seus lideres ficando mais ricos ainda.
Russo pergunta ao Pastor, porque Tonhão não fala e responde que ele é mudo, porque levou muita paulada na cabeça pelo seu irmão Piada. Pois, ele tinha este apelido, porque fazia piada de todo mundo e principalmente do seu irmão.
Passaram dois dias no morro, de tarde o bando escuta o fogueteiro saltando fogos anunciando a chegada da polícia. Caio, Russo, Pastor e o restante pegaram as suas armas e começaram a trocar tiros com a polícia. Todo morro estava cercado pela tropa de elite da polícia, tinha um helicóptero e o bando estava todos cercados. Os policiais estavam com armamentos pesados e era pelo menos cinqüenta contra nove.
Mesmo assim não se intimidaram, encararam a polícia, Banana foi primeiro a levar tiro, Caio se rasteja no meio do tiroteio e consegue salvá-lo, baleando um policial na perna. Caio pega um fuzil e começa atirar no helicóptero e consegue derrubá-lo. Os policiais reagem dando tiro matando o Banana. Pastor consegue acertar três policiais, mas também é morto. A coisa estava piorando e todos começaram a fugir só ficando Caio e o Russo.
Russo pega uma granada e joga em cima dos policiais, acertando dois deles, mas também é morto por uma metralhadora. Só restou Caio, que ficou trocando tiro quase uma hora sozinho, com dezenas de policiais e quando viu a sua munição acabou.
Tinha um policial dando tiro nele com uma pistola, Caio foi em cima dele sem recuar mesmo arriscando a levar um tiro, que por sorte não o acertou, porque estava correndo em zig-zag.
Quando chegou perto do policial desarmou-o dando vários golpes nele e pegou outra pistola que estava no chão e colocou na cabeça do policial e apertou o gatilho. Clik! A munição também tinha acabado, Caio deu uma coronhada na cabeça do policial fazendo desmaiar.
Estava totalmente cercado e a única saída era um precipício de 4 metros e ele resolve pular, muito ferido ele se esconde. Mais tarde Caio volta e vê todos os seus companheiros mortos o Russo, Banana e o Pastor, todos mortos.
Caio teve um ataque de nervos e acabou no hospital com saudades dos seus companheiros e do “Pastor da noite”. Metade do morro ficou alegre e outra metade foram fazer protesto (amigos e parentes). Esta batalha foi histórica no morro, várias gerações souberam desse relato, como o nome do Caio se tornou uma lenda, tendo uma rua com nome dele: “Caio o Valente”.
Caio estava perturbado, acabando internado num Instituto de Psiquiatria e pode reparar lá que não tinha nenhum doente mental, mas sim carentes, falta de carinho dos pais e das pessoas, são rejeitadas pela família e a sociedade, onde ninguém tem paciência e compreensão.
Andando pelo pátio do sanatório, ele viu uma mãe bem idosa lendo uma bíblia para o seu filho que era bem jovem, mas era um “doente” mental, para ver se conseguisse a cura através da palavra de Deus. Viu no rosto daquela senhora um enorme sofrimento procurando a felicidade do seu filho.
Viu também uma linda jovem com problemas psicológicas devido um estupro causado pelo seu cunhado e um outro jovem chorando pela morte do gatinho, pode observar muita dor e sofrimento naquele lugar.
Sentou ao lado de um rapaz onde aparentava ter uns 36 anos e pergunta:
- Por que você está aqui?
- Deste de pequeno eu só conheci mal trados e xingamentos e procurei uma religião para superar os meus traumas e acabei piorando.
- O que você passou?
- Muitas coisas e sofro da falta do meu irmão que morreu.
- De que?
- Ele foi assassinato! E o meu estado de saúde piorou por causa disso.
- Quem era o seu irmão?
- Era o Jararaca!
- Então conheci o famoso Jararaca. Uma vez não, centenas de vezes eu já conversei com ele e pude compreendê-lo completamente.
- O que você acha das pessoas que mata os outros?
- No meu modo de pensar, eu considero com audácia, pois, ele passou por muitos absurdos na vida e quem nunca pensou matar alguém na vida.
- Eu passei por mesma dificuldade, que ele passou e nunca matei ninguém.
- E veja onde você parou! Quando uma pessoa passa por diversas coisas absurdas na vida é a porta aberta para muitas coisas, o indivíduo entrará no vicio das drogas e bebidas, dos suicídios, homossexualismo, perdidos nas suas personalidades.
- O que você está querendo dizer, quando a pessoa comete um assassinato, isto foi ocasionado pela sua própria morte moral e psicológica devido ao preconceito, pois, se a sociedade dão valor somente aos ricos ou bens materiais, então somos monstros e temos aquilo que merecemos. Mas veja! Ele acabou sendo assassinado!
- Um homem quando chega a certo estágio, que morrer ou viver são apenas sinônimos, pois, não vale a pena viver se não é respeitado. É um perigo construir uma sociedade, onde tem pessoas que não tem nada a perder.
A enfermeira interrompe a conversa e disse para o Caio, que o médico queria vê-lo. Quando entrou na sala do médico, o doutor pergunta:
- Há quanto tempo, você está aqui?
- Estou 6 meses!
- Como você se recuperou rápido?
- Força de vontade, pois, nunca coloquei na minha mente, que era um doente mental. Você sabe quanto vai recuperar um doente mental?
- Não!
- Nunca! Deste que pára de tratá-los como doentes e sim como seres humanos.
- Tenho uma boa notícia para você!
- O que é?
- Você pode ir embora.
Quando saiu do Instituto de Psiquiatria, resolveu procurar emprego e não conseguia, então começou vender refrigerante na praia, chegou o inverno e teve que parar. Depois começou vender bala nos ônibus e tinha que aturar a mal educação dos passageiros, parou novamente. Por último, de camelô parou por causa dos rapas.
Caio resolveu procurar a iluminação, estava sentindo na sua pele, que estava caminhando para a luz, onde todo o seu sofrimento da que passou na vida teve um ensinamento. Quando uma pessoa resolve um problema, aparece outro; resolve de novo e aparece outro, assim sucessivamente. Quanto isto acontece a pessoa está caminhando para a iluminação, isto é, esclarecimento.
A noite dormindo numa praia, teve outro sonho, sonhou que estava subindo uma escadaria muito rápido, quando ele chegou ao meio do caminho encontrou uma parede de 20 metros de altura, e lá em cima continuava a escada. Ele pensou, que vou fazer? Olhou e não se intimidou, deu um salto e continuou subir a escada.
Chegando ao final da escada, ele viu uma porta trancada e tentou abrir, mas não conseguia. Olhou para cima da porta e tinha um buraco do ar-condicionado e resolveu passar por ali. Passou meio apertado, se agonizando, sofrendo, mas no final, depois de muito sacrifício ele conseguiu.
No outro lado da porta, estava o paraíso que ele encontrou, após de muito esforço. Quando ele acordou, estava certo do seu destino.
De tarde andando pela rua, Caio escuta alguém estava buzinando para ele, e quando olha, era tremendo de um carro importado, quando viu, quem estava dentro? Era o seu “amigo” Christian, fumando um charuto bem grande e feliz da vida e pergunta:
- E ai? O que esta fazendo vagabundo?
- Sou vagabundo, porque não quis ser safado como você, tudo que conseguiste na vida foi através do calote, da bajulação e delatação no emprego e soube que você era homossexual, onde dava a bunda para conseguir alguma coisa. Sempre foste assim, deste quanto éramos crianças.
- Pelo menos alguma coisa você evoluiu, aprendeu a falar. Você e a sua lição de moral, onde isto te levou? Veja o que te se tornaste!
- Fiquei assim do mal que tu me fizeste, fui preso, porque te agredi, visto que não queria fazer filme pornô. Quando fui solto não conseguia arrumar emprego, por causa do preconceito. Tinha arrumado um emprego e perdi por causa de uma mulher. Tornei-me um mendigo e virei traficante por três dias, depois parei num hospício. Quando sai comecei vender refrigerante na praia e depois vender bala no ônibus e no final de camelô. Não pude ficar trabalhando nisso por muito tempo. Se você soubesse das minhas dificuldades, não me chamaria de vagabundo.
- Abri uma empresa, está lembrado do meu irmão Alexandre e o meu primo Eduardo?
- Sim! Por quê?
- Alexandre é o meu vice-presidente, Eduardo diretor-geral. Eles estão trabalhando para mim. Você quer trabalhar para mim? Sou uma pessoa boa, se não prestasse não conseguia nada na vida.
- Trabalhar de quê?
- Como você não é nada, será o meu faxineiro predileto!
- Ah! Ah! Ah! Você é uma piada, prefiro ser um mendigo a trabalhar para você!
- Ah! Ah! Ah! Digo eu! Deus não existe, o que manda no mundo é o dinheiro. Deus é o dinheiro, a felicidade está nisso e não tenho mais dúvidas. Ah! Já ia me esquecendo, naquela época, que você me agrediu, parei muito mal no hospital, conheci uma enfermeira muito bonita, onde tomou conte de mim por dois meses, para ver o prejuízo, que tu me deste, você é muito violento. Mas valeu a pena ela gostou de mim e eu dela. O que eu fiz? Eu a botei para fazer filme pornô e acabou se tornando a minha atriz principal, ganhei muito dinheiro com ela e acabei me casando. Já tenho três anos de casado e um filho de um aninho. Aqui esta a foto dela, não é linda! O nome dela é Viviane! Todos os homens tinham olhos nela e fui privilegiado até nisso. Pode morrer de inveja de mim.
- Só se fosse imbecil de ter inveja de ti. Sou um homem de consciência e sei como irás acabar, na doença e na miséria. Sua resposta será mais tarde, está justamente ai, você não se conhece e tudo na vida há um retorno, mais cedo ou mais tarde pagarás tudo que fizeste.
Ele riu menos prezando a palavra dele de novo e foi embora.
Passaram dois anos, a sua mulher mantendo a sua beleza e juventude, e ele bem acabado devido ao excesso de trabalho. Viviane pedia sempre dinheiro para fazer compras, mas nunca comprava e quando comprava era sempre do mais barato.
Começou a reparar, que sua empresa estava falindo e sentia fortes dores no corpo. Foi ao hospital para fazer exame médico e descobriu que estava com câncer. Foi à casa e viu a sua esposa na cama com outro homem, o dinheiro que ela pedia era para sustentar o garotão.
Mais tarde soube que seu irmão e primo deram golpe na sua empresa e roubaram todo o seu dinheiro e foi a falência. Teve um choque e foi parar no hospital, muito mal e pediu para chamar o Caio, e ele foi. Segurou na mão do Caio e perguntou:
- O bem existe?
- O bem não existe. Existe sim quando beneficia os nossos interesses e não dos alheios.
- Qual a importância da espiritualidade?
- Não é para se tornar divindade ou ficar venerando os seres superiores. E sim aprender a superar todas as dificuldades da vida, saindo dos ciclos viciosos. Muitas pessoas usam a espiritualidade para fugir da sociedade, e acaba se tornando inútil perante a adversidade da vida. Sou ateu, não acredito em Deus, mas eu sei o que vai acontecer comigo ou com as pessoas devido o comportamento. A ética e a moral são os básicos para a existência humana.
- Sempre julguei-me um homem bom e nunca fiz mal a ninguém, tudo que fiz foi por merecer e não aprendi nada nessa vida. Diga-me qual a coisa mais difícil de aprender neste mundo?
- Conhecer a si mesmo!
- Qual a melhor coisa que existe no mundo?
- A morte!
Depois de ouvir estas palavras, começou a fechar os olhos lentamente e aos poucos estava morrendo. E morreu!
Foi enterrado com honra e méritos num caixão luxuoso, com flores, estátuas e com direito a poemas. E pior de tudo, a família tinha a honra de dizer que tinha jazigo próprio no cemitério, Caio pensando na hora do enterro, se fosse eles, entraria em desespero, porque estou vendo o buraco, que vou apodrecer futuramente e eles têm honra de dizer isto. Estão vendo o espelho da vida e não muda o seu modo de pensar. O circulo continuará até que uma geração aprenda a ter consciência.
Caio estava com 29 anos, e foi a busca da verdade e viu, que não iria conseguir convivendo na sociedade, resolveu então virar eremita na floresta por seis anos. Nos primeiros anos foi agonizante para ele, depois de adaptou facilmente, mesmo com insetos e barulhos dos animais.
Um dia andando pela floresta, viu uma plantação de bambu e reparou que as árvores onde estavam perto dos bambuzal estavam mortas. Por que, o bambu rouba os nutrientes e energias das outras árvores, causando com o tempo a sua morte. Até na natureza se encontra isso, como na nossa sociedade, “sociedade-bambu”.
Andando pouco mais, viu um pé de tangerina, que não dava bons frutos, por causa de uma planta parasita. De repente viu um macaco com frutos silvestres na mão oferecendo para outra macaca. Mas ele fazia gestos obscenos, para a macaca como quisesse dizer “Se você quiser a fruta, tem que ter relação sexual comigo”.
A macaca foi e teve relação sexual com o macaco, assim que ele se sastifez jogou a fruta na cara dela e começou a batê-la. Como fosse uma espécie de prostituição no reino animal.
Aprendeu muita coisa com o convívio na natureza e pode ver que tudo está certo, só deixar as coisas agir naturalmente, onde nada teve ser questionado, mas sim aprender a lidar com o problema. Por isso, existe a sabedoria, para saber lidar com o mal.
Todos os dias olhava para o céu e conversava com Deus, com tempo começou ouvir vozes e perguntou se era Deus e ele disse “não”, era apenas a sua consciência, que é isso onde constitui o Deus (a chamada voz interior, e teve viver de acordo com esta voz) com a eliminação do medo e da dúvida.
Caio pergunta a sua consciência (Deus) como saber interpretar a vida e ele responde:
- Você sabe qual é a maior polêmica do mundo? Geradoras das filosofias, religião, cientifico, etc...
- Não sei!
- Então vou te responder: A morte!
- Como assim? Explica-me?
- Sabendo interpretá-la e ter consciência da morte saberá interpretar a vida. Estude-a não tenha medo dela e saberá muitas coisas.
Passando alguns dias, Caio recebeu uma visita, quem era? A Dona Morte, onde ele recebeu com um enorme sorriso.
Caio faz uma pergunta a ele:
- Você vai me levar?
- Quer jogar xadrez?
- Como assim?
- Geralmente quando apareço para alguém, eu levo imediatamente a sua alma, mas como você está em busca da verdade, vou te dar essa chance, se eu ganhar te levo, tu ganhando ficarás vivo, jogaremos uma partida por dia, por um período interdeminato. Hoje será a primeira partida, jogaremos agora.
Os dois estavam jogando e conversando, a morte virá e conta uma história ao Caio: A revolta de um príncipe.
- O príncipe Abigor de Nastrond, apareceu para os homens e estava revoltado, por que o erro da humanidade atribuía a ele.
O príncipe chegou a todos os homens e disse: “Vocês fazem guerras, assassinatos, corrupção, violências e fala que a culpa é minha. Isso são vocês que fazem, não tem nenhum poder contra vocês, porque são filhos do Adonai. Sim estou esperando as suas almas, porque gosto de gente assim. Alguns falam que a culpa é minha, mas não é; uns dizem que a culpa é do bruxo; outros falam que é do destino, mas ninguém chega e fala “A culpa é minha, errei e vou me indiretar”.
Sempre jogam a culpa em alguém, mas nunca em si. Fazem mesmo coisas erradas e estou esperando as suas almas.
Caio pergunta:
- Quem é esse tal de Príncipe Abigor de Nastrond?
- Príncipe Abigor (Demônio) de Nastrond (inferno), quero dizer o príncipe demônio do inferno, parece uma lenda, mas isso aconteceu na realidade.
- O que quer dizer filhos do Adonai?
- Adonai quer dizer Deus, quero dizer filhos de Deus! O Abigor procurou até um advogado para processar todos os homens por calúnia e difamação.
- Xeque-mate! Ganhei o jogo!
- Pô! Fiquei conversando contigo e acabei perdendo o jogo. Vou que esperar até amanhã!
- Não tem problema, jogaremos outra partida agora!
- Está doido só falei uma partida por dia, estás me desafiando.
- Não me interprete mal, achei divertido, por isso, quero jogar outra partida.
- Então jogaremos de novo, se perder não reclama!
Os dois começaram a jogar novamente, a morte estava quase ganhando, Caio se levanta se afasta do tabuleiro e começa a ver o jogo de longe, para identificar o erro, demorou quase dez minutos e volta de novo para à mesa revertendo o jogo e fala “xeque-mate”.
Já passaram um ano e meio, jogando várias partidas por dia, Caio estava ganhando sempre. Um dia no meio da madrugada, Caio acorda a morte para jogar, ela se recusa dizendo que estava com sono, ele insistiu e mesmo assim a morte não aceitou.
Então Caio pegou uma cumbuca de madeira feita por ele, foi até no riacho pegou água e voltou e jogou na cara da morte dizendo: “Agora você vai jogar, nem que seja, a força”.
A morte meio revoltado disse, se não parar com isso, levarei a sua alma mesmo não ganhando o jogo. Ele deu uma gargalhada e disse que não está nem ai, pode fazer o que quiser contando que joga.
Os dois começaram estão a jogar na madrugada, Caio pede a morte para contar outra história e ela pergunta “O que quer saber?”, responde: “Como acabar com o mal? Tem alguma história para isso?” a morte disse que “Sim!”, que tem uma história baseado nisso se chama: O bem e o mal.
- Um viajante foi à procura de respostas, para interpretar a vida, quem estava certo o “bem” ou “mal”. Chegou numa terra desconhecida, muita estranha um lado da cidade era noite e outro era dia, e sempre foi assim.
Entrou num castelo, viu uma coisa, que nenhum homem tinha visto. Caminhando pelo corretor do castelo, não era escuro, nem claro e nem meio termo. Andou até o final do corretor e encontrou duas velhas gêmeas, uma era branca representando o bem na luz, a outra era negra representando o mal nas trevas.
O viajante perguntou quem eram e disseram:
- Nós duas somos as duas forças, que atuam no universo, um não existe sem a outra, porque somos complementares.
- Quero saber o segredo do universo?
- Se você quiser saber o segredo do universo, tem que aprender com nós duas, se você for bom ou mal completamente serás destruído. Tem que aprender estar no equilíbrio, as vezes você pensa que está fazendo o bem mas esta fazendo o mal; pensa que está fazendo o mal, mas está fazendo o bem. Tem que saber interpretar.
E o viajante foi embora com elas se tornando discípulo delas e aprendendo o segredo do universo.
Caio pergunta:
- Dei-me explicação disto? O que quer dizer com um lado da cidade era dia e outra era noite. E a parte onde estava andando pelo corretor do castelo, não era escuro, nem claro e nem meio termo?
- A sua primeira pergunta quer dizer equilíbrio das coisas e segundo significa o vazio, nada existe.
- Por que velhas gêmeas?
- Velhas quer dizer tempo, quando o universo se criou, gêmeas significa o bem e o mal são a mesma coisa, por isso, uma era branca representando o bem e estava na luz; outra era negra representando o mal, estava nas trevas, uma simbologia para entender as forças que regem o universo. E agora o viajante saberá como viver neste mundo.
- Como assim? O mal não pode ser derrotado?
- O mal nunca será derrotado, tem que aprender se lidar com ele, para isso serve a sabedoria, descubra o mal que existe dentro do seu interior e saberá lidar com o mal exterior. Tudo está dentro de ti, até o próprio mal. Droga perdi de novo, assim nunca levarei a sua alma.
- Dei-me mais explicação do bem e do mal?
- Está lembrado quando trocaste tiro com a polícia, você desarmou e pegou a pistola e apertou o gatilho, onde munição acabou e quase matou o policial.
- Sim! E daí?
- Se naquele dia matasse o policial não seria “pecado” ou teria “karma”, porque você estava em guerra, que não queria e fez aquilo devido pela forças das circunstâncias. E não teve carregar o sentimento de culpa, mas sim pela consciência no sentido como foste influenciado por fatores externos.
- É mesmo?
- Isso foi válido só para você, se outro fizesse isto seria “pecado” ou ia adquirir “karma”, porque vária de pessoas por pessoas. Por isso, nada deve ser questionado e sim interpretado.
- Por que Deus não deixou tê-lo matado?
- Não foi Deus, foi a sua consciência que não permitiu. Por que não havia necessidade, para que no futuro não julgue ninguém e sim saberá como orientar um criminoso a sair dessa vida. Por isso, o policial não morreu.
- O tempo passa rápido já estamos três anos juntos!
- Já desisti de levar a sua alma, você é muito bom no xadrez, amanhã pela manhã irei embora. Mas diga-me onde aprendeste jogar xadrez tão bem?
- Nunca aprendi jogar xadrez, você é a primeira “pessoa” que joguei foste tu, com pura intuição.
- Ah! Ah! Ah! Muito engraçado. Nestes últimos três anos, você jogou comigo sem medo e além do necessário, por isso, está vivo, olhe ao redor, o mundo já está quase morto. A intuição não serve para nada, se você não colocar em pratica.
Chegando de manhã, Caio faz uma despedida, resolve dar um trote na morte, ele sobe numa árvore bem grande e faz “xixi” na cabeça do seu companheiro, onde acorda todo assustado e ele deu uma gargalhada, mas a morte levou na esportiva.
Sou o seu maior admirador, nunca teve medo de mim até na despedida você zombe de mim. Jogou, brincou e se divertiu comigo e o mundo foge de mim esquecendo que sou apenas a continuação da vida. Volte e ensina para o mundo a importância da morte, você é um iluminado! Disse a morte.
Caio disse para a morte que era o seu maior fã, porque ela não tem discriminação, leva qualquer um seja rico ou pobre, branco ou negro, com ela não tem tempo ruim, faz arrastão e os homens ainda não tem consciência disso. Caio se despede da morte emocionado, com lágrimas nos olhos: “Adeus meu amigo!”.
Caio voltou ao mundo mundano, para conscientizar as pessoas, morava no subúrbio, num casebre, onde ganhava comida, roupas, objetos pessoais das pessoas onde moravam pelas redondezas em troca dava orientação espiritual.
Sua fama espalhou-se por todo país, era o senhor das ciências, falava que tudo tinha explicação, onde as coisas são causadas por causas naturais e tudo era científico.
Certo dia recebeu uma visita de jornalista e fotógrafos para entrevistá-lo e sempre se recusava, falando que não queria ser famoso, pois, a fama é uma coisa onde todos os homens buscam, que isso era ignorância, somente os tolos buscam a fama e só sábios ignoram a fama, por isso, eles são famosos por efeitos naturais.
Um verdadeiro sábio, simples em sua vida, conhecedor das leis naturais, certo dia recebeu a visita de um homem de muita importância da sociedade de Brasília, eleito deputado.
Ao chegar à casa do mestre, foi atendido por um trabalhador que morava ali próximo e saiu correndo e foi falar para aquele sábio dizendo, Mestre! Chegou aqui um homem de muita Importância da Sociedade. O senhor deve ter cuidado o modo que vai falar com ele. O mestre respondeu: “Que homem ignorante que tu és, pois, saiba que dou mais valor a você que é trabalhador e me ajuda, do que a ele”.
O deputado sabendo que se tratava de um mestre com uma sabedoria extraordinário, que ele deputado não conhecia, entrou em sua casa com certa humildade para falar com Caio. O mestre perguntou o que o deputado queria e ele respondeu:
- Quero que o senhor cure o meu mal a lepra, pois, bem sei que está doença não tem cura, quando está bem avançada é o que dizem.
- Você está enganado! A lepra tem cura é só procurar um bom médico.
- Procurei os melhores médicos e mesmo assim, não fiquei curado. O senhor sabe a cura?
Ele deu um sorriso e falou a resposta da sua cura:
- Tu irás freqüentar o cemitério todos os dias durante três meses, por duas horas por dia e no final de cada visita irás sentar 15 minutos na porta do cemitério para refletir aquilo que viu.
- Isso vai curar a minha doença?
- Sim! Assista também neste período enterros, funerais e aprenda alguma coisa com isso, onde irá curar a sua doença e depois volte aqui.
E foi o deputado cumprindo a sua sentença, ia todos os dias no cemitério e ele fixava o seu olhar nos nomes dos túmulos e via o período de vida de cada um daqueles que foram.
Lá pode ver, que no cemitério onde todas as pessoas são iguais sem distinção do rico e do pobre, que a morte leva a qualquer um. Ele sentiu uma vibração de paz, tranqüilidade e luz, um lugar, onde as pessoas descansam em paz e não existia sofrimento. Passaram-se os três meses e voltou para falar com o mestre daquilo, que tinha aprendido. O mestre perguntou a ele, o que aprendeu e disse, que aprendeu muita coisas que não podia falar com palavras e sim com a emoção. O mestre perguntou-lhe qual foi a emoção e ele respondeu, o que adiante nesta vida sermos orgulhosos, ter dinheiro, ser metido e arrogante se é o cemitério que nos espera. Um lugar onde todos são iguais e aprendi que nesta vida nós devemos ser humildes e simples.
O sábio deu um sorriso sinal de que ele aprendeu a lição, então pergunta se ele sabia a cura para a sua doença e respondeu:, ter amor ao próximo, fazer caridade, ter compreensão e pensar mais no próximo do que em si mesmo”.
O mestre viu que o “Grande Deputado” conseguiu ter consciência de vida, onde todos buscam dinheiro e ninguém busca a consciência e todos querem ir ao céu e ninguém quer pagar o que deve.
O deputado dedicou-se a sua vida a fazer caridade e ajudar os mais humildes e necessitados, em menos de dois anos, ele curou-se de sua doença. Esse fato que se passou vem provar onde a ignorância impede os homens de serem felizes e ainda mais por falta de humildade.
A notícia correu pelo todo país, como um homem mudou o modo de pensar de um homem arrogante, tornando-o bom e humano. Dali alguns dias o mestre recebeu três dias de visita, no primeiro dia...
Chegou um jovem ao mestre dizendo, que já foi muito feliz na vida e agora está num momento de infelicidade. Perguntou ao mestre:
- Porque existe o sofrimento?
- Tudo aquilo que não é permanente, gera sofrimento!
- Como manter a felicidade?
- A felicidade é como um jardim e você têm, que aprender a ser um jardineiro, sempre tratando das flores para não serem consumidas pelo capim. Sempre fazendo a manutenção. O jardim da humanidade hoje em dia, tem mais capim do que flores e pior de tudo é, que eles querem jogar a semente no seu jardim e você tem que manter certa distância para não ser igual a eles. Vá embora mantenha-se afastado das amizades e o meio que freqüenta, pois, isso é atraso de vida.
Então o jovem foi embora refletindo aquilo que tinha ouvido colocando em prática.
No segundo dia...
Chegou um velho, que era paralítico das mãos e pediu ao mestre curá-lo: “Mestre! Por favor, cure as paralisias das minhas mãos!” disse o velho e o Caio responde:
- Eu não posso curar a sua doença!
- Por quê?
- Eu não posso, por que é uma divida que você está pagando!
- Divida? Como assim?
- Sim! Quantas pessoas, que você deu na cara com essas mãos? Quantas vidas que elas tiraram? Quantas vezes essas mãos fizeram os outros sofrerem.
O velho perguntou como sabia dessas coisas e ele respondeu: “Não está se lembrado de mim Jorjão?” e o velho fixou o seu olhar ao mestre e disse: “É você Caio?” e responde “Sim!”.
Caio disse para aceitar a sua divida, senão, iria acontecer coisas piores com ele, vivendo uma vida com pensamento de agonia. Então Jorjão resolveu aceitar a sua divida e foi embora acreditando nas palavras do mestre.
No terceiro dia...
Apareceu uma mulher dizendo, que era sofredora desse mundo, olhando para ela parecia uma mulher santa e não parecia não ter cometido nenhum erro na vida e todos se enganavam com ela.
Chegou ao mestre, ajoelhou-se nos seus pés e falou assim:
- Mestre! Sou uma pessoa tão boa e nunca fiz mal a ninguém, porque sofro na minha vida? Sofri injustiças e todos os tipos de maldade. O senhor acha isto certo e justo?
- Tu enganas qualquer um mulher, menos a mim! Tu és uma mulher fria e calculista e não media as suas conseqüências dos seus atos e agora está sofrendo com isso.
- Mas...
- Pare de fingir que é uma pessoa boa. Você pode ser comparada com uma serpente, um animal de sangue frio. Os animais mais perigosos são aqueles, que têm o sangue frio, onde são tão perigosos como você. Se você quer ser feliz na sua vida então faça por merecer, faça os outros felizes.
Ela olhou e sem dizer nada, foi embora convencida da resposta do mestre.
Época de verão, a cidade ficou cheia de turistas, principalmente de jovens bonitos paquerando as meninas com seus shortizinhos levando os rapazes à loucura. À noite eles ficavam fazendo point num bar, onde rolavam bebidas e drogas, no local passa o mestre, que estava voltando para sua casa. Como estava muito cansado, ele senta num banco perto do bar onde encontrava os jovens se drogando, onde chamou a atenção deles.
Alguns dos rapazes e moças sentaram ao lado do Caio e ele começa a contar a história da sua vida, despertando nos jovens a consciência de não usar drogas, que muitos morreram e a juventude ainda não tomou essa consciência.
O mestre falou para uma multidão de jovens, que eram estudantes, discriminados, aqueles que são infelizes nas suas vidas. Não usem drogas, tenham uma vida longa e felizes começando a se libertar do vício, esquecem do passado e começa uma vida nova! Pois o sofrimento do homem é devido da prisão do passado. A partir daquele dia muitos jovens pararam de usar drogas pelo resto das suas vidas.
Esse fato ficou registrado nas memórias de todas as pessoas da época e principalmente de um caso especial, porém, muito estranho, que nem o mestre conseguiu resolver.
Certa vez na cidade um criminoso, que não tinha mais jeito e o mestre resolveu ajudá-lo, deixando ficar na sua casa por alguns dias. Caio vez de tudo para ajudá-lo e as pessoas das redondezas estavam dizendo, que o mestre estava salvando a “alma” daquele indivíduo. Mas, infelizmente ele não conseguiu isso e o criminoso foi embora cumprindo o seu período de vida.
Chegou uma senhora ao mestre e perguntou, porque ele não conseguiu tirar aquela pessoa do crime e ele diz: “Aqui perto existe uma caverna, isso não é ficção é uma realidade, até foram um grupo de cientistas lá para explicar o fenômeno e não conseguiram. No interior dessa caverna é tão escura, que a luz não acende nela, a escuridão absorve a luz, ou seja, as trevas predominando a luz. Isso é difícil, mas acontece, assim é o interior de muitas pessoas, como essa caverna, está nas trevas e dissolve a luz. Mesmo eu sendo um iluminado a escuridão do interior dele dissolveria a minha “luz” e iria acabar me fazendo mal. A única maneira de ele ter uma vida ética é usar o seu mal para uma coisa benéfica. Ele é um assassino, mas pode fazer coisas boas com isso, tornando-se por exemplo, um militar”.
Houve um temporal na cidade e arrasou tudo, muitas pessoas perderam a suas casas, moveis e houve até mortes. A prefeitura da cidade nunca fez nada pela melhoria da cidade, as ruas não eram asfaltadas, esgotos a céu aberto, várias doenças transmissíveis como hepatite, cólera e meningite e o prefeito não fazia nada.
Época de eleição e o mestre foi procurado pelos partidos políticos, dizendo “Com o senhor ao nosso lado, nós iremos ganhar, prometo se ganharmos eu arrumarei toda a cidade, acabarei com a miséria”. Mas Caio como já viu esse filme antes, com um dom meio rígido responde:
- Vocês não sabem nada de política, são apenas excelentes teóricos, mas péssimos na prática. Não estão preocupados com o povo, só em ganhar para tirar aproveito. Não gosto de política, pode me chamar de analfabeto eleitoral. Não vou te apoiar e muito menos ensinar nada, por que irão manipular o povo.
- O que o senhor pensa que é o dono da verdade, como irás conscientizar a sociedade falará em praça pública como antigamente, hoje em dia não dá, a população está grande. Muito menos os meios de comunicação, que só está interessado no consumimos.
- Não sou o dono da verdade, apenas a prático e vejo as coisas como são e que estão mentindo, não vou ajudar a fazer nada, se depender de mim vão perder.
E ele foi embora cheio de raiva. Depois de um mês recebeu visita de um homem na sua casa, bateu na sua porta e foi atender e perguntou quem era e ele responde que é o “Doutor: Paulo”.
De imediato o mestre não gostou, porque tem nojo dessa palavra, onde as pessoas gostam de humilhar os outros, por causa desse titulo ridículo, Caio respondeu: “Você não me entendeu, perguntei o seu nome e não a sua profissão. Se quiser falar comigo então pára de falar, que é doutor, porque você é um homem como qualquer outro”.
Ele pediu desculpas, disse que o seu partido estava quase ganhando as eleições só perdendo por alguns percentuais dizendo: “Se o senhor nos ajudar terá tudo, dinheiro, casa, viagem...” o mestre grita falando: “Cala a boca, saia da minha casa, eu não estou a venda, como pensar em riqueza se o povo passa fome”.
Caio pensou naquelas palavras do homem dizendo como irá conscientizar o povo sem a ajuda da mídia? Meditou durante três dias e lembrou da conversa com o Lacius sobre o teatro e chegou uma conclusão. Estudar teatro.
Ele estava cansado de viver de caridade alheia, pois muitas das vezes dependia dos outros para comer. Tinha dia que passava fome e muitas das vezes as pessoas faziam muita cobrança a ele, porque pensavam que o Caio podia resolver problemas de todo mundo. Ele observou que as pessoas sofrem devido a falta de conscientização da vida, então resolveu se preparar para pré-vestibular. Ele passou nas provas e começou a estudar teatro, porque queria expressar os seus pensamentos através da arte. Os anos se passaram, então ele consegue o seu diploma universitário de teatro. Os seus primeiros discípulos seriam os artistas. Caio parou de viver de caridade, então o seu sustento era através das apresentações teatrais.
Caio começou então ensinar um grupo de cinco pessoas do teatro de rua são eles: Leo, Marco, José Bia e Ana.
Caio fez um churrasco na sua casa, onde chamou seus novos discípulos. Todos estavam comendo e bebendo, se divertindo e disse para os seus alunos, antigamente eu não gostava da humanidade, hoje em dia tenho uma visão diferente. Eu não fui o único que sofri no mundo, pois o homem ele é muito covarde com a sua espécie. Quero ensinar para a sociedade a superar os seus problemas, assim como eu superei. Por isso, quero que vocês expressem o meu pensamento através do teatro.
Ana pergunta ao Caio:
- Mestre, porque o senhor não acredita em Deus? Por que você abandonou a vida espiritual?
- Eu não sou mestre de ninguém, quero que vocês me chamem de Caio. Deus e diabo são apenas nomes comuns, o que interessa é a sua intenção. Não me interessa o que as pessoas acreditam, mas sim o que me interessa é o seu comportamento. A sua segunda pergunta não é bem isso. Vivi tanto na vida espiritual, que esqueci de viver a vida material. Segui tanto a espiritualidade, que acabei passando fome e necessidade.
Marco:
- Então o senhor não acredita nas religiões e nos mestres espirituais?
- Não na forma como as pessoas acreditam. Cristo, Budha e outros, foram apenas homens comuns como nós. As pessoas são carentes, que precisam em acreditar em alguma coisa. Muitas pessoas me viam como um homem santo, mas sou apenas um homem comum.
Bia:
- Então, porque seguir a espiritualidade se vai ser apenas um homem comum?
- Se você pegar um ser espiritual e colocá-lo num poste e começar a torturá-lo, ele ira sentir dor. Se atear fogo nele, ele se queimara. Se for traído sentira a dor da traição. O mais impressionante nisso tudo, o ser espiritual pode passar por vários sofrimentos, mas no final ele dá a volta por cima e o principal de tudo, ele não fica com trauma e nem complexos.
Leo:
- O seu ensinamento só resumi nisto, fazer com que o indivíduo não tenha pensamento angustiante e que não sofra de complexo de inferioridade?
- Isso é uma coisa tão simples, que para muitas pessoas é uma coisa impossível. Viver num mundo nos dias de hoje e não ter pensamentos angustiantes e complexos é uma benção muito grande.
José:
- O senhor acredita em alma gemia?
- Não! O mais importante nesse mundo não é ter a pessoa amada e sim superar todas as paixões ou amores. Por que nada é eterno, você pode ter a pessoa amada, e ela poderá falecer de repente e com isso te ocasionará mais sofrimento. Já ouvi muitos psicólogos ou espiritualistas falarem que existem a alma gemia, mas pude reparar que eles eram uns fracos, que não conseguiram superar as paixões. Muito mestres espirituais não podem ver um rabo de sai, só pensam em sexo e tem a sua vida arruinada por causa das mulheres.
Bia:
- O senhor já amou muito na vida?
- Muitas vezes e foi isso que foi a minha ruína. É triste você ser substituído por outro homem, porque tem dinheiro e você não. O pior disso tudo é que todo mundo achava certo o que fizeram comigo e ninguém foi a meu favor. Tem que ter uma mente forte para não ir para o caminho das drogas, bebidas, homossexualismo.
Ana:
- O senhor já pensou virar homossexual?
- Teve uma época que tive tanto ódio das mulheres, que quase acabei me tornando um. Então tive duas opções: ou perdesse o ódio das mulheres ou acabaria me tornando gay. Então optei pela primeira opção.
Leo:
- Como ira chamar o nosso grupo? Já tem alguma montagem na cabeça?
- Nós seremos um grupo de teatro de rua e nos chamaremos grupo “consciência”. Já tenho uma peça na mente, que será chamado de “o bem e o mal”
Caio então conta a história que ouviu da morte e quis montar uma peça com ela chamada “O bem e o mal”.
Caio então deu a instrução ao Marco, porque ele organizador do grupo, era responsável pela vestimenta, cenário e decidia quem iria participar e ficou decidido assim:
José era o viajante, Ana como era negra fez o papel da velha negra nas trevas, Bia seria a velha branca na luz, Leo com o fundo musical.
Eles ensaiaram a peça por três meses e fizeram uma apresentação no centro da cidade, ninguém aplaudiu levaram um choque e não entenderam nada. Alguns dizeram que a peça era ridículo; outros falaram que era racista; alguns gostaram, porque enteteram a simbologia, houve muita polêmica.
Mas mesmo assim o grupo não desanimou, Marco fez uma pergunta ao Caio:
- Essas coisas que acontece com o mundo não é karma?
- Uma vez soube uma história onde uns dos discípulos do Sidharta, que era um grande iluminado, foi assassinato por um grupo de homens, morreu de uma forma bastante violenta e perguntaram ao Budha, porque ele morreu daquela forma. Então o iluminado respondeu que foi o karma daquele monge. Depois de anos eu descobri no oriente a palavra karma, faz parte da sua cultura.
Bia:
- Eu sei que o senhor está querendo dizer! Os orientais quando não sabem uma resposta, fala que foi karma, até mesmo Sidharta não sabia todas as respostas do mundo.
Caio
- Muitas vezes nas nossas vidas temos as respostas, o porque as coisas ruim acontece conosco. As vezes as pessoas não vão para frente na vida, porque não tem coragem de enfrentar as adversidades da vida. A religião domestica o homem e isso está errado, porque o ser humano tem que ser criado para enfrentar as adversidades da vida. Em certos casos devemos solucionar certos problemas através do conflito.
Ana
- Se as pessoas estão defendendo os seus interesses, eles nunca vão querer conversar contigo. Sempre te levarão na conversa, por isso, os meios de comunicação falam, que os brasileiros são bons e solidários, tocam nas nossas emoções e não reagimos, para não perdermos a fama de um povo bonzinho.
Esse grupo já estava com Caio já alguns meses, e ele resolve contar a história da sua vida e o que ele passou, no princípio levaram um choque, mas poderam compreendê-lo.O Caio manda fazer uma peça mostrando a sua vida, o que ele viveu e quem iria interpretar o seu papel seria Marco. Ensaiaram e fizeram uma apresentação, a peça foi um maior sucesso, todos adoraram, durou 4 meses de duração.
Um dia a noite, sentado numa figueira, Caio, Maria e Marcos estavam tomando chá e conversando sobre política.
Marcos:
- Caio! É verdade que o Sidharta esteve na Indochina, que é atual Vietnã, e deixou o ensinamento para matar todos os estrangeiros que tentasse invadir a sua pátria? Como o senhor explica a invasão do Tibete, porque eles não reagiram os ataques dos chineses?
Caio:
- Sim! Alguns monges afirmam isso, outros dizem que o Sidharta mandou missionários deixando o seu ensinamento. Sobre o Tibete, não é bem assim! Quando os chineses invadiram, os monges tibetanos reagiram os ataques, mas não tiveram nenhuma chance de defesa. Como eles puderam lutar se eles não têm instituições militares e lutaram contra um milhão de soldados armados de metralhadora e armas automáticas.
Jose:
- Então eles reagiram contra os ataques, mas o que é passado para nós, que eles aceitaram o domínio do que lutar, agora estou vendo que isso é uma grande mentira. Marcos:
- Até mesmo Mahatma Ghandi, no final da sua vida, viu que fez uma burrice e disse se os soldados de Hitler invadissem a Índia, ele próprio mandaria o povo matar os invasores, mas está parte da história não é conscientizado.
Caio começa contar uma história que é muito contado no Oriente Médio, uma lenda muito antiga de um menino, que queria saber se realmente existisse o inferno e o diabo, então ele sai pelo mundo procurando respostas, foi em todos os lugares e um dia estava no centro da cidade e via-se pessoas correndo feitas loucas, desesperados para ganhar a vida.
No meio da multidão lá estava ele o Lúcifer, que chamou-o perto dele e quando o menino se aproximou, de repente se viu num cemitério e os mortos estavam se levantando das tumbas.
Haviam vários zumbis em torno do Lúcifer, que fala:
- Esta vendo esses mortos que estão aqui, podres e petrificados? É assim que a sociedade vive por causa da sua mente corrompida deste o início dos tempos.
- Você está exagerando!?
- Não! Um morto não possui consciência, por isso, a sociedade é um bando de mortos-vivos.
- Por que você está falando nisso?
- Se você fez alguma coisa errado na sua vida e a sua alma parasse no inferno, tu ficarias questionando as regiões infernais?
- Claro que não! Por que a caraterística do inferno é o sofrimento.
- Pois a melhor forma de observar a vida é quando está no inferno. Então não devemos questionar esse mundo, pois, o inferno é aqui!
- Não é isto! Tem duas maneiras de olhar a vida, de uma visão positiva ou negativa. Se você perdeu alguma coisa na vida olhe sempre pelo lado positivo.
- Errado de novo! A desilusão é a percepção da realidade, por isso, não devemos olhar a vida nem positivo ou negativo e sim ver as cosas realmente como são, senão, entraremos no conformismo. A realidade não tem dualidade, ela é como é, por isso, não deve ser questionada e sim observada para aprender com ela, para superar os seus traumas e complexos.
- Mas você está sendo muito radical! As pessoas têm que se adaptar na sociedade e com isso, aliviará a sua alma, tendo mais compreensão, tolerância, paciência coma as pessoas.
- Errado de novo! Adaptações são para os animais, que não tem capacidade nenhuma de raciocínio, ao contrario do ser humano. Alguns mestres ensinam as pessoas a se adaptar nos problemas, jogando a culpa no karma e aceitando as pessoas como são e pensam que estão evoluindo, pelo contrário, está se atrasando.
- Vê que se entendi? Quer dizer que não devemos se adaptar e sim superar o seu prejuízo psicológico, afastando-se de certas pessoas, entrar sempre em questionamento no sentido de observação de si mesmo e das outras pessoas.
- Certo! Aprender a desprezar as pessoas também é uma arte, pois, é muito mais fácil que se adaptar na sociedade do que superá-la, ou seja, ser do mundo e não ser igual a eles.
E o menino soube a resposta da sua dúvida.
Muitos pensam que a evolução está em ser, um ser emotivo ou sensível, estão enganados, isto significa a estagnação da parte evolutiva ser humano, olhar para o mundo com sangue frio, observando o que contém nele, com isso aprender que não pode salvar o mundo e sim tomar consciência de não fazer parte dele. Tornar um egoísta sem ser egoísta, isto é, um paradoxo, pensar mais em si, do que nos outros no sentido de não se envolver nos sofrimentos alheios.
Fizeram uma nova peça "O louco e a democracia", dessa vez foi uma equipe de repórter para fazer uma filmagem, que foi ao ar, uma semana depois.
Desta vez Caio participou da peça, ele que era o louco, José era o homem que comunica onde faz jogos de intrigas, Ana e Bia dançavam a cantavam "Louco! Louco! Louco! Que fala bastante besteira em falar mal da democracia...".
No palco havia um quadrado, onde ficava José, que era o homem que comunica, Caio aparece com uma camisa de força com duas enfermeiras ao seu lado Bia e Ana, e o Leo dando paulada na cabeça dele dizendo: "Cala a boca, não sabe o que está dizendo".
Caio com cara realmente de louco, com uma camisa de força, começa a dar uma gargalhada e fala: Vocês que tem preconceito, que gostavam de humilhar os pobres, o que o presidente fizeram com vocês? Ah! Ah! Ah!...
Diminuíram os seus salários mais do que a metade, e vocês continuam com suas arrogâncias. Estão merecendo aquilo, que depois por tantos anos de arrogância e prepotência e veja onde acabaram. Todos falidos!
Aqui ao meu lado está o homem que comunica, manda discriminar uns aos outros, continuem a discriminação, dividindo a sociedade cada vez mais, para ficar mais fácil para o governo controlar.
O governo tiraram os seus dinheiros e não fizeram nada e pior ainda continua com o mesmo pensamento, que a democracia é a melhor forma de governo. Mudem os seus pensamentos sobre a democracia, nunca deu certo, pesquisem a história da democracia da Grécia e o pensamento de Socrates, e verão a mesma história que está acontecendo hoje.
Depois de muitos séculos, ainda sonhamos e lutamos por um mundo democrático plena, o que fica é um valioso ensinamento: precisamos conhecer melhor a democracia grega e o pensamento de Socrates, eles ainda pertencem o nosso cotidiano.
Terminada a história o público ficou sem reação, depois de alguns segundos foram aplaudidos.
Depois passou na televisão, houve a maior polêmica, uns diziam que estava certo, outros errado, todo o Brasil souberam dessa peça, virou até questão de vestibular. Foi o maior sucesso.
Fizeram outra peça chamada “Adolescente em extinção”.
Na peça parecia os mais velhos julgando e condenando os jovens, que usavam drogas e bebidas, para fugir da realidade. Foi maior polêmica, os jovens morriam de over dose e as menores apareciam grávidas e morriam de AIDS
A mídia incentivando a pornografia, como quer acabar com essa doença se a comunicação é uma pouca vergonha. Mas fazem isso com duplo sentido, enfraquecer a sociedade através das emoções para que possa controlar o povo através do sexo.
Fizeram outra peça "O sacerdote".
Caio era um sacerdote, que fanatizava as pessoas e arrancava os seus dinheiros, explorando-os. O Leo na peça resolve combatê-lo dizendo para o povo, quem criou a lei do dízimo foi o Moisés, mas quando chegou Jesus cristo acabou com isso.
O sacerdote resolve matar o Leo, para o povo não saber da verdade.
Essa peça foi maior polêmica entre os religiosos, houve uma conferência religiosa, que todas as religiões foram convidadas e principalmente o Caio.
Chegou o dia tão esperado, a conferência dos lideres religiosos, foram convidados dezenas de religiões e seitas diferentes. Caio foi convidado quando chegou lá, já se via vaidades e poses dos chefes religiosos, havendo discussões dizendo quem era a verdade, mas o convidado especial era ele, por causa do seu pensamento e peças teatrais, onde apresentava para o público, questionando os dogmas das religiões. Falaram para Caio, que ele era uma grande farsa, um charlatão, que o seu grupo consciência era uma mentira.
O judeu fala para o Caio:
- Você não tem o direto de questionar a nossa fé! Quem é você para questionar os profetas bíblicos, principalmente o Moises?
- Então tu nunca tiveste fé, porque se você realmente acredita na sua doutrina uma opinião externa não afetaria a opinião interna. O que você tem não é conhecimento e sim vaidade. Se você realmente acredita no seu dogma, o meu pensamento não iria perturbar a sua “fé”. Você não tem conhecimento e sim vaidade, de ter o simples prazer de controlar as pessoas, tudo nesta vida é ocasionado por disputa de poder.
Hare Krisna:
- Você é um profano, como pode falar que tudo é cientifico, não havendo aspecto divino!
- Quando eu era tive várias experiências com o “sobrenatural”. Na realidade era a manifestação do inconsciente. A humanidade não evolui nada espiritualmente, porque ainda estão presos no inconsciente coletivo.
Evangélico:
- Impossível! Isso é coisa do Satanás, é ele que está fazendo tudo isso.
- Cuidado dele, leva a fama de tudo, realmente é isso, ou está com medo!
Católico:
- Eu sou seguidor de Cristo, a minha igreja é verdadeira, o que você diz a respeito da apareção da Virgem Maria.
- É apenas um “slide” da nossa mente. O que sei sobre ela que quando crixificaram o Cristo ela enlouqueceu, e um grupo de hebreus tentou apredeja-la, onde os soldados romanos não deixaram.
Espírita:
- Você é um criminoso e suas roupas são simples, não tem nenhum aspecto de líder.
- No passado fui realmente um “criminoso”, porque fui conduzido a isto, até fiz uma peça falando da minha vida, onde todo o Brasil souberam, então está jogando conversa fora. As vestimentas religiosas foram inventadas pelo homem, você que tocou nesse assunto, como as pessoas iriam saber que és um espírita, se não usasse essa roupa branca; o outro ai no seu lado como as pessoas iriam saber que você é um Hare-Krisna se não raspasse a cabeça, ou seja, é uma espécie de preconceito e vaidade religiosa. Vocês se julgam superiores por causa dessas roupas, colocando uma espécie de barreira para o religioso, é uma forma de vocês controlarem as pessoas. Porque quando um religioso entra numa determinada religião, ele entra visando vestir essas roupas. Então tudo isso é vaidade que vocês fizeram como roupas, cerimonias, cultos e oferendas...
- Pára de falar!
Monge budista:
- Uma vez você falou que teve repugnância pela sociedade, porque voltou?
- Voltei para ajudar aqueles que precisam de ajuda, apesar de que é a minoria infelizmente. Ajudá-los a superar os seus traumas e complexos, assim como eu superei.
Mãe de santo:
- O que você tem a dizer para todos nós?
- Parem de brigar uns com outros, dizendo que é verdade, digam a verdadeira história, não enganam ninguém. A história da religião tem mais aspecto negativo do que positivo e vocês iludem as pessoas. As pessoas não devem levar o conhecimento dos povos antigos à sério, porque eles eram fanáticos. O grande atraso da humanidade é quando o homem rótula o seu conhecimento e fica prisioneiro do seu pensamento, influenciado pela cultura.
Caio deu um sorriso e disse: “Obrigado”.
Depois da conferência religiosa, os lideres ficaram revoltados, por causa do pensamento do Caio, como pode um tolo questionar os costumes, tradições e cultura de um povo.
Indo contra fé de um religioso, comparando deus com Diabo, por causa disso a vida do Caio se mundificou-se, causando várias perseguições.
Certa vez, Caio vez uma apresentação chamada “S.O.S aos Nossos Índios”. Nessa peça tratava-se dos índios sendo assassinatos por vegetais que criaram formas humanas, jogando espinhos à velocidade da luz, matando-os.
Uma índia foi violentada, por um desses vegetais e teve um filho. Os indígenas pensaram que era reencarnação do mal, então resolve sacrificar a criança. No final da peça, aparecem todos os índios mortos, com o homem branco tomando conta da suas terras.
O povo aplaudiu, no meio do público apareceu uma fiel, chamando Caio de demônio e joga uma garrafa nele. Mas não sabe o que aconteceu, que a gafarra explodiu voando vários cacos de vidro, acertando no olho de uma moça, causando cegueira no olho direito. A moça foi à televisão mostrando o caso, então a mídia resolve persegui-lo com apoio dos religiosos.
Uma repórter chamada Suzy, resolve combatê-lo, indo investigar a fundo a vida dele e descobre, que o Caio deve uma vida de boêmio, indo a farra a todas as noites, era um sedutor, onde gostava brincar com os sentimentos das mulheres.
Anuncia no jornal da noite, até apareceu a Katy, dando o seu depoimento dizendo chorando: “Ele é mau, humilhou-me, dizendo várias barbaridades, gostava muito dele e tive uma decepção com ele, quando disse que estava grávida dele e me tradou muito mal e perdi a criança, por causa do Caio e quase morri”. A repórter fala quase chorando: “Esse homem é mascarado, fala que é santo, era promiscuo tendo várias mulheres, cuidada dela, se fosse vocês acreditaria nele, depois desse depoimento?”.
Passando duas semanas apareceu a viúva do Christian, dando o seu depoimento: “Ele é muito violento, espancou o meu falecido marido, causando vários ferimentos no corpo. Caio foi traficante e ex-presidiário, onde pegou um ano de cadeia e joga a culpa na sociedade, conheci várias pessoas onde passaram situações piores e nunca fez o que ele fez, então pára de jogar conversa fora”.
Caio estava em todas as mídias, na rádio o locutor fala: “Soube quando ele esteve preso na cadeia, oito caras queriam violentá-lo e ele brigou com os oito numa área de 3 metros quadrados. Ele é bom de briga, derrubou todos eles, sendo que quebrou o braço de dois, a perna de um e o outro no C.T.I. O cara é mau mesmo, entende de lutas, de armas brancas e de fogo, o homem é mesmo um perito. Onde ele aprendeu tudo isso?".
As perseguições ainda aumentaram em cima dele por três anos. Certo dia pela manhã, apareceu um carro com três homens armados com metralhadoras, querendo matar o Caio. Ele estava tomando café com Aninha, e quando escuta tiros, ele se joga no chão, mas um tiro acertou nela. Sua casa foi toda perfurada por balas, Caio foi para fora armado de arco e flechas, onde conseguiu flechar o carro, onde o motorista perdeu a direção, batendo num poste.
Os três fogem, Caio pega as flechas e atira neles, apenas ferindo e consegue prende-los. Chama a polícia e a ambulância, onde consegue felizmente salvar Aninha.A televisão foi apurar o acontecimento.
Foi a repórter era Suzy, que fala: “O senhor fala que é espiritualista, como pode fazer isso, flechar um carro e três homens, com arco e flechas”.
Caio dá uma gargalhada e fala:
- Sem respostas!
- Se matasse eles?
- Se eu matasse, não estaria matando, apenas transferindo o mal, para outro lugar.
Com essa resposta do Caio, o povo ficou apavorado com ele, até mesmo a repórter.
A repórter pergunta:
- E a garota que ficou cega, o que você diz?
- Pára de show, com esse sentimentalismo barato, já conheço esta técnica, o que aconteceu comigo foi uma fatalidade, tinha como ajudá-la, mas os parentes não deixaram eu tomar conta dela. Soube que ela fez uma operação e ficou boa da visão, graças Deus, ela se curou. Diga-me estou certo ou errado a minha resposta?
Ela gagueja e fala;
- Está certo!
- Por que não falaram isto antes?
- Mas...que...ah...
- Vá embora não quero ser mais entrevistado, o público está vendo tudo isto.
Um dia, Bia chega ao Caio, pergunta a ele:
- Perdoa-me! Queria fazer uma pergunta? Quantos anos o senhor tem?
- Tenho 40 anos!
- O senhor não sente falta de uma companheira?
- Não! Estou todo harmonizado!
- Se aparecesse uma mulher que amasse, o senhor aceitaria?
- Sim! Estou harmonizado, mas não sou radical. Diga-me quantos anos você tem?
- Tenho 26 anos!
- É nova, vai encontrar o príncipe encantado.
- Já encontrei o homem que amo!
- Quem é?
- E...
A conversa foi interrompida por Marcos, dizendo que um juiz estava falando na televisão, que iria prender o Caio, acusando-o de charlatão, falsa ideologia, agressão, etc...
Ele foi intimado para aparecer no tribunal e nesse período a sua vida virou um inferno por causa dos jornalistas. Mas o engraçado de tudo, ele sempre mantinha o sorriso, não entrava em desespero e sempre tinha resposta para dar aos jornalistas e juízes.
Um dia a noite, ele estava na sua casa refletindo sobre a sua vida. Caio pôde reparar que saiu de todas as situações difíceis da vida, a tal ponto, que as pessoas olhavam para ele e diziam “você tem aparência que nunca passou dificuldade na vida”. De repente aparece a Bia, que fez uma redação para o Caio ler. O nome de redação era “O homem que comunicava”.
- O mestre foi encarado por um homem, que nunca perdeu e foi desafiado por ele "O homem que comunicava". Falam que ele faz jogos de intrigas e joga uns contra outros e arruinam a vida de todo mundo. Mas é pago para isso.
Resolveram investigar a vida do mestre, para ver se era uma farsa, tentaram de tudo para prejudicá-lo, mas não conseguiram. O homem que comunicava não queria fazer isso, mas estava sobre pressão dos poderosos.
Não conseguiram provar nada contra ele e no final falam: "Este é o verdadeiro mestre". E os homens que comunicam resolveram apoia-lo, tendo um trabalho de conscientização, suas peças teatrais fora imitados pela televisão, cinema e teatro, onde conseguiram a conscientização.
Terminada a história ele agradece um pouco emocionado. A noite Caio estava dormindo, se preparando para o seu julgamento pela manhã. A Bia entrou no quanto dele, onde os dois tiveram uma noite de amor.
Após de muitos escanda-los, por causa do seu passado, Caio foi levado de novo para o tribunal, onde havia promotores, advogados e juizes, querendo prejudicá-lo. Estava sendo condenado pelo seu passado que já pagou.
Mas a grande polêmica era que ele pregava contra a democracia e religião, os promotores estavam doidos para prejudicá-lo, quem nem mesmo advogado dele conseguiu salva-lo. O juiz fala para o acusado se defender e ele dá o seu discurso: “eu não sei porque estou sendo julgado, isso não faz sentido. Ser julgado só porque, eu expressei uma opinião e consegui mudar a opinião pública, faz de mim um criminoso? Não sou contra a religião e a democracia, mas vejo o real valor histórico passado o que ocasionou hoje em dia. A pobreza. Vocês podem até me prejudicar, mas ficarei para sempre nas sua consciências e nunca se esquecerão de mim.
Todos grandes homens foram assassinatos ou injustiçados e sei que, não irá ser diferente comigo, sou apenas um questionador que mudou a opinião pública. Vocês não tem argumentos para isso, e por causa disso estão me prejudicando.
Fazem o que vocês quiserem, a história sempre repetirá independente do tempo, como antigamente, nos dias atuais e futuros”.
Todos nos tribunais se calaram, o mestre soube se defender muito bem, as cabeças deles estavam sem orientação e nem a mídia, que estava presente se calaram e os espectadores também. Houve um minuto de reflexão em todo país. O modo como ele se colocou mostrou, que era um homem que estava conduzindo os homens a harmonia e seu passado, só foi uma fatalidade que ele não queria. “Cumpriu a profecia do pajé”.
Quase no final do julgamento aparece o deputado que Caio curou, defendendo-o. O deputado estava fazendo escandá-lo para não prender o mestre, ameaçou juizes, promotores, advogados, etc., e se ajoelhou nos pés do Caio pedindo a sua benção.
Todos nos tribunais ficaram com lágrimas nos olhos, o júri se reuniu e deu a setença: Inocente.
Todos que estavam presentes no tribunal aplaudiram e seu exemplo foi imitado por todos, conduzindo a sociedade a suprema paz e felicidade. Depois todos souberam da verdade, que a Viviane a viúva do Christian disse a verdadeira história, que fez aquilo porque tinha inveja da humildade e simplicidade do Caio.
A Katy que ela fez um aborto, onde estava morando na rua e foi pago para mentir. - Nunca fiquei grávida do Caio - disse ela.
Ela pede desculpas de joelhos ao mestre e ele a faz levantar e pede desculpas como tratou no passado, - Eu te compreendo, o porque de tudo - disse Caio e ambos se abraçaram e deram um sorriso.
A profecia da Bia aconteceu como tinha previsto, o trabalho do mestre foi imitado por cineastas, televisão, teatro, etc., em menos de cinco anos a sociedade tomou a sua consciência e um começou a respeitar o outro, não havendo brigas entre as pessoas. Começou a ter uma coisa que nunca existiu, “Fraternidade entre os homens”.
Mas por ironia do destino, por causa da política externa, estoura uma guerra, muita morte e dor, e o mestre foi se refugiar nas montanhas. Caio pensou A humanidade não estão destinados a não aprenderem nada com a história, sempre repetindo os mesmo erros, a mesmas injustiças e estupidez.
Caio foi embora e ninguém sabe o que aconteceu com ele. Dizem que ele durou mais de cem anos na floresta, voltando ao seu lar, mas afastado dos homens. Foi embora mais um avatar, deixando o seu ensinamento para que um dia a humanidade aprenda a ter consciência.

 

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